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quarta-feira, 9 de novembro de 2011

94% dos itens importados chegam pelo mar

Porto do Mucuripe, em outubro, absorveu quase metade de tudo que o Estado adquiriu de consumidores do exterior

Quase todos os produtos que o Ceará traz de mercados internacionais chegam pelos portos do Estado. De acordo com o estudo Enfoque Econômico, de autoria do Ipece (Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará), em outubro, mais de 94% das importações passam pela via marítima. O destaque é o Porto do Mucuripe, responsável por receber 48,7% das mercadorias provenientes de outros países. Já o terminal portuário do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, absorveu 30% do total comprado pelo Estado.

Segundo o levantamento do Ipece, o Mucuripe registrou a maior parte das chegadas por ter captado a gasolina advinda exterior, além de comportar o desembarque de itens como trigo e óleo de dendê.

Conforme mostrou o Diário do Nordeste, na edição de ontem, as importações (US$ 203 milhões) superaram as exportações (US$ 126 milhões) em US$ 77 milhões no mês de outubro.

Conforme o Ipece, os calçados seguem na ponta dos produtos cearenses que mais chegam a destinos internacionais, com US$ 33,4 milhões e fatia de 26% de tudo que foi exportado.

Itens mais exportados

Castanha de caju, couros e frutas também estão entre os principais itens da pauta. As dez mercadorias que mais desembarcam representam 90% de tudo que o Estado vende para o exterior, de acordo com o levantamento do Ipece.

Apesar de ter reduzido sua participação, os Estados Unidos me mantiveram como o maior comprador, responsável por 18,7% do "bolo". Argentina e Holanda fecham o pódio.

O Porto do Pecém continua sendo a principal via de escoamento das exportações cearenses no mês de outubro de 2011, registrando participação de 53,9% total das vendas externas estaduais, seguido pelo Porto de Mucuripe, que registrou uma fatia de 31,3%.

Meta do País

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), a meta de exportações do Brasil para este ano é de US$ 257 bilhões. A projeção das vendas externas anunciada no início do ano era US$ 228 bilhões, mas já havia sido elevada para US$ 245 bilhões. Depois, em agosto, a meta foi revisada para os atuais US$ 257 bilhões. No mês de outubro, o saldo comercial foi superavitário em US$ 2,355 bilhões, valor 28,9% superior ao registrado no mesmo mês de 2010, quando foi registrado o superávit de US$ 1,827 bilhão.

A balança comercial de novembro, na primeira semana, registrou déficit de US$ 543 milhões, com média diária negativa de US$ 181 milhões.

A corrente de comércio (soma das exportações e importações) totalizou US$ 6,913 bilhões, com média de US$ 2,304 bilhões por dia útil.

De lá para cá

203 milhões de dólares foi o total das importações cearenses em outubro, deixando a balança comercial negativa em US$ 77 bi

Representantes de portos e terminais encerram 1º dia do 1º Seminário sobre Gestão Ambiental Portuária

Os representantes da Codesp, CDP, Porto de Itajaí e TESC concluíram ontem (08/11) o primeiro dia de palestras do 1º Seminário sobre Gestão Ambiental Portuária – Foco em resíduos. O evento aconteceu na sede da ANTAQ, em Brasília e encerra-se hoje(dia 09/11).

O gerente de Meio Ambiente da Codesp, Arlindo Monteiro, tratou da importância de criar-se um banco de dados confiável, alimentado por dados produzidos por sistemas que conversem entre si. “Hoje, cada um gera dados a partir de sistemas diferentes, que não dialogam. É impossível gerir informação assim”, criticou Monteiro.

O gerente questionou ainda a conveniência da criação de centrais de resíduos nos portos. “Nosso objetivo, em Santos, é o de zerar o descarte de resíduos em cinco anos, quando passaremos a transformar todo e qualquer resíduo em matéria-prima. Então, por que criar uma central que vai se tornar desnecessária daqui a pouco tempo?”.

Márcio Dias, assistente técnico ambiental da Companhia Docas do Pará, apresentou os projetos socioambientais da CDP no município de Santarém, em parceria com fundações, associações de trabalhadores, moradores, taxistas, artesãs e escolas municipais, dentre outros.

Destaca-se o Programa de Educação Ambiental, que incentiva o reaproveitamento de materiais, em cursos como o de reaproveitamento de jornal e de produção de sabão ecológico, além de realizar ações de conscientização em escolas municipais.

A representante do Porto de Itajaí, Médelin Santos, lembrou que o porto já tem um Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos aprovado pelos órgãos federais e estaduais. O plano envolve inclusive os arrendatários de áreas dentro do porto organizado, a fim de reduzir custos por meio da atuação conjunta.

Médelin Santos disse ainda que o porto ajudou a organizar uma cooperativa de catadores, em que trabalham 45 mulheres. “A cooperativa já têm licença ambiental para receber inclusive resíduos eletrônicos”, salientou. A representante frisou também que o porto realiza dois simulados, o de vazamento de óleo e de produtos químicos com o operador portuário e com o OGMO.

Encerrou o primeiro dia de palestras a gerente de Meio Ambiente, Saúde do Trabalho, Segurança Portuária e Qualidade do Terminal de Santa Catarina (TESC), Tatiana de Oliveira. A gerente apresentou o Programa de Responsabilidade Social e Ambiental do TESC, que é integrado por ações como o MAISS (Meio Ambiente + Saúde + Segurança do Trabalho) e SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho).

Oliveira disse que o principal resultado do Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos foi de passar de uma situação em que 80% dos resíduos eram destinados a um aterro industrial, em 2008, para uma em que 80% dos resíduos são destinados à reciclagem, em setembro de 2011.

Fonte: Antaq

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Greve mantém Itajaí parado há dez dias

De Florianópolis - Para tentar retomar as atividades no porto de Itajaí, em Santa Catarina, que não recebe navios há mais de uma semana em função da paralisação dos conferentes, a APM Terminals, concessionária do terminal, decidiu oferecer as vagas de trabalho dos grevistas aos demais trabalhadores portuários - estivadores, arrumadores e bloco. Segundo nota emitida pela empresa na tarde de ontem, o Sindicato dos Conferentes de Carga e Descarga dos Porto de Itajaí negou a nova proposta oferecida pela empresa.

O porto está paralisado desde 29 de outubro, quando os conferentes iniciaram a greve. Pelo menos sete embarcações já tiveram de desviar sua rota em função da paralisação. De acordo com a APM Terminals, caso os demais trabalhadores não tenham interesse em ocupar as funções dos grevistas, a empresa irá alertar a todos os clientes que as atividades no Porto de Itajaí estarão paralisadas por tempo indeterminado.

Em nota emitida pelo sindicato dos trabalhadores ontem, a categoria rejeitou a proposta da empresa que previa a contratação, com vínculo empregatício, de 24 conferentes e manteve o estado de greve por tempo indeterminado. Os conferentes rejeitam a proposta da empresa de contratação pela CLT, pois alegam que parte da categoria ficaria sem atividades no porto. Atualmente há 54 trabalhadores na categoria local. (JP)

Fonte: Valor Econômico

Porto Sem Papel é Implantado nos Portos Baianos

A Secretaria de Portos da Presidência da República iniciou a implantação do projeto Porto Sem Papel nos portos de Salvador, Aratu-Candeias e Ilhéus. O primeiro passo foi dado nesta segunda, no auditório da Codeba, com a apresentação detalhada do projeto pela Serpro para a gestores da Companhia, Capitania dos Portos, Polícia Federal, Anvisa, Vigiagro e Receita Federal. As próximas atividades são os cursos para operacionalização do Portal de Informações Portuárias e do Sistema Concentrador de Dados.

Segundo a SEP, até o final de 2012, o Porto Sem Papel estará implantado nos 34 portos marítimos brasileiros. “O foco do projeto é a área de logística”, disse Lisley Depiere Paulela, coordenadora de Negócios Portuários da Superintendência de Relacionamento com Clientes, Administração Tributária e Comércio Exterior. “É uma troca de informação no momento certo, com integração, visando agilizar e melhorar o nível de informação no sistema portuário”, completou.

Na opinião do diretor presidente da Codeba, José Muniz Rebouças, o objetivo pretendido do projeto Porto sem papel é simplificar o processo informativo dos diversos agentes portuários, padronizando as informações requeridas pelos órgãos envolvidos nos processos de importação, exportação e cabotagem. “Todas as informações são colhidas em uma janela “única”, racionalizando os procedimentos e aumentando a eficiência com relação ao tempo e a redução de custos das empresas em suas transações com várias autoridades governamentais, a fim de obter permissões e as licenças para cargas movimentadas”, esclareceu.

Dado: A Tribuna

Programa Reporto será ampliado e prorrogado, diz presidente da Docas

O Reporto, programa federal que garante a isenção de impostos para a compra de equipamentos portuários, será ampliado e prorrogado, segundo o presidente da Codesp, José Roberto Correia Serra.

Serra afirma ter recebido a garantia da Secretaria de Portos (SEP) da Presidência da República. A pasta estuda a medida juntamente com os ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e da Fazenda. O MDIC confirmou que analisa o assunto. A Fazenda, por suavez, foi procurada por A Tribuna, mas não enviou resposta até o fechamento desta edição.

“O Reporto deve ser prorrogado e, inclusive, ampliado para atender o VTMIS”, afirmou o presidente da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), a Autoridade Portuária de Santos, citando o sistema de monitoramento de tráfego de navios, mais conhecido por sua sigla em inglês.

Sobre a ampliação do programa, o executivo refere-se a uma modificação no regime para a inclusão dos equipamentos necessários para a implantação do VTMIS nos portos brasileiros. Em Santos, o projeto será custeado com dinheiro da própria Codesp – R$ 15 milhões, com a isenção possibilitada pelo Reporto, ou o dobro, sem as vantagens do regime.

Criado em 2004 pelo Governo Federal, o Regime Tributário para Incentivo à Modernização e à Ampliação da Estrutura Portuária (Reporto) prevê a isenção, na compra de equipamentos, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins),do PIS/Pasepe do Imposto de Importação (no caso de equipamentos sem similar nacional). Estima-se que, entre 2008 e o ano passado, a renúncia de receitas para a União com o Reporto tenha sido de R$150 milhões por ano.

O regime foi prorrogado duas vezes desde sua criação. Da última vez, a data-limite fixada foi 31 de dezembro próximo. Nas duas ocasiões, projetos de lei ampliando seu prazo de validade foram discutidos, negociados e, enfim, aprovados pelo Congresso, antes da sanção do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nos últimos meses, grandes empresas têm defendido a prorrogação do regime. “Estamos contando com a renovação do Reporto. O cancelamento, ou o não adiamento, vai inibir investimentos no ano que vem”, explicou para A Tribuna o diretor-geral do Terminal de Contêineres (Tecon) do Porto de Santos, Washington Flores. A operadora Santos Brasil, que administra o Tecon, recebeu neste mês as três primeiras gruas sobre pneus (RTGs), de um pacote de 12, adquiridas por R$ 36milhões de um estaleiro finlandês. A importação foi beneficiada pelo Reporto.

Dados: A Tribuna