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quinta-feira, 24 de junho de 2010

A cobertura de Lula em Israel, por Luis Nassif


O Portal CNTT divulga artigo do jornalista que mostra como a imprensa estrangeira vê o Brasil. Uma coisa é certa: é muito melhor do que aqui.

Guila Flint é brasileira, filha de judeus poloneses e mora desde 1969 em Israel – para onde se mudou menor de idade. Nos últimos anos tornou-se conhecida como respeitada correspondente em Israel pela BBC Brasil. Frequentemente passa boletins para a BBC Brasil e para a CBN. Na viagem de Lula a Israel, coube a Guila o momento mais curioso. Com praticamente toda a cobertura falando em vexames, em erros de Lula, Guila passou uma informação até então inédita: a viagem tinha sido um sucesso.
De férias por aqui, Guila considera que o Brasil conseguiu uma relevância única na região. Passou a ter uma dimensão similar ao das grandes potências e a ser visto efetivamente como fator de conciliação. Em parte, se deve ao carisma de Lula. Na visita a Jerusalem, o trajeto até a embaixada estava coberto por bandeiras brasileiras – algo inédito na visita de governantes estrangeiros. O mais respeitado jornal israelense, o Haaretz, dedicou cinco páginas a Lula, dois no caderno principal – onde foi chamado de "profeta do diálogo" -, dois no caderno econômico, com ampla cobertura sobre a economia brasileira.
Parte relevante desse sucesso se deveu ao trabalho do Itamarati, diz Guila. Antes da visita, o chanceler Celso Amorim esteve várias vezes em Israel explicando a posição do Brasil, principalmente depois de ter abrigado uma reunião da Cúpula Árabe.
Na visita a Lula, houve a preocupação de um absoluto equilíbrio entre Israel e Palestina. Em geral, governantes ficam em Israel e fazem uma breve visita à Palestina. Lula ficou um dia e meio em cada parte, hospedou-se em um hotel nos dois lados.
Do lado israelense, colocou flores no monumento ao Holocausto e no túmulo do soldado desconhecido. Recusou a armadilha de colocar flores no túmulo do fundador do Estado de Israel, Theodor Herzi, por não constar do roteiro original negociado entre as duas chancelarias. "Era uma armadilha do chanceler israelense", diz Guida. "que achava que podia dar um passa-moleque em um país de botocudos. E acabou quebrando a cara".
Do lado palestino, Lula colocou flores no túmulo de Arafat. A isonomia de tratamento evitou desgastes de lado a lado. "Na Palestina, Lula é visto quase como um libertador", conta Guida. "A ponto de inaugurarem uma Rua do Brasil em frente o cemitério onde está Arafat".
Por todo esse impacto da viagem, Guida estranhou a cobertura dada por correspondentes brasileiros à visita. Assim com tem estranhado a cobertura dada ao país. "Em todos os grandes jornais estrangeiros se percebe uma imensa aposta no Brasil, nas mudanças que estão ocorrendo", diz ela. "Agora mesmo, em visita ao Brasil, percebi diferenças enormes. Mas pelos grandes jornais, parece que o país está indo para trás".
Embora todos os grandes jornais mundiais estejam passando por crises variadas e a presença da Internet imponha mudanças, Guia considera que por aqui o impacto das mudanças foi maior. Talvez devido à excessiva politização da cobertura.

Luis Nassif é jornalista e blogueiro.

Matéria originalmente publicada no site www.advivo.com.br

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quarta-feira, 23 de junho de 2010

4 Conferência Nacional das Cidades



Federação Nacional dos Portuários participa do CONCIDADES

A 4 Conferência Nacional das Cidades,CONCIDADES que começou dia 19 e vai até amanhã no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade,teve a presença do Presidente da Federação Nacional dos Portuários, Eduardo Guterra, representando os companheiros trabalhadores.

Com o lema: “CIDADE PARA TODOS E TODAS COM GESTÃO DEMOCRÁTICA, PARTICIPATIVA E CONTROLE SOCIAL”. Esta conferência dá prosseguimento a um processo iniciado em 2003, ano em que foi realizada a 1ª Conferência Nacional das Cidades e criado o Conselho das Cidades.

No dia 21, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, participou da Conferência e assinou o decreto de regulamentação da lei de saneamento ( 11.445/ 07), Lula citou ainda que " investir em saneamento básico ,não é mais artigo de luxo no país".

Além a presença da FNP,o SUPORT-ES também compareceu ao evento, representado por Herval Nogueira e o companheiro Jorge Dantas, representando também os Portuários.



Estiveram presentes na 4 Conferência das Cidades, os companheiros, Celso Klafke presidente dos sindicatos aeroviários de Porto Alegre, Índio presidente do sindicato dos ferroviários, Juarez Bispo CNTT,Alfredo Coletti CNTT,Carlos Henrique CUT Nacional, Cícero,representando os bancários.










Texto e Fotos por: Janara Rodrigues
Comunicação FNP

terça-feira, 22 de junho de 2010

Para presidente da Codesa, Brasil precisa de integração, coordenação e gestão

* Texto da Comunicação Social da Codesa

O presidente da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa), Angelo José de Carvalho Baptista, integrou a comitiva brasileira que visitou a Alemanha no final de maio e início de junho. Durante dez dias, a delegação – chefiada pelo ministro da Secretaria de Portos (SEP), Pedro Brito – visitou portos fluviais, terminais e empresas de logística multimodal, além de conhecer uma instituição de pesquisa do setor aquaviário e de participar do VIII Encontro Econômico Brasil-Alemanha, na cidade de Munique.


Para o economista carioca Angelo Baptista, 46 anos, a viagem à Alemanha reforçou a ideia de que o Brasil precisa trabalhar a sua atividade portuária sobre três pilares: integração, coordenação e gestão. Além disso, o presidente da Codesa acredita que a criação de um Ministério de Logística pode desobstruir os gargalos de infraestrutura logística do País.

O diferencial entre o modelo portuário alemão e o brasileiro é grande?

Ângelo Baptista – O modelo brasileiro tem a mesma característica conceitual dos portos europeus. Nesse modelo, o Estado é o proprietário do porto, é quem regula o setor. Já a área privada é responsável pelas operações portuárias. A diferença é que na Europa, eles (países) já avançaram muito. São mais desenvolvidos nessa atividade, têm investimentos maduros, portos de grande capacidade que movimentam uma enorme quantidade de carga, além de uma hinterlândia desenvolvida que é a própria Europa. São portos que competem entre si e que disputam o rico mercado europeu.

Mas, conceitualmente, é possível ‘importar’ ações pragmáticas?

Angelo Baptista – Três palavras chaves resumem nossa visita à Alemanha, e que são o nosso grande ensinamento: integração, coordenação e gestão. Falando em integração, observamos como os europeus operam de uma maneira integrada os modais ferroviário, rodoviário, hidroviário e marítimo. Esta é uma necessidade nossa. Deveríamos estar fazendo a mesma coisa, e não parece ser tão difícil assim... Agora, mais simples até do que a integração é a segunda palavra chave: a coordenação. Por exemplo, a hidrovia do Rio Reno chega aos portos da Alemanha, Holanda e Bélgica passando por quatro países. Há uma única coordenação, centralizada na Alemanha, que faz a engrenagem funcionar e não haja dificuldade de ação entre os países.

Aqui no Brasil, não conseguimos fazer isso dentro de um município, dentro de um Estado e, às vezes, entre os entes federados. Não estou falando especialmente do Espírito Santo, mas de uma maneira geral. Lá (Europa), eles conseguem sucesso coordenando os esforços de quatro países. Isso é uma grande lição. Mas não é uma coisa difícil. Não envolve nenhuma tecnologia que a gente não tenha, não envolve nenhum grande investimento. Envolve simplesmente o bom senso, ou seja, a coordenação dos agentes políticos e executivos envolvidos no processo. Por último, mas não menos importante, temos a gestão. Lá existe uma preocupação clara com resultados.

As instituições que visitamos eram todas públicas. Há uma ferrovia em que o governo alemão é o acionista majoritário. A hidrovia é administrada pelo Estado; os terminais portuários da mesma maneira. Mas há, claramente, uma visão de orientação para resultados. É a busca da gestão eficiente, não importando se é privado ou se é público. Esses três pontos chaves são o grande aprendizado que tiramos dessa visita à Alemanha.

E não existe nada que não possamos fazer aqui. A diferença entre o Brasil e um país como a Alemanha é o estágio de desenvolvimento muito avançado que eles alcançaram, a disponibilidade de recursos e o custo do capital baixo que eles têm lá. Bem diferente da história de investimentos no Brasil, que é o oposto do alemão: dificuldade de obtenção de recursos, baixa poupança e custo do capital elevado, o que atrapalha o nosso avanço em infraestrutura. Mas isso está mudando.

Clique aqui para ler a entrevista na íntegra

Como está a qualificação do portuário?

Os equipamentos são cada vez mais modernos e sofisticados. Sinal dos tempos. Os portos não voltam mais atrás. Isso é fato. A Lei de Modernização dos Portos, de 1993, veio para isso, para tirar o setor portuário do atraso estrutural e conjuntural em que estava.

Mas, ao mesmo tempo em que tudo se moderniza e se maquiniza, os portos sofrem com a redução de postos de trabalho e com o reorganização do sistema de trabalho. Quem fica no meio do caminho é o trabalhador avulso, hoje o trabalhador portuário avulso (TPA).

A Lei 8.630 não esqueceu desse trabalhador. Estava, ou melhor, está na lei que o trabalhador receberá cursos de qualificação, com a criação até de centros de treinamentos, para não ser “engolido” pelas novas tecnologias.

Por conta desse descompasso entre lei e prática, alguns preconizam a extinção do TPA. Se vai deixar de existir ou não, não sabemos, o fato é que o trabalhador portuário avulso está esquecido no meio de toda a modernização dos portos.

Fonte: PortoGente- Dia-a-Dia Blog

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Codesp e Prefeitura firmam intercâmbio portuário com Alemanha

A Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) e a Prefeitura Municipal de Santos assinam, nesta segunda-feira, uma Carta de Intenção com o Governo da Alemanha. O acordo será firmado às 17 horas no Salão Nobre Prefeito Esmeraldo Tarquínio, no Palácio José Bonifácio.

O documento estimula o intercâmbio para cooperação com ênfase no setor portuário, nos aspectos de tecnologia e formação de mão de obra, como desenvolvimento e estratégias de transporte hidroviário e plataformas logísticas, intercâmbio cultural e educacional e aperfeiçoamento de profissionais.

O governo alemão será representado pelo secretário de Transporte, Construção e Desenvolvimento Urbano da Alemanha, Rainer Bomba.

Estarão presentes ainda o cônsul-geral da Alemanha no Brasil, Heinz-Peter Behr, o cônsul da Alemanha em Santos, Michael Timm, o presidente da Associação Brasileira de Terminais e Recintos Alfandegadas (Abtra), Agnes de Vasconcellos, o secretário municipal de Assuntos Portuários e presidente do Conselho de Autoridade Portuária (CAP), Sergio Aquino e o prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa.

Por: Tribuna on line