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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Plano Nacional de Logística Portuária será concluído até o final do ano

O ministro dos Portos, José Leônidas Cristino, anunciou na manhã desta quinta-feira (25), que o Plano Nacional de Logística Portuária será concluído até o final deste ano. “A partir de 2012 qualquer projeto ou iniciativa envolvendo os portos brasileiros terá que se basear neste documento”, ressaltou Cristino, durante a cerimônia de abertura do Santos Export – Fórum Internacional para Expansão do Porto de Santos, no Mendes Convention Center, em Santos-SP.

“Com esse plano, não é só o governo que vai poder planejar os portos para os próximos 20, 30 anos, mas também a iniciativa privada, que passa a ter maior segurança e confiança”, disse Cristino. Em sua nona edição, o evento reúne autoridades públicas e empresários do setor de infraestrutura, comércio exterior e de logística de transporte para definir diretrizes conjuntas para o desenvolvimento do maior complexo portuário da América Latina.

O ministro ressaltou, também, que os recursos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) destinados ao complexo portuário santista estão garantidos, afastando qualquer possibilidade de mudança orçamentária ou remanejamento. “A previsão é de que nos próximos anos o índice de cargas movimentadas no Porto de Santos seja triplicado, podendo chegar a 250 milhões de toneladas por ano. Temos que trabalhar para que esse crescimento tenha estrutura e o PAC vai garantir isso”, disse.

Cristino citou alguns dos projetos que estão em andamento como a implantação das margens esquerda e direita da Avenida Perimetral, a conclusão da dragagem do canal do estuário e a derrocagem em Teffé e Itapema. “Nós utilizaremos nesta obra uma draga que foi utilizada no Canal do Panamá e que vai diminuir a previsão de término de oito para três meses”, explicou.

Sobre a Santos Export

Em sua nona edição, o Santos Export é considerado pelo mercado o principal fórum sobre o tema no País em função do alto nível de debate que engendra e pelos especialistas que atrai. E, em 2011, além de debater as questões pontuais do cais santista, trata também de apresentar o modelo portuário chinês, tema de destaque da programação este ano. O evento promoverá ainda uma viagem internacional na qual empresários e autoridades poderão conhecer, in loco, portos da China.

Fonte:Diário Verde

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

PAC 2 prevê investimentos de R$ 3,8 bilhões em obras portuárias

Paralelamente ao Rio, governo vai trabalhar na melhoria de outros portos do país

O ministro da Secretaria dos Portos da Presidência da República, Leônidas Cristino, disse hoje que o governo federal vai investir R$ 3,8 bilhões em obras de melhoria da infraestrutura portuária do país nos próximos anos.

Segundo o ministro, os recursos fazem parte dos investimentos que o governo federal vai destinar às obras do Plano de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2).

_Nestes últimos anos o governo já vem avançando muito na melhoria dos acessos aquaviários do país. São obras de dragagem para aprofundamento e alargamento dos canais acesso, de recuperação dos berços dos cais existentes pelo país inteiro.

O ministro lembrou ao obras obras nos portos do Rio de Janeiro.

_Tem o PAC da Copa, onde o governo federal vai aplicar somente no porto do Rio de Janeiro algo em torno de R$ 300 milhões, em um primeiro momento. O processo licitatório já está na praça e ainda este ano, no mais tardar no começo do ano que vem, nós deveremos estar dando início às obras licitadas para melhorar a infraestrura para a Copa do Mundo de 2014.

Paralelamente às obras do Porto do Rio, o ministro disse que o governo federal vai trabalhar também na melhoria da infraestrutura de outros portos.

_Vamos continuar a investir no Porto de Santos, onde os projetos já estão em execução, no Pará, em Pernambuco. Enfim, nós vamos trabalhar cada vez mais para viabilizar todos os portos brasileiros e em particular os dois principais que são o de Santos (SP) e o do Rio de Janeiro.

As declarações de Cristino foram dadas no Palácio Laranjeiras, residência oficial do governo do Rio, após visita ao governador do estado, Sergio Cabral.
Fonte:Agência Brasil

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Para Beto Richa, federalização do Porto seria ‘retaliação política’

O governador Beto Richa (PSDB) afirmou ontem ter recebido como ”especulação” a informação de que o ministro dos Portos, Leônidas Cristino, estaria considerando uma intervenção federal no Porto de Paranaguá. O governador disse ter recorrido a vários amigos no governo federal e que, segundo eles, ”em Brasília não tem discussão alguma em relação à possível federalização do Porto”. No entanto, a Secretaria de Portos, do governo federal informou, no início desta semana, que a questão será levada pelo ministro à presidente Dilma Rousseff (PT) em reunião específica ainda sem data definida.

”(A federalização) nem faz sentido. Porque se não fizeram nenhuma intervenção ao longo dos últimos anos do governo anterior, onde no meio político era voz corrente da gestão – dizendo o mínimo – temerária do Porto, agora, com as medidas de austeridade e de moralização que vão garantir competência para a gestão do Porto, não há o menor sentido fazer isso. Se houvesse seria obviamente uma retaliação política puramente”, afirmou Beto.

A discussão sobre uma possível intervenção do governo federal retornou à pauta após a deflagração da Operação Dallas, na semana passada, pela Polícia Federal (PF) de Paranaguá. Dez pessoas foram presas por suspeita de terem cometido diversos crimes – como o desvio de grãos de um terminal ou fraudes em licitações -, entre elas o ex-superintentende da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), Daniel Lúcio Oliveira de Souza.
O Porto de Paranaguá é um dos 16 portos públicos brasileiros que estão delegados, concedidos ou têm a operação autorizada a um governo estadual ou municipal.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Portuários (Sintraport), Wilson da Silva, também não acredita na intervenção, uma vez que os problemas apontados pela PF teriam ocorrido apenas com a administração anterior do Porto de Paranaguá. Na opinião de Silva, a gestão atual é feita por pessoas que já atuavam no terminal e tem características mais técnicas.

O superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), Airton Vidal Maron, irá se reunir hoje com o ministro Cristino em Brasília. No entanto, segundo a assessoria de imprensa da autarquia, o assunto do encontro, que incluirá outros administradores de portos, será o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
vIA:fOLHA DE LONDRINA

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Dilma tem 60 obras do PAC para inaugurar neste ano Plataforma de Mexilhão, Bacia de Santos (SP),
em 2005 (Foto: Divulgação)

A presidente Dilma Rousseff inicia o seu governo com boas oportunidades para reforçar o título de mãe do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Só em 2011, cerca de 60 obras do programa serão inauguradas em setores como transportes, saneamento, energia elétrica e óleo e gás. Em média, Dilma poderá inaugurar cinco obras por mês, ou mais de uma por semana.

A maioria deveria ter sido concluída até dezembro de 2010, mas o cronograma não foi cumprido por uma série de fatores, como demora na concessão de licenças ambientais, falta de projetos básicos de qualidade, interferência do Tribunal de Contas da União (TCU) e problemas de gestão. Se não houver mais nenhum entrave, pelo menos, um terço dos projetos estará concluído até o fim do primeiro semestre, conforme levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo, com base no último balanço do PAC nacional.

Uma das obras de maior peso é o Campo de Mexilhão, cujo início de operação já foi remarcado três vezes. De acordo com o relatório do PAC, o início da exploração da plataforma, que terá capacidade para produção diária de 15 milhões de metros cúbicos de gás, está marcado para 16 de março, junto com o gasoduto Caraguatatuba-Taubaté.

No setor portuário, as principais inaugurações devem ficar para o segundo semestre. Entre os projetos mais importantes estão as obras no Porto de Itaqui, que hoje não consegue atender à demanda crescente de grãos de novas fronteiras agrícolas como Tocantins, Piauí e oeste da Bahia. A dragagem dos berços 100 a 103 e a construção dos berços 100 a 101 (iniciada em 2006) estão dois anos atrasados. Seriam concluídos em março de 2008, mas as obras só devem terminar em julho de 2011. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.