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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Terminais privados vão investir mais R$ 33 milhões no Porto de Paranaguá

O anúncio de obras de melhorias, ampliação e a realização da dragagem nos berços de atracação do Porto de Paranaguá já estão motivando a iniciativa privada a voltar a investir em Paranaguá. A disposição do Governo do Estado em da prioridade à modernização dos portos paranaenses e as medidas urgentes para retomar as obras de melhorias e readequar a capacidade operacional do Porto têm dado mais credibilidade para que investimentos privados sejam realizados nos portos paranaenses.

Dois terminais já anunciaram obras de melhorias em suas instalações, com o objetivo de aumentar ainda mais a movimentação de mercadorias pelo Porto.

A Cotriguaçu, terminal portuário privado que movimenta granéis sólidos, está investindo R$ 20 milhões para a construção de mais um armazém em Paranaguá, com capacidade de 60 mil toneladas.

De acordo com o superintendente da Cotriguaçu Cândido Takashiba, as obras começam em março e o armazém deve estar pronto até outubro. “Nosso objetivo é aumentar nossa movimentação pelo porto em até um milhão de toneladas, após a construção deste armazém”, disse. Hoje, a Cotriguaçu movimenta cerca de 2,3 milhões de toneladas de produtos pelo Porto de Paranaguá – entre soja, milho, farelo, trilho e produtos diversos.

Fora isso, a Cotriguaçu deve concluir nos próximos dias outra obra de melhoria em Paranaguá. De acordo com Takashiba, a empresa fez um novo desvio rodoviário para melhorar o fluxo de veículos nas ruas próximas ao terminal. “Antes, nossa estrutura permitia que 15 caminhões ficassem estacionados. Com as obras, temos espaço para 50 caminhões”, explicou.

FERTILIZANTES – Outra empresa que já planeja novos investimentos em Paranaguá é a Fospar. O terminal, que movimenta fertilizantes, investirá R$ 13,6 milhões para a compra de um novo guindaste e para a manutenção e modernização de outros equipamentos utilizados na descarga de fertilizantes.

“A Fospar busca a modernização de seu terminal para oferecer serviços ainda melhores para os clientes com uma estrutura e equipamentos mais modernos e eficientes”, disse Ronaldo Sapateiro, gerente do terminal portuário da Fospar.

A expectativa é que o investimento seja realizado no segundo semestre de 2011, quando deve chegar o novo guindaste. O novo equipamento tem capacidade de içamento de 33,8 toneladas a um raio de 32 metros de operação. O equipamento utilizado hoje tem capacidade de içamento de 22,6 toneladas a um raio de 28 metros de operação.

“O Porto de Paranaguá é o principal porto de importação de fertilizantes do país e também é essencial para as operações da nossa empresa. Assim, o investimento nas operações do terminal da Fospar em Paranaguá está alinhado com os nossos objetivos estratégicos e com a busca por oferecer o melhor atendimento aos nossos clientes”, afirmou Sapateiro
Fonte:Agência de Notícias do Estado do Paraná

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Novo ministro dos Portos faz primeira visita a Santos nesta quarta-feira

O ministro da Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP), José Leônidas Cristino, virá ao Porto de Santos nesta quarta-feira. É a primeira visita oficial dele a umporto brasileiro desde que assumiu o cargo, em 1º de janeiro deste ano. A data foi escolhida em homenagem aos 119 anos do Porto de Santos. Cristino já esteve também no Porto de Fortaleza, no Ceará, seu estado natal, em visita sem caráter oficial.

A programação desta quarta começa com sobrevoo de helicóptero. Além das duas margens do estuário, o ministro verá a operação das duas dragas no Porto, a Hang Jun 5001 e a Xin Hai Hu. Em seguida, Cristino percorrerá de carro a Avenida Perimetral da Margem Direita, classificada pela diretoria da Codesp como a obra viária mais importante dos últimos 30 anos. No total,a via recebeu investimentos de R$ 493 milhões, provenientes da primeira edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Também estão programadas visitas ao Terminal de Passageiros Giusfredo Santini e ao
Valongo, onde será construída a passagem subterrânea para caminhões, conhecida como mergulhão. Está prevista ainda uma ida à sede da Codesp.

OBRAS

A vinda do ministro ao Porto de Santos é uma espécie de vistoria às obras em andamento. Ele quer acompanhar de perto os investimentos previstos no PAC Copa.
O programa é um conjunto de aportes do Governo Federal para o setor de infraestrutura.

O complexo santista conta com dois projetos que estão inseridos no programa. Um deles é a construção de 1.280 metros de cais entre a curva do Armazém 23 e o Armazém 29, permitindo atracação simultânea de seis navios.
O outro empreendimento é construção de uma via interna de circulação entre o armazém 29 e o viaduto da Santa. A via tem como objetivo agilizar o trânsito de passageiros em direção ao Terminal de Passageiros.

Já a dragagem de aprofundamento para 15 metros foi iniciada no ano passado. Os três primeiros trechos, da entrada da barra até o Armazém 6 (Valongo), estão concluídos.
A previsão é dragar 13,6 milhões de metros cúbicos de sedimentos. Segundo a Codesp,
a intervenção será concluída até o final de março.

A obra de derrocagem do canal do Porto de Santos terá início no final do mês de fevereiro. A medida prevê a retirada das rochas deTeffée Itapema, que dificultam a navegação. Esse foi um dos projetos debatidos no encontro entre o ministro e a diretoria da Codesp, em Brasília, no último dia 12.
Fonte:Jornal A Tribuna

Codern abre licitação para adequação do ISPS Code

A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) realizará licitação na modalidade Pregão Eletrônico para registro de preço para fornecimento de materiais e execução dos serviços de complementação e adequação do sistema ISPS Code do Porto de Areia Branca (RN), através do sistema Licitações-e do Banco do Brasil S.A.

O edital está disponível no site www.licitacoes-e.com.br. O recebimento das propostas começa nesta terça-feira. Já a abertura dos documentos está marcada para o próximo dia 15, às 10 horas e o início da disputa para o dia 16, no mesmo horário.

Mais informação podem ser obtidas pelo telefone (84) 4005-5316, fax (84) 4005-5325 ou e-mail cpl@codern.com.br.
Fonte:Jornal A Tribuna

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Rio Grande é tema de reunião com ministro dos Portos em Brasília

O superintendente do Porto do Rio Grande, Dirceu Lopes, juntamente com o secretário de Infraestrutura de Logística do Governo do Estado do Rio Grande do Sul, Beto Albuquerque, e o diretor de Infraestrutura do porto, Cesar Wojciechowski, esteve reunido, ontem, 31, com o Ministro dos Portos, Leônidas Cristino, para tratar sobre o andamento das obras de um dos portos mais importantes da Região Sul.

A Secretaria de Portos (SEP) incluiu o porto no Programa Nacional de Dragagem (PND) para viabilizar a realização da obra de dragagem de aprofundamento, no valor de R$ 244 milhões. O porto já apresenta ganho em aumento em sua movimentação, carga e descarga e custo de frete com a obra que foi finalizada em julho de 2010. Hoje o porto rio-grandino opera com o canal interno na profundidade de 16 metros e o externo com 18 metros.

Outra obra importante para o Estado é a ampliação dos molhes, que deve ser finalizada por completo em março deste ano. No valor de R$ 462,4 milhões, foi classificada pela SEP como o maior projeto de infraestrutura (abrigo e proteção) dos últimos 30 anos. Na última sexta-feira, uma etapa foi concluída: o fechamento do molhe leste.

Leônidas ainda anunciou a previsão do PAC-2 para a realização da dragagem da bacia de evolução do Porto Novo, que passará de 9 metros para 13,5 metros, no valor de R$ 110 milhões, e a recuperação do molhe leste, deteriorado ao longo dos últimos 3 anos, no valor de R$ 80 milhões.
Lopes afirmou que a reunião foi bastante positiva. "Há um interesse muito grande do ministro e do corpo de trabalho técnico de resolver de uma vez o passivo existente dos cumprimentos não-efetuados pela superintendência ao longo do ano passado. Estamos inaugurando um novo processo de trabalho que tem tudo para dar certo", avaliou.

Segundo o superintendente do porto, a equipe deve permanecer hoje, em Brasília, para discutir com técnicos da SEP a viabilidade de outros projetos de interesse do porto.

Fonte: Jornal Agora (RS)

Intermarítima compra parte de terminal da Wilson, Sons na Bahia

A Intermarítima Terminais, operador logístico presente nos principais portos da Bahia, é o mais novo sócio do Tecon Salvador, terminal de contêineres controlado pela Wilson, Sons na capital baiana. A Intermarítima exerceu opção para comprar, por R$ 11,2 milhões, 7,5% das ações ordinárias do Tecon Salvador. As duas empresas analisam explorar de forma conjunta outras oportunidades de negócios na área portuária no Estado.

A parceria entre a Wilson, Sons e a Intermarítima no Tecon Salvador foi possível depois que o terminal foi autorizado, em setembro de 2010, a expandir-se para uma área contígua à qual está instalado no porto de Salvador. O aditivo ao contrato de concessão garantiu mais 44 mil m2 ao Tecon Salvador, aumento de cerca de 60% em relação ao terreno atual. No total, o terminal passa a ter 118 mil metros quadrados de área.

No projeto de expansão, serão investidos R$ 150 milhões em obras de reforço de cais, pavimentação de retroárea e compra de equipamentos, os quais foram comprados da chinesa ZPMC e deverão chegar ao terminal até o fim do ano. Outros R$ 25 milhões foram pagos pelo arrendamento da nova área à Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), a autoridade portuária baiana.

Felipe Gutterres, diretor financeiro da Wilson Sons, disse que a venda de uma participação acionária no Tecon Salvador para a Intermarítima se justificou pois o grupo precisava de um parceiro com conhecimento do mercado baiano para ajudar a angariar carga para Salvador. "A Intermarítima tem experiência em granel, carga geral e contêiner", disse Gutterrez. Segundo ele, com a expansão o Tecon Salvador vai dobrar a capacidade de movimentação que sairá dos atuais 300 mil TEUs (contêiner equivalente a 20 pés) por ano para cerca de 600 mil TEUs anuais.


As obras no Tecon Salvador estão em andamento e a expectativa é de que, a partir do primeiro trimestre de 2012, o terminal comece a operar dentro da nova capacidade. A Wilson, Sons está estruturando o financiamento para garantir os recursos para a expansão e, entre as fontes em estudo, estão o BNDES e agências internacionais de desenvolvimento como o IFC, braço do Banco do Mundial de apoio ao setor privado. Depois de a Wilson, Sons ganhar a concessão do Tecon Salvador, em 2000, o IFC comprou 10% de participação do terminal.

Em 2008, já em meio às discussões sobre a expansão, a companhia recomprou as ações do IFC no Tecon. Agora parte dessas ações foram repassadas à Intermarítima. Roberto Oliva, diretor-presidente da empresa, disse que a parceria com a Wilson, Sons é mais ampla do que a compra de uma participação acionária no Tecon Salvador. "A ideia é ver oportunidades de forma conjunta na área portuária no Estado", afirmou. Em 2000, a Intermarítima chegou a se habilitar para a licitação do terminal de contêineres de Salvador, mas não fez proposta. A concorrência foi ganha pela Wilson, Sons. Na Bahia, a Intermarítima opera nos portos de Salvador, Aratu e Ilhéus.
Fonte:Valor Economico