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segunda-feira, 28 de junho de 2010

Federação Nacional dos Portuários e CUT se engajam na luta para Ajudar as Vítimas das Enchentes

“Enchentes nos Estados de Alagoas e Pernambuco deixam milhares de desabrigados. Segundo a Defesa Civil, já foram confirmadas 29 mortes, e cerca de 600 pessoas estão desaparecidas. São 177 mil pessoas atingidas”


Diante das tragédias e desastres naturais que vem acontecendo nos estados de Alagoas e Pernambuco, milhares de famílias estão desabrigadas, muitas delas feridas e com parentes mortos. Nestes últimos dias podemos acompanhar o sofrimento destas pessoas que perderam casas, roupas objetos pessoais e várias outras até a própria vida. Desde o início do ano, tragédia assim vem acontecendo com freqüência no Brasil, deixando mortos e feridos, além de milhares de desabrigados.

Foto: Thiago Sampaio

Os Estados se mobilizam para tentar ajudar, campanhas de arrecadação de alimentos, roupas, produtos de limpeza, higiene pessoal e água, são importantes neste momento para essas famílias. Diversas entidades também entraram na luta e se engajaram nesta mobilização. Governo Federal, sindicatos, ONGs, e cidadãos comuns viraram voluntários.


Foto: Thiago Sampaio

“A Central única dos Trabalhadores CUT, sensibilizada pela trágica enchente, lançou uma campanha de solidariedade em toda a sua base, para doações às vitimas das inundações. Vários sindicatos e entidades cutistas já manifestaram seu apoio, contribuindo e ampliando a campanha entre seus filiados”.

COMO AJUDAR?

As doações podem ser em dinheiro ou em alimentos não perecíveis, água, roupas, cobertores, produtos de limpeza e higiene pessoal e outros produtos de primeira necessidade.

A CUT Nacional abriu uma conta especial para doações em dinheiro. Os depósitos podem ser feitos no Banco do Brasil S/A – Agência: 3324-3 c/c: 100.100-0 nome personalizado: SOS CUT ENCHENTE.

As doações de alimentos não perecíveis, água, roupas e agasalhos, produtos de limpeza e higiene pessoal podem ser feitas nos seguintes locais:

Pernambuco: na sede da Fetape – Rua Gervásio Pires, 876 – Boa Vista, de segunda à sexta, das 8h às 16h. No domingo, o horário é de 8h às 12h; e a partir da próxima segunda-feira (28) na CUT-PE – Rua Dom Manoel Pereira, 183–Santo Amaro/Recife, em horário comercial, das 8h às 18h.

Alagoas: CUT estadual, na Rua General Hermes, 380, no bairro Cambona, em Maceió.
Companheiros abracem esta causa, entrem nesta luta! Vamos ajudar estes irmãos que estão precisando.

Com informações: CUT Nacional

Comunicação FNP
Janara Rodrigues

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Governo inicia licitação de portos públicos

Autor: Folha de São Paulo

O governo começou ontem o processo de licitação de portos públicos. A Secretaria de Portos publicou portaria convocando empresas interessadas em elaborar projeto básico e estudo de empreendimento para o novo porto de Manaus (AM). As empresas têm até o final do mês de agosto para registrar os projetos na secretaria.

De acordo com o documento, o novo porto terá 376 mil metros quadrados e ficará na área que já foi ocupada pela Siderama (Companhia Siderúrgica da Amazônia), estatal federal que já foi extinta.

Os próximos portos a serem licitados para a iniciativa privada deverão estar localizados na Bahia: um novo porto em Ilhéus (chamado Porto Sul) e a privatização do porto de Aratu, na Bahia de Todos os Santos. A licitação de portos públicos está prevista desde a reforma do setor, em 1993, mas nunca foi feita.

O governo espera poder atrair para o negócio os atuais operadores privados de terminais portuários (como os grupos Santos Brasil e Libra, por exemplo) e os grandes usuários de transporte de carga (exportadores e importadores), como mineradoras (Vale, EBX, Bahia Mineração), fabricantes de produtos químicos (Brasken) e empresas do agronegócio.

Portos Na Mira

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO) voltou à carga contra o sistema portuário nacional. Na próxima terça-feira (29), em Brasília, a pedido da senadora será realizada audiência pública no Senado. Ela quer discutir o impacto do Decreto 6.620/08 e da Resolução 1.401/09 sobre investimentos privados no setor

Fonte: PortoGente

Novo porto de Manaus dará início às licitações no setor

Portaria convoca interessados em elaborar o projeto básico

DE BRASÍLIA - O governo começou o processo de licitação de portos públicos. A Secretaria de Portos publicou portaria convocando interessados em elaborar projeto básico e estudo de empreendimento para o novo porto de Manaus (AM).
As empresas têm até o final do mês de agosto para registrar os projetos.
O governo prevê lançar o edital aproximadamente 60 dias após receber os estudos e fazer a licitação ainda neste ano. "Queremos que as obras comecem no primeiro semestre do ano que vem", disse o ministro Pedro Brito, da Secretaria de Portos.
De acordo com o documento, o novo porto terá 376 mil metros quadrados e ficará na área que já foi ocupada pela Siderama (Companhia Siderúrgica da Amazônia), estatal federal já extinta.
Pelas regras, o grupo que fizer o projeto básico poderá participar da licitação, mas nas mesmas condições que outros concorrentes, que terão acesso ao documento. Caso o autor dos estudos não vença a disputa, será ressarcido pelo vencedor.
Pelas regras, ganha o direito de explorar o porto por até 50 anos a empresa ou consórcio que oferecer o maior valor pela outorga.
Os próximos portos a serem licitados deverão estar localizados na Bahia: um novo porto em Ilhéus (chamado Porto Sul) e a privatização do porto de Aratu, na Bahia de Todos os Santos.
O governo espera poder atrair para o negócio os atuais operadores privados de terminais portuários (como os grupos Santos Brasil e Libra, por exemplo) e os grandes usuários de transporte de carga (exportadores e importadores).

Fonte: Folha de S.Paulo/HUMBERTO MEDINA

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A cobertura de Lula em Israel, por Luis Nassif


O Portal CNTT divulga artigo do jornalista que mostra como a imprensa estrangeira vê o Brasil. Uma coisa é certa: é muito melhor do que aqui.

Guila Flint é brasileira, filha de judeus poloneses e mora desde 1969 em Israel – para onde se mudou menor de idade. Nos últimos anos tornou-se conhecida como respeitada correspondente em Israel pela BBC Brasil. Frequentemente passa boletins para a BBC Brasil e para a CBN. Na viagem de Lula a Israel, coube a Guila o momento mais curioso. Com praticamente toda a cobertura falando em vexames, em erros de Lula, Guila passou uma informação até então inédita: a viagem tinha sido um sucesso.
De férias por aqui, Guila considera que o Brasil conseguiu uma relevância única na região. Passou a ter uma dimensão similar ao das grandes potências e a ser visto efetivamente como fator de conciliação. Em parte, se deve ao carisma de Lula. Na visita a Jerusalem, o trajeto até a embaixada estava coberto por bandeiras brasileiras – algo inédito na visita de governantes estrangeiros. O mais respeitado jornal israelense, o Haaretz, dedicou cinco páginas a Lula, dois no caderno principal – onde foi chamado de "profeta do diálogo" -, dois no caderno econômico, com ampla cobertura sobre a economia brasileira.
Parte relevante desse sucesso se deveu ao trabalho do Itamarati, diz Guila. Antes da visita, o chanceler Celso Amorim esteve várias vezes em Israel explicando a posição do Brasil, principalmente depois de ter abrigado uma reunião da Cúpula Árabe.
Na visita a Lula, houve a preocupação de um absoluto equilíbrio entre Israel e Palestina. Em geral, governantes ficam em Israel e fazem uma breve visita à Palestina. Lula ficou um dia e meio em cada parte, hospedou-se em um hotel nos dois lados.
Do lado israelense, colocou flores no monumento ao Holocausto e no túmulo do soldado desconhecido. Recusou a armadilha de colocar flores no túmulo do fundador do Estado de Israel, Theodor Herzi, por não constar do roteiro original negociado entre as duas chancelarias. "Era uma armadilha do chanceler israelense", diz Guida. "que achava que podia dar um passa-moleque em um país de botocudos. E acabou quebrando a cara".
Do lado palestino, Lula colocou flores no túmulo de Arafat. A isonomia de tratamento evitou desgastes de lado a lado. "Na Palestina, Lula é visto quase como um libertador", conta Guida. "A ponto de inaugurarem uma Rua do Brasil em frente o cemitério onde está Arafat".
Por todo esse impacto da viagem, Guida estranhou a cobertura dada por correspondentes brasileiros à visita. Assim com tem estranhado a cobertura dada ao país. "Em todos os grandes jornais estrangeiros se percebe uma imensa aposta no Brasil, nas mudanças que estão ocorrendo", diz ela. "Agora mesmo, em visita ao Brasil, percebi diferenças enormes. Mas pelos grandes jornais, parece que o país está indo para trás".
Embora todos os grandes jornais mundiais estejam passando por crises variadas e a presença da Internet imponha mudanças, Guia considera que por aqui o impacto das mudanças foi maior. Talvez devido à excessiva politização da cobertura.

Luis Nassif é jornalista e blogueiro.

Matéria originalmente publicada no site www.advivo.com.br

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