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quarta-feira, 11 de abril de 2012

Santos Brasil projeta aumento de 270% na movimentação em Imbituba

SÃO PAULO - Com investimentos de R$ 520 milhões, o Porto de Imbituba, em Santa Catarina, é a aposta da Santos Brasil para este ano. O diretor-presidente da empresa, Antonio Carlos Sepúlveda, disse hoje que a movimentação do porto deverá crescer dos atuais 27 mil TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) para um total de 100 mil TEUs até o fim do ano.

O Tecon Imbituba já opera dois serviços de linhas regulares com a Hamburg Sud, que abrangem a costa Oeste da América do Sul, o Golfo do México e o Caribe e, de acordo com o executivo, a empresa está negociando novas linhas, de olho no atendimento da Europa e da Ásia.

O valor investido pela Santos Brasil ainda englobou a aquisição da área do Porto Indústria Imbituba, condomínio retroportuário industrial localizado a seis quilômetros do porto. Sepúlveda destaca que a ideia é que o projeto torne o porto mais atraente.

Ele ainda assinalou nesta terça-feira que a intenção de adquirir a Fertilizantes Santa Catarina, arrendatária do Terminal Portuário de Fertilizantes e de Ração Animal do Porto de Imbituba (Tefer), não representa uma diversificação do foco de atuação, que permanece voltado à movimentação de contêiner.
“Só investimos quando o projeto tem muita sinergia”, disse o executivo, em coletiva de imprensa.

O Porto de Imbituba será voltado a cargas gerais, fertilizantes e contêineres.“Nossa tarefa principal é fazer com que Imbituba cresça rapidamente”, comentou.

A Santos Brasil ainda tem a intenção de participar de uma possível licitação da concessão para administrar o Porto de Imbituba, ocupando o lugar da Companhia Docas de Imbituba. A licitação, contudo, ainda não é certa.

Fonte:Valor Econômico

quarta-feira, 4 de abril de 2012

CNTT-CUT realizará 8° Congresso Nacional de 10 a 13 de abril

Os trabalhadores em transportes de todo Brasil realizarão de 10 a 13 de abril o 8° Congresso Nacional dos Trabalhadores em Transporte da CUT. Com o tema “Transportando o Desenvolvimento e a Inclusão Social”, o evento acontecerá na cidade de Votorantim, localizada próxima a Sorocaba, e reunirá cerca de 200 delegados e delegadas dos sindicatos e entidades filiadas à CNTT-CUT nos modais aéreo, ferroviário, metroviário, rodoviário, portuário/marítimo e viário.

No congresso, os dirigentes debaterão temas de importância do ramo do transporte no Brasil, tais como o combate às práticas antissindicais, em defesa do aeroporto popular e não ao retrocesso social, pela gestão profissional dos portos brasileiros com contrapartidas sociais, autonomia e liberdade sindical e a luta pela implantação da aposentadoria especial. “Faremos um congresso bem representativo com todos os sindicatos e entidades filiadas. O nosso objetivo é definir políticas para os trabalhadores de todos os modais, principalmente, no que tangem às melhorias nas condições de trabalho. Também debateremos ações que combatam as práticas antissindicais e assegurem o direito à organização e liberdade sindical”, disse o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes da CUT, Paulo João Estausia (Paulinho).

A Confederação representa cerca de 1 milhão de trabalhadores em transportes de todo o Brasil.

Fonte: Imprensa CNTT

terça-feira, 3 de abril de 2012

Presidente da FNP representa trabalhadores no Conselho de Competitividade do Plano Brasil Maior




O presidente da Federação Nacional dos Portuários é conselheiro de Serviços Logísticos dos Conselhos de Competitividade do Plano Brasil Maior, instalado pela presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto nesta-terça feira (3/4).

“Aceitei o convite para o Conselho de Serviços Logísticos, como representante dos trabalhadores, com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento da estrutura logística e crescimento da indústria aliado à valorização do trabalhador de logística e transporte e do trabalhador portuário,” ressaltou Guterra ao falar sobre o Plano Brasil Maior.

No total são 19 conselhos de competitividade que vão atuar para o fortalecimento da indústria nacional e maior competitividade frente a outros países, são eles: 1-Petróleo, Gás e Naval, 2- Complexo da Saúde, 3- Automotivo, 4-Defesa Aeronáutico e Espacial, 5-Bens de Capital, 6-Tecnologias da Informação e Comunicação, 7- Calçados, Têxtil, Confecções e Joias, 8-Móveis, 9-Contrução Civil, 10- Indústria Química, 11-Energias Renováveis, 12- Indústria da Mineração, 13-Metalurgia, 14- Celulose e Papel 15- Higiene Pessoal Perfumaria e Cosméticos, 16- Agroindústria, 17-Comércio, 18- Serviços e 19- Serviços Logísticos.

Os conselhos são responsáveis por elaborar a agenda estratégica setorial, levando em conta os objetivos e metas do Plano Brasil Maior.

Na ocasião, o governo divulgou medidas para fortalecimento da indústria como: desoneração da folha de pagamento, reforço de ações sobre câmbio, estímulos à produção nacional, redução do custo do comércio exterior e defesa comercial. Além do incentivo ao setor de informação e comunicação.

O governo anunciou ainda, o investimento em infraestrutura portuária, portos e ferrovias. Prevê também a ampliação do reporto, isenção fiscal, para armazenagem (galpões), compra de máquinas e sistemas de segurança. Atualmente o reporto já é concedido para construção de estruturas destinadas à movimentação de cargas e treinamento.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, destacou a dinâmica do mercado interno e a geração de emprego e renda, como soluções para crise internacional. O governo espera um crescimento de 4,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2012.

A presidente Dilma Rousseff disse que o crescimento da economia deve acontecer com inclusão social. “A melhor saída para a crise não está na velha receita da recessão e da precarização do trabalho. Essa tem sido para nós a fórmula do fracasso”, disse a presidente ao defender que não se reproduzam aqui as medidas de alguns países europeus, como perda de direitos sociais e trabalhistas e redução de salários.

Para diminuir os custos com a mão de obra sem reduzir, foi ampliada a desoneração da alíquota de 20% do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) da folha de pagamento para vários setores. Em contrapartida, o empresariado terá que recolher aos cofres do governo de 1% a 2,5% do faturamento.

O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah ao discursar na instalação dos Conselhos de Competitividade exigiu da presidenta que as empresas beneficiadas com os investimentos do governo ofereçam garantia de emprego e se comprometa com o trabalho decente.

Fonte: Assessora de Comunicação da Federação Nacional dos Trabalhadores

segunda-feira, 2 de abril de 2012

FNP vai participar da instalação dos Conselhos de Competitividade do Plano Brasil Maior

O presidente da Federação Nacional dos Portuários, Eduardo Guterra, fará parte de Conselho de Competitividade do Plano Brasil Maior.


A cerimônia – de instalação dos 19 conselhos setoriais de competitividade no Plano Brasil Maior – conduzida pela presidenta Dilma Rousseff e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, será nesta terça-feira (3/4) às 10h no Palácio do Planalto.


Segundo comunicado do Mdic, os conselhos serão compostos de cerca de 600 representantes do governo, dos empresários e dos trabalhadores. A iniciativa tem por objetivo adoção de políticas públicas em favor do desenvolvimento industrial do Brasil.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Pedro Brito: Falta autonomia à gestão portuária no Brasil



A falta de autonomia da gestão portuária brasileira prejudica o desenvolvimento do setor portuário, defendeu Pedro Brito, diretor da Agência Nacional de Transporte Aquaviário (Antaq), ao participar nesta quinta-feira (28/3) do “II Encontro Nacional de Trabalhadores dos Portos Delegados a Estados e Municípios” em Rio Grande (RS).


Segundo Brito, a centralização das decisões deixa as companhias Docas dependentes e dificulta investimentos em infraestrutura e logística, afetando assim a competitividade dos portos brasileiros.


Para o diretor da Antaq, a falta de autonomia dessas empresas é um empecilho à negociação entre empresas e trabalhadores. Atualmente, as decisões sobre aumento salarial, acordo coletivo, política de cargos e outras que afetam a categoria, devem ser submetidas ao Ministério do Planejamento.


Ao participar do evento, o presidente da Federação Nacional dos Portuários, Eduardo Guterra, ressaltou a importância dos portos delegados para a economia do país. De acordo com Dado da Antaq de 2010 a 2011 a movimentação de cargas nesses portos cresceu 11, 76%.


Guterra acredita que seja necessária a uniformização da gestão desses portos e das condições de trabalho para que se adequem a Lei de Modernização. Hoje os 18 portos vinculados a estado e municípios são concedidos, autorizados ou delegados.


O secretário de Infraestrutura e Logística do Rio Grande do Sul, Beto Albuquerque, ressaltou a importância do porto de Rio Grande para economia do estado. Mas criticou o sistema de rodovias do município pelo excesso de pedágios que encarecem o transporte e conseqüente a mercadoria final. Ele disse ainda que o governo local vai investir em hidrovias e portos internos a fim de promover o desenvolvimento do setor.


O II Encontro Nacional de Trabalhadores dos Portos Delegados a Estados e Municípios, iniciado nesta quinta-feira (29/3) vai até sexta-feira (30/3). Participam do evento trabalhadores portuários de todo o país.


A Federação Nacional dos Portuários (FNP) e o Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Portuários de Rio Grande (Sindiporg/RS) promovem o encontro com objetivo de discutir temas relevantes à categoria e ao setor como: gestão portuária, segurança pública nos portos delegados, investimento público em infraestrutura e logística e relações de trabalho.


Assessoria de Comunicação da Federação Nacional dos Portuários