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quarta-feira, 28 de abril de 2010

Porto de Santos terá investimento de mais de 1 bilhão de reais até 2014

Nos próximos quatro anos, o Porto de Santos receberá R$ 1,552 bilhão para a realização de dez obras, entre elas: a segunda fase da dragagem de aprofundamento (R$ 193 milhões); mais um trecho da avenida perimetral da margem direita (R$ 60 milhões); a segunda parte da perimetral da margem esquerda (R$ 303 milhões); passagem inferior na região do Valongo, o “mergulhão” (R$ 300 milhões); construção de dois píeres de atracação e ponte de acesso no Terminal da Alamoa (R$ 72 milhões); construção de três píeres de atracação e respectivas pontes de acesso na Ilha do Barnabé (R$ 150 milhões); reforço de cais para aprofundamento dos berços entre os Armazéns 12 ao 23 (R$ 200 milhões).



O anúncio foi feito pelo ministro dos Portos, Pedro Brito, em solenidade na Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), em Santos, nesta terça-feira (27). Brito destacou que o presidente Lula “tem preocupação objetiva com o sistema portuário brasileiro”, por isso garantiu várias obras para o setor na primeira fase do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e também na versão anunciada em março último.



O ministro observou que os recursos para todas as obras já estão assegurados e garantidos pessoalmente pelo presidente da República, e que o desafio atual é trabalhar muito para colocar tudo em pé. “Precisamos preparar todas as licenças necessárias neste ano, para que em 2011 se possa dar início a todas obras previstas”.



Brito acredita que as obras programadas para o maior complexo portuário do Hemisfério Sul tornarão o Porto de Santos o maior hub port do País.



O ministro da Secretaria de Portos da Presidência da República (SEP), na ocasião, assinou os seguintes acordos com as prefeituras de Santos e Guarujá e com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp):



1. O desenvolvimento de análises e estudos conjuntos para as necessidades de acessibilidade provenientes da expansão das atividades portuárias, retroportuárias e outras correlatas na região de Barnabé-Bagres – área continental de Santos;



2. Implantação do Plano de Revitalização de Áreas Portuárias e integração com áreas urbanas da região central histórica da Cidade, situadas no Valongo;



3. Repasse de recursos a serem aplicados no desenvolvimento de estudos para aproveitamento da bacia hidrográfica da Baixada Santista para atividades portuárias;



4. Apoio financeiro da Codesp ao projeto Favela-Porto, que envolve a área denominada “Prainha”, no valor de R$ 9,1 milhões, para que a Prefeitura de Guarujá salde sua obrigação, a título de contrapartida, no Contrato de Repasse de Recursos Orçamentários firmado com a Caixa Econômica Federal.

Fonte: www.portogente.com.br

terça-feira, 27 de abril de 2010

Codesp começa construção do terceiro trecho da Avenida Perimetral no Porto

A Codesp iniciou a construção do terceiro trecho da Avenida Perimetral da Margem Direita do Porto de Santos, que liga a região da Praça da Santa, na altura da Avenida Senador Dantas, até a saída do complexo para o Canal 4.

Com investimento total de R$ 40 milhões, garantido pelo Governo Federal por meio do Programa de Aceleração do Crescimento(PAC), a obra compreende a construção de um novo viaduto, orçado em R$ 13 milhões.O equipamento, inclusive, teve a previsão de entrega antecipada em seis meses – ficará pronto em 30 de novembro, juntamente com a pista de saída do Contorno de Outeirinhos.

O terceiro trecho, como um todo, deve ser terminado até junho do próximo ano.
O objetivo da obra é continuar a via expressa que margeia o cais santista, dando maior fluidez ao trânsito e eliminando um cruzamento de trens e caminhões.

A expectativa da Docas é reduzir os tempos de chegada e saída de cargas dos terminais de cargas, dando maior competitividade ao Porto de Santos.

Leia a matéria completa na edição impressa desta terça-feira de A Tribuna

Por: Samuel Rodrigues

Ministro Pedro Brito estará na região para repasse de verba de R$ 9,1 milhões a Guarujá

O ministro dos Portos, Pedro Brito, assina em Santos nesta terça-feira, às 12 horas, o acordo que permitirá à Codesp repassar R$ 9,1 milhões às mãos da Prefeitura de Guarujá. O dinheiro será usado no projeto Favela Porto-Cidade, que prevê a urbanização da Prainha, do Sítio Conceiçãozinha e a remoção de 2.534 famílias para novas casas e conjuntos habitacionais em Guarujá.


O Favela Porto-Cidade, congelado há pelo menos quatro anos, é fundamental para Guarujá, pois dará moradia digna e regularizada aos moradores da Prainha e do Sítio Conceiçãozinha e, ao mesmo tempo, liberará as áreas dos dois bairros para a instalação de novos terminais na fase de expansão do Porto de Santos.


O custo total da reurbanização da Prainha está estimado em R$ 122 milhões, sendo que o Governo Federal dará R$ 91 milhões (os R$ 9,1milhões da Codesp a serem liberados hoje entrarão nesse bolo) e a Prefeitura de Guarujá pagará os R$31milhões restantes.As

primeiras unidades habitacionais devem ser entregues ainda este semestre.



O plano habitacional é dividido em quatro etapas. Na primeira etapa, está prevista a construção de 38 habitações no complexo Prainha para realocar famílias do entorno. Segundo a Prefeitura, a previsão de entrega é no primeiro semestre deste ano. Na segunda etapa, serão construídas 136 habitações, no mesmo local.



A teceira etapa beneficiará a população com 1.962 habitações no Parque da Montanha (sendo 1.052 reassentadas do Sítio Conceiçãozinha e 910 reassentadas da Prainha). A terraplanagem já foi iniciada no local. Na última e quarta etapa, haverá a construção de 398 habitações na área da Linha de Transmissão da Codesp, reassentadas da Prainha. As obras ainda serão iniciadas.

De A Tribuna On-line

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Lula diz que é ‘insano’ não apostar em Belo Monte

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu na manhã desta segunda-feira (26), ao longo de seu programa de rádio “Café com presidente”, a construção da usina Belo Monte no Pará. Ele disse que a energia gerada por uma hidrelétrica “ainda é a mais barata” do mercado e que seria “insano” apostar numa termoelétrica a óleo diesel num momento em que o mundo negocia questões climáticas.

Lula afirmou que o projeto foi cuidadosamente estudado, e pediu a compreensão dos brasileiros. “Belo Monte é um projeto de 30 anos, não é de agora. Levou muito tempo sendo discutida. Peço a compreensão da sociedade brasileira para perceber o que está acontecendo. Nós temos um potencial hídrico de praticamente 260 mil megawatts. Se o Brasil deixar de produzir isso para começar a utilizar termoelétrica a óleo diesel será um movimento insano contra toda a luta que estamos fazendo pela questão climática”.

Comparação
O presidente fez uma comparação sobre o custo das várias formas de energia. “Importante entender: temos fixado um preço por megawatt/hora mínimo de R$ 83,00. As empresas que ganharam ofereceram praticamente R$ 78,00 o megawatt/hora. Uma usina eólica custa R$ 150,00 o megawatt/hora, e uma usina a gás, mais ou menos R$ 200,00 um megawatt/hora. Portanto, a energia hídrica ainda é a mais barata. Precisamos é trabalhar com cuidado para fazer as hidrelétricas da forma mais cuidadosa possível, causar o menor impacto ambiental possível”, disse.

Ele ressaltou também o cuidado que o governo tomou para que todas as pessoas envolvidas com a construção da usina não fiquem no prejuízo. “Tivemos uma redução de 60% na área ocupada pelo reservatório da usina. O lago previsto é 40% daquilo que era previsto anteriormente. Estamos cuidando da preservação de mais áreas indígenas, Arara da Volta Grande, Xingu e Paquiçamba, que antes seriam atingidas. Há previsão de realocação de 16 mil pessoas. Estamos pensando em fazer uma hidrelétrica que seja modelo”, afirmou.

Raposa Serra do Sol
Lula comentou ainda sobre a terra indígena Raposa Serra do Sol. “Foi uma coisa extraordinária a demarcação da Raposa Serra do Sol. É importante lembrar que temos trabalhado muito para tentar normalizar, regularizar e dar cidadania aos povos indígenas no Brasil. Desde 2003, homologamos 81 terras. O Brasil tem hoje 663 terras indígenas homologadas, declaradas, delimitadas, em estudo, somando 107.618.000 hectares, ou 12,5% do território nacional. Demos um passo definitivo para reconhecer os índios como cidadãos brasileiros, donos da sua cultura. Cabe ao governo garantir mais”.

Fonte: globo.com

Concorrência portuária aumentará

O levantamento concluído pelo BNDES, que revelou uma intenção de investimento em portos da ordem de R$ 15 bilhões até 2013, sendo R$ 9 bilhões em novos locais, animou e, ao mesmo, tempo trouxe preocupações ao presidente da ABTP, Wilen Manteli. Segundo ele, o Porto de Rio Grande terá que se preparar para maior concorrência.

Manteli cita o exemplo catarinense, onde há ampliações e construções de novos terminais portuários, o que certamente aumentará a área de influência do estado vizinho e incrementará a disputa por cargas com Rio Grande. "Será um atrativo a mais para as cargas da Serra e do Norte gaúchos que, além de tudo, não enfrentarão os pedágios nas rodovias", afirma o dirigente, acrescentando que uma alternativa para o Porto é baratear o acesso, através de hidrovia e portos interiores.

Manteli também defende o aproveitamento da área retroportuária para fortalecer a capacidade de armazenagem, inclusive a frio, o que seria um atrativo a mais.

Argumento extra

Manteli apresenta um outro argumento em favor do avanço operacional de Rio Grande. "Os gaúchos têm que justificar os R$ 795 milhões de investimentos que estão sendo feitos no aprofundamento do canal de navegação, na manutenção do calado do Porto Novo e no prolongamento dos molhes, que garantirão o acesso de navios maiores, condição fundamental a um porto concentrador de cargas.


Por Correio do Povo - RS - Denise Nunes