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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

PARALISAÇÃO DOS PORTUÁRIOS

COMUNICADO PÓS-PARALISAÇÃO DE 24 HORAS DOS TRABALHADORES PORTUÁRIOS NOS PORTOS BRASILEIROS 08 DE FEVEREIROS DE 2012.

A Federação Nacional dos Portuários e os Sindicatos filiados depois de diversas reuniões com a Secretaria de Portos, Secretaria Geral da Presidência, Ministério da Previdência Social, DEST, PREVIC e outros órgão ligados ao Governo Federal, vêm tentado inúmeras vezes resolver os problemas da categoria de trabalhadores portuários, dos quais não obtivemos êxito, seja para resolver o impasse no Fundo de Pensão dos Trabalhadores Portuários (PORTUS) ou para fechar/assinar os Acordos Coletivos dos Trabalhadores 2011/2012. Portanto até o presente momento sem nenhuma resposta/solução por parte do Governo Federal fizemos uma paralisação das 07:00 do dia 08/02 às 07:00 do dia 09 de fevereiro de 2012 e já deixamos oficializado aos órgão responsáveis pelos portos brasileiros que caso não haja solução para as nossas reivindicações, realizaremos uma greve por tempo indeterminado no dia 23 de fevereiro de 2012.

A Direção


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1 - Portugal Digital - Portuários do Rio Fazem Greve de 24 Horas

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

SINDAPORT - Ata da Audiência - Dissídio Coletivo de Greve








quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Juízes do trabalho farão greve

Por Maíra Magro | De Brasília

Os juízes do trabalho confirmaram uma paralisação nacional, no dia 30, para pressionar o governo por um reajuste salarial de 22%. Os magistrados defendem o aumento do teto do vencimento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que passaria dos atuais R$ 26.700 para R$ 32.570 - elevando, como consequência, o subsídio de toda a magistratura. O salário inicial dos juízes trabalhistas é, atualmente, de R$ 21.600.

"Estamos focando o dia de paralisação mais como um alerta, uma advertência, porque nossa pauta não está andando entre os poderes", afirmou o presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Renato Sant"Anna. Até o momento, o governo demonstrou-se disposto a conceder um aumento de 5,2% no subsídio dos ministros do STF, mas os magistrados ficaram insatisfeitos.

Os juízes trabalhistas já haviam anunciado a intenção de fazer um dia de greve, juntamente com os juízes federais, no dia 30. A decisão foi confirmada ontem, em reunião do Conselho da Anamatra, depois que a entidade obteve o aval das seccionais de todo o Brasil.

De acordo com a Anamatra, a paralisação atingirá 3,6 mil juízes trabalhistas e suspenderá cerca de 20 mil audiências. Os magistrados argumentam que não se trata de pedir aumento salarial, mas uma recomposição de perdas inflacionárias acumuladas desde 2006.

Fonte:Valor Econômico

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Greve traz prejuízos e afeta a imagem do Porto de Santos

Prevista para terminar às 6 horas desta terça-feira, a greve dos empregados da Codesp realizada na data de ontem causou sérios e irreparáveis prejuízos ao Porto de Santos, levando alguns empresários, trabalhadores autônomos e operadores portuários a contabilizarem suas perdas em virtude da paralisação das atividades. Entre importações e exportações, estima-se que aproximadamente meio milhão de toneladas em cargas e mercadorias deixou de circular pelo complexo santista. Cerca de 23 navios com atracação programada para esta segunda-feira permaneceram ao largo já que os trabalhadores responsáveis pelo setor de atracação de desatracação das embarcações também cruzaram os braços.

Para o gerente de operações da Hipercon Terminais de Cargas, Antônio Leal Filho, empresa que atua na exportação de açúcar, a greve trouxe sérias consequências para setor. "Não apenas no âmbito operacional ou comercial, o movimento afetou consideravelmente a imagem do porto sob o ponto de vista dos exportadores e importadores que se utilizam dele para viabilizar seus negócios". Para o executivo, a Codesp e a Secretaria de Portos precisam encontrar uma solução para o impasse. " Se a direção da Codesp está realmente impossibilitada de cumprir as cláusulas, então cabe ao secretário de portos (Leônidas Cristino) tomar as providências para que o movimento paredista não volte a ocorrer", disse.

De acordo com o empresário Adelmo Guassaloca Júnior, que além da operação portuária atua também no seguimento de locação de máquinas e equipamentos para o setor, a paralisação afeta toda a cadeia logística que envolve o Porto de Santos. "Temos que levar em consideração que estamos falando do maior porto do Brasil, o que por si só já revela a magnitude dos danos comerciais e logísticos que uma paralisação causa". Segundo o proprietário da Locapas - Locação e Serviços Marítimos, a greve afetou toda a cadeia produtiva portuária. "Os prejuízos são incalculáveis e atingem desde o simples produtor da matéria prima até os grandes fabricantes, empresas multinacionais e etc., que fazem uso do porto de Santos, sem falar das centenas de empresas e seus milhares de funcionários que também foram atingidos pela greve. Há mais de 10 anos que Santos não vivia uma situação dessas e isso não é bom", avaliou.

Trabalhadores

Mesmo sendo exclusivamente dos empregados da Codesp, a greve paralisou parcialmente outras categorias que atuam no porto. É o caso do caminhoneiro Sérgio Alvarenga Félix, que trabalha no transporte de granéis. "Tive que aguardar um dia inteiro e espero poder descarregar meu caminhão hoje e voltar o mais rápido possível para o interior para carregar novamente. Mas o prejuízo de ontem não recupero mais, e não tenho nem com quem reclamar", disse resignado. Para o também caminhoneiro e companheiro de Sérgio, José de Arimatéia Jr., a situação é ainda pior uma vez que o navio que levará a carga trazida por ele foi um dos que ficou atracado ao largo. "Vou ter que esperar até amanhã (quarta-feira) para descarregar e voltar para casa; nem banho tomei, tive um monte de gastos extras e quero ver se a Docas (Codesp) vai pagar minha diária".

A greve também afetou os trabalhadores portuários avulsos, muitos dos quais são remunerados por produtividade em função da tonelagem da carga manuseada no embarque ou na descarga. "Nem os avulsos fazem mais greve há muito tempo, e olha que as nossas negociações são com vários patrões (operadores portuários) de vários seguimentos, disse João Paulo da Silva, estivador. Segundo o trabalhador de bloco Antônio de Souza Menezes, a Codesp poderia ter evitado a greve de seus funcionários e a paralisação do porto. "Fico solidário aos companheiros doqueiros e torço para que a Justiça do Trabalho reconheça as reivindicações deles."

O Sindaport acionou seu Departamento Jurídico, sob responsabilidade do advogado Eraldo Franzese, que solicitou no Tribunal Regional do Trabalho a instauração de dissídio coletivo contra a Codesp. Segundo o presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos, a adesão da categoria foi de 100%. "Os trabalhadores estão de parabéns, com destaque para o pessoal da Guarda Portuária que desde a época da ditadura não fazia greve; o movimento foi um sucesso", avaliou. Os codespanos voltam a ser reunir em assembleia 24 horas após a audiência no TRT/SP., e uma greve por tempo indeterminado não está descartada. Estima-se que cerca de U$ 1,6 milhão (aproximadamente R$ 3 milhões) deixaram de ser movimentados no maior complexo portuário da América Latina.


Fonte:FalaSantos

Cerca de 80% dos portuários de Santos cruzam os braços

Cerca de 1.200 trabalhadores do Porto de Santos realizaram uma paralisação de 24 horas , desde às 6h desta segunda-feira (21), para reivindicar três itens da pauta de negociação apresentadas pela própria Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), que administra o porto, mas que acabou recuando. A greve atinge 80% de todo o porto.

“Protocolamos a pauta de reivindicação em abril. Depois, em agosto, a Codesp apresentou contraproposta que foi aceita pelos trabalhadores. Mas, o Dest (Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais) não aprovou. Esperamos até agora um desfecho, o que não ocorreu, deixando de fazer greve em agosto e setembro”, contou ao Vermelho vice-presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), João de Andrade. O Dest é um órgão do Ministério do Planejamento.

Ele acrescentou que, caso após a greve, não haja um acordo que agrade a todos, a categoria voltará a se reunir na semana que vem, em assembleia, é poderá decretar greve por tempo indeterminado.
Hoje, o Departamento Jurídico do Sindaport disse que ingressou com dissídio coletivo contra a Codesp, no Tribunal Regional do Trabalho, em São Paulo.

“Já entramos com pedido de audiência de conciliação, que julgue os itens da pauta. Caso não ocorra ou, se ocorrer, a decisão seja desfavorável aos trabalhadores, endureceremos a negociação”, concluiu.

As reivindicações

A paralisação de 24 horas, que terminará às 6h de amanhã (22), ocorre, segundo a entidade sindical, pelo fato de a empresa estatal não ter cumprido na íntegra a proposta salarial oferecida em agosto como: como auxílio-educação para dependentes, que existe em outros portos do país; igualar benefícios de antigos e novos empregados, alterando a Resolução n° 09 do acordo coletivo e criação de uma comissão paritária para discutir realinhamento salarial.

Segundo a Codesp, 25 navios deixaram de entrar ou sair do local desde a manhã de hoje. Por dia, o porto movimento, em média, 300 mil toneladas, equivalente a US$ 260 milhões.
O Sindaport disse que estão obedecendo a legislação vigente, de atender casos de urgência, como a de um navio que trazia gás de cozinha para a capital paulista, que teve sua carga liberada.

Veja vídeo aqui

Deborah Moreira, da redação do Vermelho

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Edital Sobre a greve dos Portuários de Santos



CODESP PARADA ESTAMOS DE GREVE !

Nesta segunda-feira, 21 de novembro, a partir das 6 horas, vamos cruzar nossos braços por 24 horas. Há três meses, aguardamos que a Codesp cumpra a proposta oferecida aos trabalhadores e assine nosso acordo coletivo. No entanto, o que vimos nesse período foram desculpas, promessas e muito blá, blá, blá. Agora, a Companhia culpa o DEST (Departamento de Coordenação das Empresas Estatais) por não autorizar a proposta salarial na íntegra: apenas o índice de reajuste de 9,643%, que já está sendo pago, foi liberado; a alteração da data de aplicação da Resolução 09 para admitidos a partir de 01 de junho de 2011, o auxilio-educação e o realinhamento não foram autorizados. Chega de brincadeira ! Vamos para a greve ! Todos parados por 24 horas.

Leia Matéria Completa

Doqueiros entram em greve na segunda-feira

Bruno Rios

Agora é greve! Foi com este espírito que os trabalhadores da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) aprovaram, na noite da última quinta-feira, uma paralisação de 24 horas para segunda-feira.
O que motivou a categoria a engrossar tal medida foi o não cumprimento pela Codesp de parte do acordo coletivo apalavrado ainda em agosto, mas que não recebeu sinal verde do Ministério do Planejamento em Brasília até agora. O reajuste salarial de 9,6% caiu na conta dos 1,4 mil doqueiros. Mas cláusulas sociais como o pagamento do auxílio-educação e a mudança nos valores de horas extras e dos adicionais noturnos viraram lendas no cais. 400 portuários estiveram na assembleia.
Mais de 400 portuários mobilizaram-se em assembleia ontem à noite, no auditório do Sindaport

Para piorar o que já está ruim, todas as outras companhias docas do País estão em situação pior e nem aumento salarial repassaram aos seus funcionários em 2011. “Em 31 anos de Codesp, a estatal nunca ofereceu proposta salarial ao Sindaport, assinou o documento e deixou de cumpri-lo. É a primeira vez que acontece, infelizmente”, diz o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Administração Portuária (Sindaport), Everandy Cirino.

No meio desse balaio de gato, o Sindaport também definiu que entrará na segunda-feira com um pedido de dissídio coletivo no Tribunal Regional do Trabalho (TRT). Assim, passará a bola para a Justiça resolver o impasse.No domingo, às 20 horas, haverá nova assembleia no Sindaport para definir os locais de manifestações na segunda-feira e os últimos ajustes do movimento grevista. A Codesp informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que emitirá um posicionamento a respeito do tema nesta sexta-feira.

Fonte: A Tribuna

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Codesp não cumpre acordo e greve é iminente no Porto de Santo

Por essa ninguém esperava. Depois de uma gestão pautada pela competência, correção e profissionalismo, o presidente da Codesp José Roberto Serra poderá acrescentar em seu rico currículo talvez a pior de todas as marcas na sua até então reconhecida carreira: uma greve. Pior ainda se ela paralisar as atividades do maior porto do Brasil e da América Latina, responsável por cerca de 27% da balança comercial nacional. Dez anos após o último movimento paredista (abril de 2001), os cerca de 1.400 funcionários da Codesp vão cruzar os braços a partir da próxima segunda-feira.

A opção pela greve deverá ser referendada na noite desta quinta-feira durante a assembleia geral do Sindaport, entidade laboral que representa os empregados na administração portuária. O motivo é o descumprimento por parte da Codesp, estatal que administra o complexo santista, de algumas cláusulas firmadas com o sindicato em agosto passado Segundo o presidente do Sindaport, Everandy Cirino dos Santos, a Codesp não honrou os compromissos assumidos com a categoria. "A empresa não nos deixou qualquer alternativa quando resolveu não cumprir um acordo coletivo assinado, o que é lamentável para a administração da Codesp, para a Secretaria dos Portos e para o próprio governo", avaliou. A greve será por tempo indeterminado.

O Sindaport tentou de todas as formas uma solução para o impasse no sentido de não paralisar as atividades do Porto de Santos. Contudo, um ofício encaminhado no último dia 10 pelo secretário executivo da Secretaria de Portos, Mário Lima Filho, em resposta ao pedido feito pelo sindicato para uma possível interferência direta da SEP junto à Codesp, deu fim a qualquer expectativa diante da manifestação vinda de Brasília. Diz o documento que o Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, subordinado ao Ministério do Planejamento, aprova o acordo coletivo desde que observadas as restrições constantes em duas Notas Técnicas emitidas pelo próprio, o que significa, em tese, o não cumprimento total das cláusulas firmadas.

A dependência administrativa é confirmada pela própria Codesp, que através de sua assessoria de imprensa confirma o não recebimento de aval do Ministério do Planejamento, hoje sob o comando da ministra Miriam Belchior. A ausência de autonomia de José Roberto Serra, executivo que ocupa, mas não exerce, o cargo de presidente da estatal, aliada a de Leônidas Cristino, secretário com status de ministro de estado, que na prática não conseguiu exercer nenhum dos dois cargos, revela um modelo de política portuária totalmente ultrapassado, onde prevalece a ingerência dos vários partidos que compõem a base aliada ao governo. Para o combalido sistema político partidário, e portuário, lugar de médico é na Codesp e não no hospital. Mais ou menos como a banana comendo o macaco.



FalaSantos

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Greve no porto de Itajaí atinge 15 navios e 12 mil contêineres

A greve de conferentes no porto de Itajaí (SC), que já dura dez dias, obrigou 15 navios a procurarem outros portos, atrapalhando a movimentação de aproximadamente 12 mil contêineres, informou a APM Terminals, empresa arrendatária e operadora do porto.

Do total de navios desviados, cinco foram para o terminal portuário Portonave, na cidade de Navegantes (SC), com o restante seguindo para os portos de Santos (SP) e Paranaguá (PR).

Fruto de uma disputa trabalhista, a greve teve início na noite de quinta-feira, 27 de outubro, e até agora já gerou um prejuízo de cerca de R$ 6,5 milhões ao porto, de acordo com a APM.

A operadora do porto disse que tentou realizar uma operação de transbordo nesta terça-feira, com o navio Maersk Bulan, com 213 contêineres cheios, mas foi impedida pelos grevistas.

"A carga, que teria a Ásia como destino, está parada desde o início da greve. Isso reforça que não apenas os armadores estão sendo prejudicados, mas também toda uma cadeia produtiva, incluindo os exportadores", informou a APM em nota.

O porto público de Itajaí exporta carne suína, frango, blocos de motores, motores elétricos e compressores, entre outros produtos.

A disputa entre a APM Terminals e o sindicato dos conferentes ocorre pois a empresa quer contratar 24 trabalhadores via CLT, já que hoje os 54 conferentes do porto trabalham como mão-de-obra avulsa.

Para os outros 30, a APM propõe a realocação para outras atividades do porto, em caráter de "multifuncionalidade", o que encontra oposição dos trabalhadores.

Em documento enviado na segunda-feira à APM, o presidente do sindicato dos Conferentes de Carga e Descarga, Laerte Miranda Filho, afirma estar disposto a negociar para evitar o conflito. O sindicato exige o cumprimento das regras de contratação para todos os trabalhadores do porto.

Impacto no setor de carnes
Segundo o presidente executivo da União Brasileira de Avicultura (Ubabef), Francisco Sérgio Turra, a greve já está causando transtornos às empresas do setor.

Isso porque a transferência de parte das cargas para o terminal portuário Portonave acarreta em fretes adicionais. Outras foram desviadas para o porto de Paranaguá (PR).

De acordo com Turra, pelo número limitado de trabalhadores em greve, a expectativa era de que o movimento durasse pouco.

Agora, no entanto, "já começa a haver um desconforto entre as empresas, que temem que, sem data para terminar, a greve possa atrapalhar o cumprimento de contratos", afirmou.

Fonte: Terra

Conferentes impedem atividades

ITAJAÍ - Uma tentativa da APM Terminals, arrendatária do Porto de Itajaí, de retomar as operações ontem foi impedida pelos conferentes, que estão em greve há 13 dias. Até agora, 15 navios que deveriam atracar em Itajaí já desviaram as rotas e 12 mil contêineres deixaram de ser movimentados.

O navio que atracou ontem é o Maersk Bulan, com 213 contêineres que têm como destino a Ásia. A empresa convocou trabalhadores através do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) de forma multifuncional, para que outras categorias também pudessem exercer a função de conferentes.

Segundo o presidente do Sindicato dos Conferentes de Carga e Descarga do Porto de Itajaí, Laerte Miranda Filho, a empresa requisitou conferentes três horas depois da atracação. Mas a categoria não executou o trabalho.

Os conferentes não aceitam a proposta da APM Terminals, que oferece vínculo empregatício para 24 dos 54 trabalhadores que atuam hoje como avulsos. Os demais teriam a garantia de três dias de produção mensais, o que, segundo Miranda Filho, geraria uma defasagem de 70% nos salários.

Fonte: Jornal de Santa Catarina

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Greve mantém Itajaí parado há dez dias

De Florianópolis - Para tentar retomar as atividades no porto de Itajaí, em Santa Catarina, que não recebe navios há mais de uma semana em função da paralisação dos conferentes, a APM Terminals, concessionária do terminal, decidiu oferecer as vagas de trabalho dos grevistas aos demais trabalhadores portuários - estivadores, arrumadores e bloco. Segundo nota emitida pela empresa na tarde de ontem, o Sindicato dos Conferentes de Carga e Descarga dos Porto de Itajaí negou a nova proposta oferecida pela empresa.

O porto está paralisado desde 29 de outubro, quando os conferentes iniciaram a greve. Pelo menos sete embarcações já tiveram de desviar sua rota em função da paralisação. De acordo com a APM Terminals, caso os demais trabalhadores não tenham interesse em ocupar as funções dos grevistas, a empresa irá alertar a todos os clientes que as atividades no Porto de Itajaí estarão paralisadas por tempo indeterminado.

Em nota emitida pelo sindicato dos trabalhadores ontem, a categoria rejeitou a proposta da empresa que previa a contratação, com vínculo empregatício, de 24 conferentes e manteve o estado de greve por tempo indeterminado. Os conferentes rejeitam a proposta da empresa de contratação pela CLT, pois alegam que parte da categoria ficaria sem atividades no porto. Atualmente há 54 trabalhadores na categoria local. (JP)

Fonte: Valor Econômico