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terça-feira, 24 de julho de 2012

Eduardo Guterra é o novo Secretário Adjunto de Saúde da CUT


Em entrevista ao Portal CNTT, ele destaca que trabalhará com um planejamento amplo, direcionado a todas as categorias

Em entrevista ao Portal CNTT, o vice-presidente da CNTT, presidente da Federação Nacional dos Portuários (FNP) e novo Secretário Adjunto de Saúde da CUT, Eduardo Lírio Guterra, comenta a honra de ser o primeiro representante do ramo de transportes a fazer parte da diretoria executiva da Central. Eleito recentemente no 11º CONCUT, realizado na segunda semana de julho no Hotel Transamérica, em São Paulo, o dirigente destaca as principais propostas à frente desta Secretaria. (foto: Guterra ao lado do Secretário de Organização da CUT Nacional, Jaci Afonso, e do presidente da CNTT, Paulinho) Leia a seguir:

Portal CNTT - Como se sentiu ao ser eleito para o cargo de Secretário Adjunto de Saúde da CUT?

Eduardo Guterra - É a primeira vez que um trabalhador da categoria de transportes assume um cargo na diretoria executiva da CUT. Então sinto-me muito honrado. É uma honra receber essa oportunidade e ao mesmo tempo um grande desafio. Estou preparado para cumprir esta importante missão ao lado da companheira Secretária da Saúde, Junéia Martins Batista (servidores públicos municipais de São Paulo).

CNTT - Quais são as suas propostas para área da Saúde em especial para os trabalhadores em transportes?
Guterra – Uma grande reivindicação dos trabalhadores em transportes da CUT é o retorno da aposentadoria especial – direito que nós perdemos na gestão do ex-presidente FHC. Nos últimos anos, observamos mudanças na legislação que antes protegia os direitos dos trabalhadores, mas hoje essa realidade mudou. Queremos fazer um debate amplo e transparente que inclua essas questões de interesse dos nossos sindicatos. Com relação aos demais ramos da CUT, proporemos que nos apresentem suas demandas para que possamos instrumentalizá-las no dia a dia.

CNTT – Tem alguma atividade agendada na Secretaria de Saúde?
Guterra – Na Central, ainda não temos nenhuma atividade programada. No dia 2 de agosto realizaremos uma reunião da Direção da CNTT, em Brasília. Na ocasião, apresentarei pautas de interesse da categoria dos transportes, como exemplos o modelo de concessão dos Portos e o combate às práticas antissindicais nos setores ferroviário e rodoviário. Também vou propor um planejamento mais amplo que envolva não apenas o tema Saúde, mas sim todas as bandeiras de lutas da CUT.

CNTT - Gostaria de acrescentar ou comentar algo mais?
Guterra - Nosso mandato está à disposição dos sindicatos e federações filiadas. Estou no cargo graças à intervenção do presidente da CNTT, o companheiro Paulinho. Entramos na disputa com mais quatro categorias para uma vaga na Central e o ramo dos transportes foi o escolhido pela participação e importância em todas as discussões.

Fonte: Portal CNTT

terça-feira, 17 de julho de 2012

CNTT CONQUISTA IMPORTANTE ESPAÇO NA DIREÇÃO EXECUTIVA DA CUT

Numa articulação marcada por vários debates e grande disputa, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes da Central Única dos Trabalhadores (CNTT) obteve importante conquista que não deixa de ser histórica com a aprovação do nome do Companheiro Eduardo Lirio Guterra para compor a Diretoria Executiva da CUT NACIONAL (2012 a 2015).

Trata-se da direção da maior central sindical do país e a 5.ª maior da América Latina. Então, como pode ser observado será um desafio e tanto, não só para Eduardo Guterra, como também para todos e todas do setor de transportes da CUT, associados à CNTT.

Sem sombras de dúvidas, conquistar uma cadeira na direção executiva da CUT representa um grande avanço porque, sendo uma agremiação sindical bastante plural, tem dificuldades de agasalhar todos os ramos filiados.

A conquista da vaga na executiva da CUT, além de ser uma reivindicação antiga do setor de transportes da CNTT, é também o reconhecimento do trabalho responsável que a CNTT vem desenvolvendo com liberdade e autonomia em prol dos modais filiados.

Será uma excelente oportunidade para os diversos modais (aeroviários, aeroportuários, aeronautas, ferroviários, metroviários, moto-taxistas, rodoviários e outros modais, incluindo também os portuários, modal do qual é vinculado o secretário recém-eleito) trabalharem de maneira organizada na solução de suas demandas, por meio da participação efetiva do secretário adjunto de saúde (Eduardo Guterra).

José Renato Rosa
Diretor de finanças da FNP

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Portuários participam do 11º CONCUT

CONCUT: Eleita nova direção da CUT



Nesta quinta-feira (12) os mais de 2 mil delegados, que participam do 11º Congresso Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CONCUT), elegeram a nova direção da CUT para o período 2012- 2015. O bancário Vagner Freitas de São Paulo foi eleito presidente da instituição, tendo como vice a representante dos trabalhadores rurais do Pará, Carmen Foro.

O presidente da Federação Nacional dos Portuários, Eduardo Guterra, foi eleito secretário adjunto de saúde. Ele também é vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte (CNTT). Guterra destacou a importância da vitória para a luta das categorias que representa. ”Pela primeira vez, um representante dos trabalhadores em transporte e portuário integra a direção da CUT”, disse.

Segundo informação publicada no portal da CUT, a nova direção representa a renovação de mais de 30% do quadro à frente da entidade.

Fonte: Assessoria de Comunicação da FNP com informações da CUT

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Pochmann defende comunicação e formação sindical como armas no combate pelo desenvolvimento

Para o presidente licenciado do IPEA a qualificação dos sindicalistas é essencial para luta contra a visão “alienada, individualista e privatista”

O presidente licenciado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), professor Márcio Pochmann, defendeu a comunicação e a formação sindical como armas da classe trabalhadora no combate pelo desenvolvimento nacional com distribuição de renda e valorização do trabalho, num país extremamente desigual, em que 90% dos empregos são de até um salário mínimo e meio.

Na mesa “Políticas públicas para o desenvolvimento”, durante o 11º Congresso Nacional da CUT, Pochmann frisou que a qualificação dos quadros dirigentes é essencial para a luta contra a visão “alienada, individualista e privatista” que contamina boa parte das relações sociais, principalmente entre a chamada “nova classe média”. A recente ascensão deste segmento, explicou, nada mais é do que o resultado de um processo de alargamento da classe trabalhadora. Como sua súbita incorporação ao mercado de consumo se deu via políticas públicas, mas sem a intervenção direta das representações de interesse - como os Sindicatos, organizações de moradores e estudantis - as percepções desse grupo são ainda muito despolitizadas e estão em disputa.

Do ponto de vista dos trabalhadores isso se confirma nas taxas de sindicalização: o país saiu de um patamar de 32% de sindicalizados, em 1989, reduzido pelo neoliberalismo a 16,5% em 1999, e chegando, atualmente, apesar da política de valorização do salário mínimo e dos inegáveis avanços no governo Lula, à taxa de 18%.

A mesma desmobilização se repete em outras áreas, lembrou. “O Prouni representou maior inclusão de estudantes no ensino universitário, mas isso não redundou em maior fortalecimento das entidades estudantis. Da mesma forma, a ampliação de moradias não significou o fortalecimento das associações de bairro. Foram medidas que derivaram da grande política construída pelo presidente Lula, de decisão política, mas que não mobilizaram. Agora, esses segmentos que foram beneficiados por políticas públicas inclusivas, devido à ausência de politização, acreditam que seu crescimento se deveu exclusivamente à sua própria capacidade, ao seu esforço individual”.

Esta despolitização e desprezo pela ação coletiva, avalia, acaba jogando a favor do consumismo, de uma visão extremamente conservadora, de que tudo que é público não interessa, pois é pobre, de segunda qualidade. Assim, tais trabalhadores viram consumidores de planos de saúde, de educação e seguridade privada, se posicionando contra o pagamento de impostos. Essa contaminação com as teses conservadora redunda no vazio das instituições e dos Sindicatos. “É a lógica do eu me realizo, não preciso do contato de outras pessoas. Há um esvaziamento da perspectiva coletiva. É como estar num shopping, rodeado de pessoas, mas sem espaço de sociabilidade”, esclareceu.

BATALHA DE IDEIAS, DISPUTA PELA HEGEMONIA

Conforme Pochmann, o sindicalismo dispõe de uma enorme quantidade de jornais, revistas, boletins e panfletos, tendo mais jornalistas e profissionais de comunicação que a própria Rede Globo, mas sem um norte comum para “disputar a hegemonia”. “É preciso investir na disputa de ideias, para que a opinião pública não seja reduzida à opinião publicada”, destacou o professor, para quem a democratização da comunicação é fundamental para assegurar a verdadeira liberdade de expressão.

O presidente licenciado do Ipea também alertou para o fato da maior parte do movimento sindical não trabalhar com pesquisas, o que acaba se refletindo no não conhecimento das suas categorias, debilitando a conformação de estratégias de médio e longo prazo, limitando as entidades a ações pontuais, de pronto socorro. O imediatismo é o mesmo de quem busca soluções emergenciais para sua própria sobrevivência, comparou. “Temos em nosso país hoje 16 milhões de pessoas miseráveis que sobrevivem com dois reais ao dia, que não fazem planos além de estar vivo ao anoitecer. Temos os trabalhadores que planejam o mês, a classe média que planeja o ano e uma elite empresarial que faz planos para a década”.

Reconhecendo a disposição de luta em defesa da classe trabalhadora e o compromisso histórico manifestados pelos cutistas, Pochmann exortou os delegados e delegadas presentes ao 11º CONCUT a “ver o que nos une e não o que divide, pois com mais força vamos mais longe e mais rápido”.

O secretário geral da CUT, Quintino Severo, destacou que a intervenção de Pochmann aponta para importantes desafios a serem enfrentados como o aumento da base de representação, que não é necessariamente o de representatividade; a busca de maior participação das mulheres no mercado de trabalho, combatendo a desigualdade salarial e de oportunidades; e o aumento da massa salarial, que ainda é muito baixa, com o rendimento não acompanhando o crescimento da produtividade e da lucratividade das empresas.

A secretária de Combate ao Racismo da CUT, Maria Júlia Nogueira, lembrou que no serviço público há importantes batalhas a serem travadas, como a luta nacional pela destinação de 10% do PIB para a educação e a valorização dos serviços e dos servidores públicos, que necessitam ser colocados pelos governos como prioridades na agenda do desenvolvimento. “Isso nos coloca o desafio de retomarmos as grandes mobilizações, de fortalecer ainda mais a nossa ação sindical”, concluiu.

Fonte: CUT