Movimentação de carga cresceu 21,3% no período.
A movimentação no Porto de Rio Grande cresceu 21,3% no primeiro quadrimestre em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo 8.173.385 toneladas.
A movimentação é a segunda maior da história do porto rio-grandino para o período correspondente aos quatro primeiros meses do ano, perdendo apenas para 2008, quando foram operadas 8.259.928 toneladas de cargas.
Os embarques tiveram crescimento de 9,6%, atingindo 5.239.861 toneladas. Já as descargas registraram maior incremento, com alta de 49,7%, chegando a 2.933.524 toneladas.
Na movimentação por segmento de carga todos os setores tiveram bons resultados. Na parte de carga geral o incremento foi de 18,8%, com 2.401.236 toneladas. Já os granéis líquidos aumentaram 6,4%, com 1.150.288 toneladas. Os granéis sólidos obtiveram o maior incremento, alta de 27%, com 4.621.861 toneladas.
Na parte de granéis sólidos, destacaram-se os embarques de grãos que somaram 2.882.463 toneladas, com aumento de 10,8%. Nessa área, o trigo foi a mercadoria com maior incremento, com alta de 62,5%, totalizando 806.203 toneladas. Já a soja em grão foi o produto mais movimentado, com 1.169.109 toneladas, crescimento de 0,7%.
Conforme o superintendente do Porto do Rio Grande, Jayme Ramis, o crescimento da movimentação poderá ser ainda maior quando for computado o mês de maio, período em que há o pico no escoamento da safra de grãos. Ramis projeta movimentação recorde no porto rio-grandino até o fim do ano, superior a 27 milhões de toneladas.
A movimentação de contêineres também cresceu, atingindo 198.571 TEUs, acréscimo de 13,5%. Outra área que fechou com saldo positivo foi a movimentação de embarcações, que cresceu 7,8% (995 unidades).
A cabotagem foi a maior responsável pelo bom desempenho, com alta de 61,2%, registrando 200 embarcações.
Fonte: Zero Hora
Por Portos e Navios
quinta-feira, 27 de maio de 2010
Porto do Rio Grande tem segunda maior movimentação da história no quadrimestre
CAP: a rainha da Inglaterra dos portos brasileiros?
O Conselho de Autoridade Portuária (CAP), conforme a Lei dos Portos, é e não é. O órgão existe, se reúne, discute e delibera. E o que acontece depois?
O ex-superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Daniel Lúcio de Oliveira, em sua opinião no debate do PortoGente sobre o papel dos CAPs, resume a aflição de quem está à frente dos portos, necessita de decisões rápidas, mas que esbarra em alguns processos que fogem da sua mão e do seu poder legal.
Para ele, nessa toada, a Lei 8.630, criada em 1993 para “acomodar cristais” que poderiam se romper no mundo portuário (de sindicatos, operadores e governos), carece de uma revisão urgente.
Uma revisão para acomodar outros cristais? Não, segundo Oliveira para agilizar as ações dos portos:
“Em sete anos atuando nos portos do Paraná, sendo quase dois como autoridade portuária, me sentia amarrado pela lei das licitações, por tribunais de contas e por uma agência reguladora que previamente tem que autorizar tudo, até aluguel de um pequeno armazém, o que dirá de um novo cais ou rodovia de acesso ao porto, sem falar em dragagem”.
O marco regulatório dos portos está numa encruzilhada?
Fonte: www.portogente.com.br
O ex-superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Daniel Lúcio de Oliveira, em sua opinião no debate do PortoGente sobre o papel dos CAPs, resume a aflição de quem está à frente dos portos, necessita de decisões rápidas, mas que esbarra em alguns processos que fogem da sua mão e do seu poder legal.
Para ele, nessa toada, a Lei 8.630, criada em 1993 para “acomodar cristais” que poderiam se romper no mundo portuário (de sindicatos, operadores e governos), carece de uma revisão urgente.
Uma revisão para acomodar outros cristais? Não, segundo Oliveira para agilizar as ações dos portos:
“Em sete anos atuando nos portos do Paraná, sendo quase dois como autoridade portuária, me sentia amarrado pela lei das licitações, por tribunais de contas e por uma agência reguladora que previamente tem que autorizar tudo, até aluguel de um pequeno armazém, o que dirá de um novo cais ou rodovia de acesso ao porto, sem falar em dragagem”.
O marco regulatório dos portos está numa encruzilhada?
Fonte: www.portogente.com.br
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Portuário capixaba quer visão mais ampliada de desenvolvimento no CAP
O portuário capixaba Luiz Fernando Barbosa Santos sempre participa dos debates portuários com muito brilho, seriedade e sabedoria. Não foi diferente no seu comentário à pergunta proposta pelo PortoGente: “O Conselho de Autoridade Portuária, pela Lei 8.630, é um agente para compatibilizar o desenvolvimento do porto e sua infraestrutura. Portanto, os gargalos logísticos ligados ao território portuário não refletem ausência de ação adequada do CAP?”
Ele concorda em parte com a questão do PortoGente, pois reflete uma interpretação restritiva do que a Lei dos Portos prevê. Ele explica:
“Pelo lado privado, há uma visão voltada para o umbigo de proteção dos seus negócios e de restringir a ampliação do conceito de área do porto organizado, simplesmente para diminuir a capacidade de negociação das relações capital-trabalho”.
Por outro lado, a representação governamental, como fiel da balança, critica Santos, deveria ter uma visão ampliada do conceito do plano de desenvolvimento e zoneamento, que implica em um planejamento econômico-territorial, para abranger não somente o entorno portuário, mas a região de sua influencia econômica, ampliando a discussão das questões portuárias para além dos limites demarcados como área do porto organizado.
E defende o bloco dos trabalhadores na representação:
“A posição de se defender o “bem comum”, mais afeta a uma filosofia republicana, fica mais à cargo da representação dos trabalhadores, ante as repercussões sociais advindas de uma visão estratégica de desenvolvimento equivocada que possa comprometer a competitividade do porto”.
Fonte: portogente
Ele concorda em parte com a questão do PortoGente, pois reflete uma interpretação restritiva do que a Lei dos Portos prevê. Ele explica:
“Pelo lado privado, há uma visão voltada para o umbigo de proteção dos seus negócios e de restringir a ampliação do conceito de área do porto organizado, simplesmente para diminuir a capacidade de negociação das relações capital-trabalho”.
Por outro lado, a representação governamental, como fiel da balança, critica Santos, deveria ter uma visão ampliada do conceito do plano de desenvolvimento e zoneamento, que implica em um planejamento econômico-territorial, para abranger não somente o entorno portuário, mas a região de sua influencia econômica, ampliando a discussão das questões portuárias para além dos limites demarcados como área do porto organizado.
E defende o bloco dos trabalhadores na representação:
“A posição de se defender o “bem comum”, mais afeta a uma filosofia republicana, fica mais à cargo da representação dos trabalhadores, ante as repercussões sociais advindas de uma visão estratégica de desenvolvimento equivocada que possa comprometer a competitividade do porto”.
Fonte: portogente
terça-feira, 25 de maio de 2010
I Seminário Jurídico em Salvador


Federação Nacional dos Portuários, se reuniu em Salvador com diversas entidades sindicais de todo país, além das Assessorias Jurídicas dos sindicatos dos portuários e advogados. O encontro aconteceu no período de 19 á 21 de maio no Hotel Amaralina.
O seminário foi o ponta pé inicial, para debater diversas questões de interesses dos trabalhadores de base. As pautas do encontro foram: a nova política de concessão de portos do Governo Federal, convenção 137( OIT),contratação dos trabalhadores portuários do porto de Santos. Além destes assuntos, a lei 4.860 a estratégia dos trabalhadores, regulamentação da guarda portuária e OGMO( funcionamento do conselho de supervisão e comissão paritária, além da relação com os sindicatos.
Eduardo Guterra, presidente da FNP, visitou os portos de Aratu e Salvador, e observou as condições de trabalhos dos companheiros portuários. Nesta missão,o SUPORT -BA, representado por seu presidente, Ulisses Souza e SPC-BA,pelo presidente Luiz Borba, ciceronearam a visita.
Na ocasião, presidentes e representantes dos sindicatos dos portuários de todo páis, compareceram ao seminário,entre eles,SINDPORTO-AM, SUPORT-BA, SPC-BA,SINDIPORTO-PA, SUPORT-ES,SINDPORG-RS,STSPPERJ, SCCPS, SINDPORT-AL, STSPI- SC, SINDPORG-RS, SINDAPORT-SP,SINDPORTUÁRIOS-Ilhéus.
Assessores Jurídicos e Advogados, fortaleceram o seminário,Dr. Alexandre Lindoso do escritório Alino&Roberto,proferiu palestra sobre a lei 4.860-65. Dr. Augusto Wagner, secretário adjunto da Secretária Especial de Portos( SEP)falou sobre a nova política de concessão de portos públicos do Governo Federal. Dr. Eraldo Franzese, do escritório Franzese Advogados, discursou sobre a convenção 137( OIT).

Comunicação FNP
Janara Rodrigues
61-3322-3146
Fotos: Janara Rodrigues
Ministro dos Portos defende investimentos do PAC no setor
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresentou o estudo “Portos Brasileiros: Diagnóstico, Políticas e Perspectivas”, no último dia 17, onde observa que o que foi investido até agora, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), não atende às necessidades totais para resolver os gargalos identificados nos portos. Já o ministro dos Portos, Pedro Brito, em entrevista à Agência Brasil, nesta quinta-feira (20), rebate o estudo dizendo que os investimentos nos portos brasileiros foram suficientes e o País está atraindo cada vez mais investidores nessa área.
Ele contesta, segundo notícia veiculada pela Agência Brasil, o estudo do Ipea. “Do ponto de vista dos investimentos na melhoria da infraestrutura portuária, os recursos alocados são absolutamente suficientes. A maior prova é de que estamos atraindo investimentos privados para os portos, tanto de investidores brasileiros quanto internacionais", disse o ministro.
Ele disse ainda que a secretaria já havia feito o mesmo diagnóstico apresentado pelo Ipea para mapear os investimentos necessários para melhorar os portos. De acordo com Brito, o único problema que se tem hoje na área é a demora na liberação das cargas. “Estamos demorando uma média de cinco dias para liberar uma carga, enquanto os países mais eficientes demoram de um a dois dias.”
O ministro, segundo a assessoria da SEP, não se pronunciará mais sobre o estudo do Ipea.
Fonte: portogente
Ele contesta, segundo notícia veiculada pela Agência Brasil, o estudo do Ipea. “Do ponto de vista dos investimentos na melhoria da infraestrutura portuária, os recursos alocados são absolutamente suficientes. A maior prova é de que estamos atraindo investimentos privados para os portos, tanto de investidores brasileiros quanto internacionais", disse o ministro.
Ele disse ainda que a secretaria já havia feito o mesmo diagnóstico apresentado pelo Ipea para mapear os investimentos necessários para melhorar os portos. De acordo com Brito, o único problema que se tem hoje na área é a demora na liberação das cargas. “Estamos demorando uma média de cinco dias para liberar uma carga, enquanto os países mais eficientes demoram de um a dois dias.”
O ministro, segundo a assessoria da SEP, não se pronunciará mais sobre o estudo do Ipea.
Fonte: portogente
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