
sexta-feira, 13 de julho de 2012
CONCUT: Eleita nova direção da CUT


Nesta quinta-feira (12) os mais de 2 mil delegados, que participam do 11º Congresso Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CONCUT), elegeram a nova direção da CUT para o período 2012- 2015. O bancário Vagner Freitas de São Paulo foi eleito presidente da instituição, tendo como vice a representante dos trabalhadores rurais do Pará, Carmen Foro.
O presidente da Federação Nacional dos Portuários, Eduardo Guterra, foi eleito secretário adjunto de saúde. Ele também é vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte (CNTT). Guterra destacou a importância da vitória para a luta das categorias que representa. ”Pela primeira vez, um representante dos trabalhadores em transporte e portuário integra a direção da CUT”, disse.
Segundo informação publicada no portal da CUT, a nova direção representa a renovação de mais de 30% do quadro à frente da entidade.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Pochmann defende comunicação e formação sindical como armas no combate pelo desenvolvimento
Para o presidente licenciado do IPEA a qualificação dos sindicalistas é essencial para luta contra a visão “alienada, individualista e privatista”
O presidente licenciado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), professor Márcio Pochmann, defendeu a comunicação e a formação sindical como armas da classe trabalhadora no combate pelo desenvolvimento nacional com distribuição de renda e valorização do trabalho, num país extremamente desigual, em que 90% dos empregos são de até um salário mínimo e meio.
Na mesa “Políticas públicas para o desenvolvimento”, durante o 11º Congresso Nacional da CUT, Pochmann frisou que a qualificação dos quadros dirigentes é essencial para a luta contra a visão “alienada, individualista e privatista” que contamina boa parte das relações sociais, principalmente entre a chamada “nova classe média”. A recente ascensão deste segmento, explicou, nada mais é do que o resultado de um processo de alargamento da classe trabalhadora. Como sua súbita incorporação ao mercado de consumo se deu via políticas públicas, mas sem a intervenção direta das representações de interesse - como os Sindicatos, organizações de moradores e estudantis - as percepções desse grupo são ainda muito despolitizadas e estão em disputa.
Do ponto de vista dos trabalhadores isso se confirma nas taxas de sindicalização: o país saiu de um patamar de 32% de sindicalizados, em 1989, reduzido pelo neoliberalismo a 16,5% em 1999, e chegando, atualmente, apesar da política de valorização do salário mínimo e dos inegáveis avanços no governo Lula, à taxa de 18%.
A mesma desmobilização se repete em outras áreas, lembrou. “O Prouni representou maior inclusão de estudantes no ensino universitário, mas isso não redundou em maior fortalecimento das entidades estudantis. Da mesma forma, a ampliação de moradias não significou o fortalecimento das associações de bairro. Foram medidas que derivaram da grande política construída pelo presidente Lula, de decisão política, mas que não mobilizaram. Agora, esses segmentos que foram beneficiados por políticas públicas inclusivas, devido à ausência de politização, acreditam que seu crescimento se deveu exclusivamente à sua própria capacidade, ao seu esforço individual”.
Esta despolitização e desprezo pela ação coletiva, avalia, acaba jogando a favor do consumismo, de uma visão extremamente conservadora, de que tudo que é público não interessa, pois é pobre, de segunda qualidade. Assim, tais trabalhadores viram consumidores de planos de saúde, de educação e seguridade privada, se posicionando contra o pagamento de impostos. Essa contaminação com as teses conservadora redunda no vazio das instituições e dos Sindicatos. “É a lógica do eu me realizo, não preciso do contato de outras pessoas. Há um esvaziamento da perspectiva coletiva. É como estar num shopping, rodeado de pessoas, mas sem espaço de sociabilidade”, esclareceu.
BATALHA DE IDEIAS, DISPUTA PELA HEGEMONIA
Conforme Pochmann, o sindicalismo dispõe de uma enorme quantidade de jornais, revistas, boletins e panfletos, tendo mais jornalistas e profissionais de comunicação que a própria Rede Globo, mas sem um norte comum para “disputar a hegemonia”. “É preciso investir na disputa de ideias, para que a opinião pública não seja reduzida à opinião publicada”, destacou o professor, para quem a democratização da comunicação é fundamental para assegurar a verdadeira liberdade de expressão.
O presidente licenciado do Ipea também alertou para o fato da maior parte do movimento sindical não trabalhar com pesquisas, o que acaba se refletindo no não conhecimento das suas categorias, debilitando a conformação de estratégias de médio e longo prazo, limitando as entidades a ações pontuais, de pronto socorro. O imediatismo é o mesmo de quem busca soluções emergenciais para sua própria sobrevivência, comparou. “Temos em nosso país hoje 16 milhões de pessoas miseráveis que sobrevivem com dois reais ao dia, que não fazem planos além de estar vivo ao anoitecer. Temos os trabalhadores que planejam o mês, a classe média que planeja o ano e uma elite empresarial que faz planos para a década”.
Reconhecendo a disposição de luta em defesa da classe trabalhadora e o compromisso histórico manifestados pelos cutistas, Pochmann exortou os delegados e delegadas presentes ao 11º CONCUT a “ver o que nos une e não o que divide, pois com mais força vamos mais longe e mais rápido”.
O secretário geral da CUT, Quintino Severo, destacou que a intervenção de Pochmann aponta para importantes desafios a serem enfrentados como o aumento da base de representação, que não é necessariamente o de representatividade; a busca de maior participação das mulheres no mercado de trabalho, combatendo a desigualdade salarial e de oportunidades; e o aumento da massa salarial, que ainda é muito baixa, com o rendimento não acompanhando o crescimento da produtividade e da lucratividade das empresas.
A secretária de Combate ao Racismo da CUT, Maria Júlia Nogueira, lembrou que no serviço público há importantes batalhas a serem travadas, como a luta nacional pela destinação de 10% do PIB para a educação e a valorização dos serviços e dos servidores públicos, que necessitam ser colocados pelos governos como prioridades na agenda do desenvolvimento. “Isso nos coloca o desafio de retomarmos as grandes mobilizações, de fortalecer ainda mais a nossa ação sindical”, concluiu.
Fonte: CUT
11º CONCUT: Brasil precisa aproveitar mercado interno para fortalecer indústria

Terceiro dia do Congresso discutiu o papel da política industrial e da liberdade e autonomia para desenvolvimento
A coordenação desta mesa ficou à cargo da secretária Nacional da Mulher Trabalhadora da CUT, Rosane Silva e do diretor executivo, Rogério Pantoja.
Fonte: CUT
quarta-feira, 11 de julho de 2012
Portus leva à Justiça Codesp e todas as docas devedoras
Cobrança judicial integra o plano da Federação dos Portuários em defesa do fundo
Além da ação contra a União, na condição de representante da extinta Portobras, o Portus já acionou judicialmente todas as companhias docas que devem para o fundo de pensão dos portuários. A iniciativa integra o plano de mobilização lançado pela Federação Nacional dos Portuários (FNP) em defesa do Portus.
O trabalho inclui a atualização dos débitos de todas as patrocinadoras (companhias docas) que devem para o fundo de previdência dos portuários. Estes levantamentos vêm sendo realizados pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Fundação Getúlio Vargas (FGV).
A Companhia Docas de São Paulo (Codesp), a maior devedora do Portus, também foi acionada pelo fundo de previdência dos portuários, que está sob intervenção federal desde agosto do ano passado.
A ação contra a Codesp foi distribuída em 16 de agosto de 2011 para a 2T1 Vara Cível do Rio de Janeiro, mas ainda não foi julgada. O Portus pede a cobrança dos valores que deveriam ter sido repassados pela empresa, estimado em R$ 584.153.767,42 - valores atualizados até dezembro de 2010. Dentre as chamadas patrocinadoras (companhias docas), a Codesp é a principal devedora, cabendo à empresa 57% do débito estimado em R$ 4,09 bilhões, de acordo com os resultados preliminares dos estudos em andamento.
O levantamento deve apontar o débito da Portobras, extinta em 15 de março de 1990, na chamada Era Collor - Governo Fernando Collor de Mello. Extinta a empresa, restou o débito, que deve ser arcado pela União, que já foi condenada, em primeira instância, a ressarcir o Portus em R$ 1,2 bilhão. A condenação foi proferida pela 16^ Vara Federal do Rio de Janeiro.
DIAGNÓSTICO
Na formulação do diagnóstico dasaúdefinanceirado Portus, o estudo preliminar aponta que a regularização dos débitos é fundamental e urgente, em especial por se tratar de um plano com 80% de participantes assistidos.
O estudo aponta ainda que o risco de liquidação do plano de benefícios se deve à inadimplência das patrocinadoras ou da não integralização de reservas. A falta de recolhimento das contribuições inviabiliza a constituição de reserva de contingência. A necessidade de venda de ativos líquidos para honrar compromissos com assistidos elevou a proporção do segmento de imóveis, materializados o risco legal e o de liquidez.
Fonte: A Tribuna de Santos
