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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Conselho de Competitividade de Serviços Logísticos se reúne pela primeira vez

A reunião inaugural do Conselho de Competitividade de Serviços Logísticos foi realizada nesta quarta-feira, no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), com a presença de representantes do governo, das empresas e dos trabalhadores. Ao todo, 41 integrantes compõem o grupo que irá discutir e propor políticas para o desenvolvimento do setor, que, pela primeira vez, foi incluído na política industrial.

Na abertura da reunião, o coordenador do grupo e secretário de Comércio e Serviços do ministério, Humberto Ribeiro, destacou o esforço do MDIC, com apoio do Ministério do Trabalho (MT), da ABDI e do Sebrae, para a criação do conselho. Segundo ele, este é o espaço, dentro do Plano Brasil Maior, para a interlocução de empresas de logística, transportadoras, operadores de armazém e operadores logísticos discutirem políticas de competitividade e inovação para a sustentabilidade e geração de empregos no setor.

De acordo com o secretário, a lógica de funcionamento do conselho será a convergência de políticas públicas. Por isso, a discussão de novas medidas de incentivo ao setor será feita a partir do respeito e manutenção a políticas já existentes ou em discussão, como o Plano de Logística de Transportes do Ministério dos Transportes e de documentos dos setores naval e aeronáutico. “Nosso foco é o desempenho e a competitividade das empresas brasileiras do setor logístico, um desafio que gostaríamos de comprar em conjunto com os empresas representadas no conselho”, afirmou.

Competitividade
A secretária de Desenvolvimento da Produção do MDIC, Heloisa Menezes, também participou da reunião, ressaltando a importância do grupo como espaço de discussão. “Acredito que daqui possam sair boas diretrizes e planos de ação de destaque, com propostas de politicas a serem levadas às instancias de governança do Brasil Maior”, disse.

Para ela, a criação do Conselho de Competitividade de Serviços Logísticos, dentro do Plano Brasil Maior, é um salto qualitativo muito importante e fundamental por representar uma nova visão de politica industrial e de desenvolvimento, que passa a incorporar a estrutura de serviços de logística e de comercio às politicas tradicionalmente adotadas para o desenvolvimento industrial. Porém, ela lembrou que não deve estar no âmbito desse conselho o desenvolvimento da política de transportes em si, que é responsabilidade do MT.

Segundo Heloisa, o foco do conselho será a discussão de como os pontos relacionados ao transporte e a logística afetam a competitividade da economia brasileira, aumentando os custos e o tempo para o escoamento da produção. Ela também considera importante que o conselho discuta, ao longo das próximas reuniões, como aproveitar a onda de investimentos atuais no Brasil e como conduzí-los de maneira que sejam bem utilizados como geradores de demanda para a indústria nacional.

O Conselho de Competitividade de Serviços Logísticos é coordenado pelo secretário do MDIC, Humberto Ribeiro, e tem como vice-coordenador Luiz Carlos Rodrigues Ribeiro, do Ministério do Trabalho, como conselheiro Eduardo Guterra, presidente da Federação Nacional dos Portuários. As diretrizes do grupo são: consolidação do planejamento estratégico nacional do setor de transportes, aprofundamento do diagnóstico da cadeia logística ligada ao setor, revisão da matriz de transportes de cargas e promoção da preservação ambiental.

Conheça o site www.brasilmaior.gov.br
Fonte: Assessoria de Comunicação Social do MDIC

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Grandes portos não serão privatizados, diz diretor da Antaq

Figura carimbada nas conferências e corredores da Intermodal South America, o ex-ministro dos Portos e atual diretor da Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (Antaq), Pedro Brito, foi enfático quando questionado sobre uma possível privatização dos portos pelo Governo Dilma. Brito disse que não há chances de isso acontecer com os principais portos brasileiros. O que se cogita é, talvez, a privatização de um ou outro porto de menor porte, ao contrário do que aconteceu com os aeroportos, quando os gigantes Guarulhos, Brasília e Viracopos tiveram a administração concedida à iniciativa privada.

Fonte: Porto Gente

Santos Brasil projeta aumento de 270% na movimentação em Imbituba

SÃO PAULO - Com investimentos de R$ 520 milhões, o Porto de Imbituba, em Santa Catarina, é a aposta da Santos Brasil para este ano. O diretor-presidente da empresa, Antonio Carlos Sepúlveda, disse hoje que a movimentação do porto deverá crescer dos atuais 27 mil TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés) para um total de 100 mil TEUs até o fim do ano.

O Tecon Imbituba já opera dois serviços de linhas regulares com a Hamburg Sud, que abrangem a costa Oeste da América do Sul, o Golfo do México e o Caribe e, de acordo com o executivo, a empresa está negociando novas linhas, de olho no atendimento da Europa e da Ásia.

O valor investido pela Santos Brasil ainda englobou a aquisição da área do Porto Indústria Imbituba, condomínio retroportuário industrial localizado a seis quilômetros do porto. Sepúlveda destaca que a ideia é que o projeto torne o porto mais atraente.

Ele ainda assinalou nesta terça-feira que a intenção de adquirir a Fertilizantes Santa Catarina, arrendatária do Terminal Portuário de Fertilizantes e de Ração Animal do Porto de Imbituba (Tefer), não representa uma diversificação do foco de atuação, que permanece voltado à movimentação de contêiner.
“Só investimos quando o projeto tem muita sinergia”, disse o executivo, em coletiva de imprensa.

O Porto de Imbituba será voltado a cargas gerais, fertilizantes e contêineres.“Nossa tarefa principal é fazer com que Imbituba cresça rapidamente”, comentou.

A Santos Brasil ainda tem a intenção de participar de uma possível licitação da concessão para administrar o Porto de Imbituba, ocupando o lugar da Companhia Docas de Imbituba. A licitação, contudo, ainda não é certa.

Fonte:Valor Econômico

quarta-feira, 4 de abril de 2012

CNTT-CUT realizará 8° Congresso Nacional de 10 a 13 de abril

Os trabalhadores em transportes de todo Brasil realizarão de 10 a 13 de abril o 8° Congresso Nacional dos Trabalhadores em Transporte da CUT. Com o tema “Transportando o Desenvolvimento e a Inclusão Social”, o evento acontecerá na cidade de Votorantim, localizada próxima a Sorocaba, e reunirá cerca de 200 delegados e delegadas dos sindicatos e entidades filiadas à CNTT-CUT nos modais aéreo, ferroviário, metroviário, rodoviário, portuário/marítimo e viário.

No congresso, os dirigentes debaterão temas de importância do ramo do transporte no Brasil, tais como o combate às práticas antissindicais, em defesa do aeroporto popular e não ao retrocesso social, pela gestão profissional dos portos brasileiros com contrapartidas sociais, autonomia e liberdade sindical e a luta pela implantação da aposentadoria especial. “Faremos um congresso bem representativo com todos os sindicatos e entidades filiadas. O nosso objetivo é definir políticas para os trabalhadores de todos os modais, principalmente, no que tangem às melhorias nas condições de trabalho. Também debateremos ações que combatam as práticas antissindicais e assegurem o direito à organização e liberdade sindical”, disse o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes da CUT, Paulo João Estausia (Paulinho).

A Confederação representa cerca de 1 milhão de trabalhadores em transportes de todo o Brasil.

Fonte: Imprensa CNTT

terça-feira, 3 de abril de 2012

Presidente da FNP representa trabalhadores no Conselho de Competitividade do Plano Brasil Maior




O presidente da Federação Nacional dos Portuários é conselheiro de Serviços Logísticos dos Conselhos de Competitividade do Plano Brasil Maior, instalado pela presidenta Dilma Rousseff, no Palácio do Planalto nesta-terça feira (3/4).

“Aceitei o convite para o Conselho de Serviços Logísticos, como representante dos trabalhadores, com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento da estrutura logística e crescimento da indústria aliado à valorização do trabalhador de logística e transporte e do trabalhador portuário,” ressaltou Guterra ao falar sobre o Plano Brasil Maior.

No total são 19 conselhos de competitividade que vão atuar para o fortalecimento da indústria nacional e maior competitividade frente a outros países, são eles: 1-Petróleo, Gás e Naval, 2- Complexo da Saúde, 3- Automotivo, 4-Defesa Aeronáutico e Espacial, 5-Bens de Capital, 6-Tecnologias da Informação e Comunicação, 7- Calçados, Têxtil, Confecções e Joias, 8-Móveis, 9-Contrução Civil, 10- Indústria Química, 11-Energias Renováveis, 12- Indústria da Mineração, 13-Metalurgia, 14- Celulose e Papel 15- Higiene Pessoal Perfumaria e Cosméticos, 16- Agroindústria, 17-Comércio, 18- Serviços e 19- Serviços Logísticos.

Os conselhos são responsáveis por elaborar a agenda estratégica setorial, levando em conta os objetivos e metas do Plano Brasil Maior.

Na ocasião, o governo divulgou medidas para fortalecimento da indústria como: desoneração da folha de pagamento, reforço de ações sobre câmbio, estímulos à produção nacional, redução do custo do comércio exterior e defesa comercial. Além do incentivo ao setor de informação e comunicação.

O governo anunciou ainda, o investimento em infraestrutura portuária, portos e ferrovias. Prevê também a ampliação do reporto, isenção fiscal, para armazenagem (galpões), compra de máquinas e sistemas de segurança. Atualmente o reporto já é concedido para construção de estruturas destinadas à movimentação de cargas e treinamento.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, destacou a dinâmica do mercado interno e a geração de emprego e renda, como soluções para crise internacional. O governo espera um crescimento de 4,5% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2012.

A presidente Dilma Rousseff disse que o crescimento da economia deve acontecer com inclusão social. “A melhor saída para a crise não está na velha receita da recessão e da precarização do trabalho. Essa tem sido para nós a fórmula do fracasso”, disse a presidente ao defender que não se reproduzam aqui as medidas de alguns países europeus, como perda de direitos sociais e trabalhistas e redução de salários.

Para diminuir os custos com a mão de obra sem reduzir, foi ampliada a desoneração da alíquota de 20% do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) da folha de pagamento para vários setores. Em contrapartida, o empresariado terá que recolher aos cofres do governo de 1% a 2,5% do faturamento.

O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah ao discursar na instalação dos Conselhos de Competitividade exigiu da presidenta que as empresas beneficiadas com os investimentos do governo ofereçam garantia de emprego e se comprometa com o trabalho decente.

Fonte: Assessora de Comunicação da Federação Nacional dos Trabalhadores