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segunda-feira, 2 de abril de 2012

FNP vai participar da instalação dos Conselhos de Competitividade do Plano Brasil Maior

O presidente da Federação Nacional dos Portuários, Eduardo Guterra, fará parte de Conselho de Competitividade do Plano Brasil Maior.


A cerimônia – de instalação dos 19 conselhos setoriais de competitividade no Plano Brasil Maior – conduzida pela presidenta Dilma Rousseff e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, será nesta terça-feira (3/4) às 10h no Palácio do Planalto.


Segundo comunicado do Mdic, os conselhos serão compostos de cerca de 600 representantes do governo, dos empresários e dos trabalhadores. A iniciativa tem por objetivo adoção de políticas públicas em favor do desenvolvimento industrial do Brasil.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Pedro Brito: Falta autonomia à gestão portuária no Brasil



A falta de autonomia da gestão portuária brasileira prejudica o desenvolvimento do setor portuário, defendeu Pedro Brito, diretor da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq), ao participar nesta quinta-feira (28/3) do “II Encontro Nacional de Trabalhadores dos Portos Delegados a Estados e Municípios” em Rio Grande (RS).


Segundo Brito, a centralização das decisões deixa as companhias Docas dependentes e dificulta investimentos em infraestrutura e logística, afetando assim a competitividade dos portos brasileiros.


Para o diretor da Antaq, a falta de autonomia dessas empresas é um empecilho à negociação entre empresas e trabalhadores. Atualmente, as decisões sobre aumento salarial, acordo coletivo, política de cargos e outras que afetam a categoria, devem ser submetidas ao Ministério do Planejamento.


Ao participar do evento, o presidente da Federação Nacional dos Portuários, Eduardo Guterra, ressaltou a importância dos portos delegados para a economia do país. De acordo com Dado da Antaq de 2010 a 2011 a movimentação de cargas nesses portos cresceu 11, 76%.


Guterra acredita que seja necessária a uniformização da gestão desses portos e das condições de trabalho para que se adequem a Lei de Modernização. Hoje os 18 portos vinculados a estado e municípios são concedidos, autorizados ou delegados.


O secretário de Infraestrutura e Logística do Rio Grande do Sul, Beto Albuquerque, ressaltou a importância do porto de Rio Grande para economia do estado. Mas criticou o sistema de rodovias do município pelo excesso de pedágios que encarecem o transporte e conseqüente a mercadoria final. Ele disse ainda que o governo local vai investir em hidrovias e portos internos a fim de promover o desenvolvimento do setor.


O II Encontro Nacional de Trabalhadores dos Portos Delegados a Estados e Municípios, iniciado nesta quinta-feira (29/3) vai até sexta-feira (30/3). Participam do evento trabalhadores portuários de todo o país.


A Federação Nacional dos Portuários (FNP) e o Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Portuários de Rio Grande (Sindiporg/RS) promovem o encontro com objetivo de discutir temas relevantes à categoria e ao setor como: gestão portuária, segurança pública nos portos delegados, investimento público em infraestrutura e logística e relações de trabalho.


Assessoria de Comunicação da Federação Nacional dos Portuários

segunda-feira, 26 de março de 2012

Rombo do Portus já é de R$ 2,7 milhões

O rombo do fundo de pensão Portus, dos funcionários da Companhia Docas de vários Estados, aumentou desde a decretação de sua intervenção, em agosto, e há risco de que seja liquidado. É o que indica comunicado feito na semana passada à comissão que acompanha o caso pelo interventor do Portus, José Crespo Filho, ao qual o Valor teve acesso. Nele, Crespo indica que o rombo nas contas do fundo chega a R$ 2,7 bilhões enquanto o patrimônio é avaliado em R$ 278,6 milhões, correspondente a apenas 9% dos compromissos previdenciários. A Previc, responsável pela fiscalização e regulação dos fundos informa que a liquidação do Portus não
está na agenda.

O rombo do fundo de pensão Portus, dos funcionários da Companhia Docas de diversos Estados, piorou muito desde a decretação de sua intervenção, em agosto, e há risco de que seja liquidado.É o que indica comunicado feito na semana passada à comissão que acompanha o caso pelo interventor do Portus, José Crespo Filho, ao qual o Valor teve acesso.

Nele, Crespo Filho indica que o rombo nas contas do instituto chega hoje a R$ 2,7 bilhões, enquanto o patrimônio atual, avaliado em R$ 278,6 milhões, consegue cobrir apenas 9% dos compromissos previdenciários. Quando o governo federal decretou a intervenção no Portus, as reservas do fundo chegavam a 13% e o déficit era de R$ 1,8 bilhão.

No texto, Crespo Filho afirma que o déficit é crescente mês a mês. Ele destaca que, sem um aporte financeiro adicional das patrocinadoras, não haverá recursos para o pagamento de benefícios durante o processo de recuperação "se o mesmo vier a ser aprovado". O interventor não retornou o pedido de entrevista até o fechamento desta edição.

Em julho termina o prazo da intervenção da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) no fundo. Por lei, a intervenção só pode apontar para uma das duas opções: recuperação ou liquidação.

A Previc, responsável pela fiscalização e regulação dos fundos de pensão no Brasil, entretanto, informa que a liquidação do Portus não está na agenda do governo. Segundo o presidente da Previc, José Maria Rabelo, a intenção é reequilibrar financeiramente o fundo. "Não podemos descartar a hipótese [de liquidar o fundo], porque ela é permitida pela legislação, mas falo comtoda a segurança de que isto não está no nosso radar."

O Portus tem 10.982 participantes e assistidos (aposentados e pensionistas), além de 25.000 dependentes. No comunicado, Crespo Filho diz que o Portus "já tem implementado todas as condições para ser enquadrado no capítulo VI, seção II, da Lei Complementar 109/2001", que trata da liquidação extrajudicial no regime de previdência complementar.

Entre as dificuldades atuais, está a falta de informações sobre as auditorias nas diversas Docas e nas outras estatais (no caso dos portos delegados pela União a Estados e municípios).

No início do ano, a Secretaria de Portos (SEP) determinou que as patrocinadoras realizassem um pente fino nas contas. Uma das razões apontadas para explicar o rombo no Portus é justamente a falta de aporte no fundo por parte das patrocinadoras. Procurada, a SEP não comentou.

À época, os portuários entenderam a medida como um aceno do governo de que o Portus caminhava para o saneamento, por isso o novo prognóstico assustou a categoria. "Ou a solução vem muito rapidamente, e quando falo isso são 90 dias no máximo, ou o Portus vai fechar as portas", disse a advogada da Federação Nacional dos Portuários (FNP), Marcelise Azevedo.

Segundo uma pessoa a par do processo relatou, existe um projeto para atingir o reequilíbrio financeiro da Portus. Ele contaria com o fechamento de alguns planos do fundo, aliado aos portesdo governo. Os recursos dos planos que eventualmente forem fechados pela Previc seriam automaticamente migrados para outros planos.

Sem confirmar as iniciativas, "que estão em andamento", o presidente da Previc garantiu que "o maior esforço do governo está em evitar" a alternativa da liquidação do Portus. "Queremos e vamos recuperar a capacidade financeira do fundo de pensão", afirmou Rabelo.

A inadimplência das Docas e decisões administrativas hoje questionadas levaram o Portus a acumular a dívida. Somente a União, como sucessora da extinta Portobrás, deve R$ 1,2 bilhão, referente à retirada de patrocínio.

O Portus está sob intervenção desde 23 de agosto do ano passado. O prazo de 180 dias não foi suficiente para auditar todas as operações financeiros no fundo de pensão, e, por isso, o governo prorrogou, em 16 de fevereiro, o prazo para a intervenção - por mais 180 dias.

Esta é a terceira intervenção do governo no fundo de pensão dos aposentados das companhias Docas. Em 2001, o governo chegou a indicar um interventor para administrar as aplicações do fundo. Mais tarde, em 2008 e 2010, a Previc coordenou o repasse de R$ 250 milhões, ao todo, para o Portus, de forma a recompor contribuições atrasadas das patrocinadoras.


Fonte: Valor Econômico

sexta-feira, 23 de março de 2012

Jornal Nacional: Guerra Fiscal dos Portos

FNP cobra explicações do governo sobre Privatização dos Portos


















Representantes da Federação Nacional dos Portuários (FNP) se reuniram, na tarde de ontem (22), com o chefe de Assuntos Parlamentares da Secretaria de Assuntos Institucionais (SRI) da Presidência, Paulo André Argenta, no Palácio do Planalto para cobrar do governo explicações sobre uma possível “privatização dos portos”.

O presidente da FNP, Eduardo Guterra, disse a Argenta que os trabalhadores são contra a privatização da Autoridade Portuária. “Os portos internacionais mais modernos e eficientes têm autoridades portuárias públicas. A gestão deve estar nas mãos do governo” defende Guterra.

Argenta prometeu levar a preocupação dos trabalhadores portuários à ministra da Secretaria de Assuntos Institucionais, Ideli Salvatti. Ele disse também, que receberá os representantes da FNP em outra oportunidade para esclarecer se existe por parte do governo a intenção de privatizar os portos e se isso incluíra a gestão portuária. E até que ponto tal decisão impactará as condições de trabalho.

Outro assunto tratado na reunião foi o repasse dos R$ 150 milhões dos R$ 400 milhões que o governo federal prometeu repassar ao fundo de pensão ainda em 2009.