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quinta-feira, 17 de março de 2011

18 anos de Lei dos Portos


25 de fevereiro: 18º aniversário da Lei 8.630/93, “Lei dos Portos”. E aí? Qual a sua avaliação? Sugestões:

SIM: Há um cenário portuário transformado; muito distinto daquele dos anos 80; a capacidade instalada aumentou; a eficiência operacional é várias vezes maior; os custos caíram drasticamente, principalmente na “beira do cais”; e a movimentação anual do sistema multiplicou-se.

NÃO: Sem esse conjunto de transformações não teria sido possível ao Brasil aumentar suas relações de troca com o mercado mundial; um dos pilares do crescimento econômico do período.

SIM: Contrariando alguns, ela pegou; ela foi aplicada. De uma forma ou de outra; “regulamentada” na prática pela conjuntura e/ou resultante da correlação de forças do momento. Mas foi.

NÃO: Ela não estabeleceu claramente um completo modelo portuário. Por exemplo: a desestatização (“privatização”) das operações, tida como sua marca maior, consta dela como uma mera possibilidade. A saída das Autoridades-Administradoras das operações foi uma decisão de política governamental posterior.

SIM: Além da possibilidade de desestatização, ela tinha/tem quatro outros claros pilares: i) Desmonopolização: operadores pré-qualificados e arrendatários; ii) Descentralização do processo decisório, atribuindo sua maior e mais importante parte às instâncias locais: CAP + Autoridades-Administradora + OGMO; iii) Participação: estados, municípios, operadores, usuários e trabalhadores; iv) Multinacionalização da mão de obra.

NÃO: Esses cinco pilares não foram homogeneamente implementados (como a multifuncionalização, que engatinha). Houve, também, retrocessos, como do processo decisório, progressivamente recentralizado. A edição de novas leis e normas, isoladas, e a criação de novas instâncias, em muitos casos superpondo definições e competências, muito contribuiu para o quadro.


SIM: Seria desejável uma lipoaspiração do processo decisório e uma clara explicitação do modelo, com o objetivo de se enfrentar, com possibilidade de sucesso, os desafios do futuro próximo.

NÃO: As reformas portuárias brasileiras não começaram com a “Lei dos Portos”. No Brasil, o impulso reformista começou algumas décadas antes, tendo sido anabolizado pela conjuntura internacional dos anos 1980. Na verdade ela é, em si, já um dos resultados desse processo de reformas. Mas, ao mesmo tempo, um definidor do processo a partir de então. Ou seja, dialeticamente, um importante ponto de inflexão.

SIM: Humildade histórica! Houve ontem. E, esperamos, haverá amanhã: enfrentar os desafios do nosso tempo.

Fonte: PortoGente

quarta-feira, 16 de março de 2011

Codern estuda construção de complexo portuário

De A Tribuna On-line

A Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) está avaliando junto ao governo do estado a viabilidade de construir um complexo portuário em Natal, na margem esquerda do rio Potengi. O equipamento seria uma ampliação da atual estrutura do Porto, demandaria um investimento R$ 1,2 bilhão e ocuparia uma área de 8,5 quilômetros quadrados, em frente ao atual terminal portuário, administrado pela companhia. Há, porém, pendências a ser resolvidas para que o projeto possa sair do papel.

Proposta é montar o complexo em frente à atual estrutura do porto de Natal. Um dos grandes desafios a serem vencidos é convencer o poder público e a sociedade de que o local proposto é o único possível para abrigar a ampliação do Porto de Natal. Isso porque haverá degradação de uma área de mangue e a obra só será possível se a governadora do estado emitir um decreto, declarando que o local pretendido é um terreno de utilidade pública, para construção do porto por falta de alternativa de localização. Além disso, será necessário apresentar um projeto de compensação ambiental.

De acordo com o diretor técnico-comercial da Codern, Hanna Safieh, a área é cobiçada porque o rio Potengi apresenta condições raras para abrigar um porto, que não são vistas em nenhum outro terminal portuário brasileiro. “Temos uma condição extraordinária, de águas tranquilas, que permite embarque e desembarque ágeis. Isso é uma riqueza incalculável”, conta.

A ampliação do porto, utilizando a margem oposta a que abriga a administração da Codern tem a intenção de atender à atual demanda do Rio Grande do Norte, melhorando a logística de escoamento da produção, em particular, relativa a itens comercializados com outros países. Segundo Safieh, Não há previsões para que as obras tenham início e o documento que existe hoje é uma espécie de esboço, para que os debates em torno do projeto sejam possíveis.

Safieh ressalta considerar que os planos da Codern são muito bem fundamentados e devem contemplar um equipamento extremamente necessário para o desenvolvimento da economia potiguar. Para que o processo de execução corra de maneira tranquila, ele afirma ser preciso realizar um debate com a sociedade, para que fique clara a necessidade da ampliação. “Também queremos mostrar que a Codern não pretende tomar decisões e impor o que ficar estabelecido. Queremos um processo que seja socialmente justificável e economicamente útil, para melhorar a qualidade de vida norte-riograndense”, conta.

A intenção da Codern é erguer 600 metros de cais, uma retroárea com 300 metros de largura, realizar uma nova dragagem no canal do Potengi – para que a profundidade passe para 17 metros – e 400 quilômetros de ferrovias, além de estradas de acesso.

Entretanto, a ampliação não irá inviabilizar a atual estrutura, nem acabar com a necessidade de integrar a área ocupada pela comunidade do Maruim ao pátio, para que seja possível abrigar um maior volume de conteineres do que atualmente. “A obra que pretendemos fazer será suficiente para atender ao estado por mais 20 ou 30 anos”, prevê.

Histórico

A ideia da ampliação do Porto de Natal, construindo na margem esquerda, foi lançada em 2009 e vem ganhando força. Desde o início de 2011, foram realizadas duas reuniões com o intuito de discutir a viabilidade do projeto.

Portos capixabas movimentaram ¼ de toda carga portuária do país no 1º bimestre

Noticiário cotidiano - Portos e Logística
Qua, 16 de Março de 2011 07:38

Foram 95 milhões de toneladas totais contra 24 milhões de toneladas pelos portos capixabas

De janeiro a fevereiro deste ano, o complexo portuário do Espírito Santo movimentou US$ 6,1 bilhões. As exportações somaram US$ 4,3 bilhões e as importações US$ 1,7 bilhões. No mesmo período o país apresentou uma movimentação portuária de cerca de US$ 62,2 bilhões, sendo US$ 31,9 em exportações e US$ 30,3 em importações. Tais números revelam que, considerando o transporte marítimo, a corrente comercial capixaba foi responsável por 9,84% de toda movimentação financeira brasileira no período.

Em toneladas os portos do Espírito Santo movimentaram cerca de 24 milhões nos mesmos dois primeiros meses do ano. Somados, os portos brasileiros movimentaram cerca de 95 milhões de toneladas. Tais números indicam que, em toneladas, os portos do Estado foram responsáveis por ¼ (25,29%) de toda carga portuária operada no país entre janeiro e fevereiro de 2011.

Os dados são do Sistema Alice do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).
2011 / MOVIMENTAÇÃO FINANCEIRA (US$)
BRASIL - Janeiro a Fevereiro
Exportações: US$ 31.946.823.231
Importações: US$ 30.325.856.652
Total: US$ 62.272.679.883

ES - Janeiro a Fevereiro
Exportações: US$ 4.374.389.133
Importações: US$ 1.754.471.506
Total: US$ 6.128.860.639

2011 / MOVIMENTAÇÃO DE MERCADORIAS (t)
BRASIL - Janeiro a Fevereiro
Exportações: 73.804.465
Importações: 21.250.034
Total: 95.054.499

ES - Janeiro a Fevereiro
Exportações: 21.526.383
Importações: 2.513.499
Total: 24.039.882



Fonte: ES Hoje

terça-feira, 15 de março de 2011

Audiência pública debate modernização do Porto do Pecém

Até 2016 o Governo do Estado terá investido em torno de R$ 1 bilhão em equipamentos para modernização e ampliação do Complexo Industrial e Portuário do Pecém, somadas a atual expansão R$ 410 milhões com os R$ 588 milhões de novo edital. Na manhã desta terça-feira (15) a Secretaria da Infraestrutura do Ceará (Seinfra) realizou audiência pública referente à ampliação do Terminal Portuário do Pecém, com ponte de acesso e pavimentação do tramo norte-sul do quebra-mar. No total, o valor da licitação está orçado em mais de R$ 588 milhões. Compareceram à audiência representantes de empresas, da sociedade civil e órgãos estaduais.

O secretário da Seinfra, Adail Fontenele, espera que todos os trâmites para o início do projeto de expansão estejam resolvidos até meados de setembro deste ano. O objetivo é proporcionar, em duas etapas, todo o apoio portuário às ações dos dois principais projetos estruturantes do Estado nos próximos anos; a operacionalização da usina siderúrgica e da refinaria Premium II no Pecém; além de uma área de escoamento dos produtos que virão nos trilhos da ferrovia Transnordestina.

O projeto de expansão será realizado pelo consórcio RAM/Planave, ganhador da licitação. A fase agora é de apreciação do edital pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Governo investirá R$ 1 bi em expansão
O projeto de expansão do Complexo Portuário do Pecém foi dividido em etapas. A primeira diz respeito à construção de um novo Terminal de Múltiplo Uso (TMUT), com dois berços, que atenderão aos navios porta-contâiner; à ampliação do quebra-mar, para mil metros; e ao prolongamento da ponte existente, de 348 metros. A previsão destas obras, executadas pelo consórcio Marquise/Ivaí é de julho deste ano. O custo da obra é de aproximadamente R$ 410 milhões.

As outras fases da expansão foram apresentadas durante a audiência pública realizada nesta terça-feira, 15. A segunda etapa prevê a construção de uma nova ponte de acesso, com extensão total de 1.500 metros de comprimento e 32 metros de largura. As medidas permitirão que a ponte possua uma pista de rodagem de dez metros de largura, além de permitir a passagem de uma tubovia, e correias transportadoras de minério e grãos. O valor estimado é de R$ 197 milhões.

Finalizando a segunda fase da expansão estão a engorda e pavimentação do quebra-mar existente, no valor de R$ 85,8 milhões e a construção de mais dois berços de atracação, no sentido Noroeste, para operação de carga geral, contêineres e produtos siderúrgicos, no valor estimado de R$ 289,2 milhões. Além das obras, estão previstos estudos para os projetos no porto.

A expectativa é que, até 2016, a terceira etapa, o Complexo Industrial e Portuário do Pecém esteja composto por um berço no TMUT, um novo quebra-mar, dois berços de granéis sólidos; e cinco berços de granéis líquidos. A conclusão das intervenções ocorre um ano antes da entrada em operação da refinaria Premium II, da Petrobras.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Seinfra/Ceará

Reunião na sede da FNP reúne sindicatos de Norte a Sul do país

Campanha Salarial Unificada 2011 é umas pautas de discussões dos trabalhadores Portuários










Na manhã de hoje, ( 15/03/2011), a Federação Nacional do Portuários se reuniu na sede em Brasília, com os sindicatos filiados de Norte a Sul do País. . O encontro já pré agendado teve como pauta: a Campanha Salarial Unificada 2011, Gestão Portuária, Data-Base e diversos outros assuntos relevantes para a categoria.


Na ocasião estiveram presentes, o presidente da FNP Eduardo Guterra, o secretário geral, José Renato Inácio de Rosa, presidente do SINDPORTO/AM Rui Johnson, presidente do SUPORT/E.S. Roberto Hernandes, presidente do SUPORT-BA, Ulisses Souza, presidente do SINPORN, Márcio Gomes, diretor e segundo secretário do STSPPERJ, José Djalma Filh, o vice presidente do SINDIPORTO/PA, Paulo Damasceno e Rui da FonsecaMendes, presidente do SINDPORG/R.S.

Na parte da parte de hoje e amanhã dia 16, os trabalhos terão continuidade na FNP e também externamente, atendendo a programação do encontro.

Comunicação FNP
Janara Rodrigues