Uberaba (AE) - A presidente Dilma Rousseff disse ontem que é possível frear a inflação sem estancar o desenvolvimento econômico e sem provocar quedas nos índices de emprego. O caminho ideal, na visão da presidente, é aumentar a oferta de bens e serviços. Isso poderia levar o País a taxas de crescimento constantes, deixando para trás o crescimento de curto alcance, que ela chamou de voo da galinha.
As declarações de Dilma foram feitas em Uberaba (MG), onde participou da cerimônia de assinatura de um protocolo para a implantação de uma fábrica de fertilizantes na cidade e de um gasoduto. Em seu discurso, feito de improviso e com duração de 35 minutos, observou que essas duas obras fazem parte do esforço que tem sido feito no Brasil para que a taxa de crescimento seja constante: “Que não seja aquela taxa do voo da galinha, no qual a gente cresce num ano e no outro, não.” Em seguida, numa alusão à polêmica que se trava hoje dentro e fora do governo sobre a melhor receita para se conter a inflação, observou: “Tem muita gente que acha que você só controla a inflação derrubando o crescimento econômico. Mas se controla a inflação não negociando com ela. Se controla a inflação também fazendo o País crescer, aumentando a oferta de bens e serviços.”
“Coisa preciosa”
Ainda segundo a presidente, o aumento da oferta de produtos gera “uma coisa preciosa, que é o emprego”.
Dilma também fez referência à necessidade de se estimular o mercado interno. O caminho para isso seria a continuidade e o avanço de programas sociais que, iniciados no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, reduziram de forma expressiva o número de famílias pobres no País e incorporaram novos consumidores ao mercado.
“Tirar o restante da pobreza é uma exigência social e ética, mas também econômica”, afirmou. “Um país é medido pelo seu mercado consumidor. Por isso é que fazemos parte dos Brics (sigla criada a partir dos nomes de Brasil, Rússia, India e China, que tiveram crescimento destacado nos últimos anos e ainda apresentam forte potencial econômico). Não somos um Bric por sermos uma economia emergente. O que caracteriza os Brics é o fato de terem milhões de pessoas marginalizadas do crescimento econômica.
Fonte: Tribuna do Norte
sexta-feira, 18 de março de 2011
Dilma quer combater a inflação com crescimento
Dragagem do porto de Imbituba começa no 2º semestre
A dragagem do canal de entrada do Porto de Imbituba, no Sul do Estado, começa no segundo semestre. O anúncio do investimento de R$ 50 milhões foi feito pelo ministro dos Portos, Leônidas Cristiano, em visita ao terminal, ontem.
A obra aumentará o calado (profundidade) do canal de 11 para 15 metros, o que permitirá a movimentação de navios de maior porte. A verba está incluída no PAC 2 do governo federal, que já liberou R$ 5 milhões para o processo de licitação.
O ministro ainda vistoriu as obras de ampliação do cais, investimento de R$ 150 milhões do grupo Santos Brasil, que administra o terminal de contêineres do porto. Depois seguiu de helicóptero para o Porto de São Francisco. De lá foi a Itajaí, onde assina, hoje, a ordem de serviço para a dragagem dos canais e bacia de evolução do complexo portuário local.
Fonte: Diário Catarinense
Assembleia vai discutir questão portuária noBrasil e no Maranhão
Assembleia vai discutir questão portuária noBrasil e no Maranhão
Extraído de: Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão - 23 horas atrás
A Comissão de Assuntos Municipais e Desenvolvimento Regional da Assembleia Legislativa - por iniciativa do deputado estadual Stênio Resende (PMDB) - realiza no dia 28 de abril, segunda-feira, no Plenário da Casa, o Seminário: Portos no Brasil e no Maranhão.
Para o deputado Stênio Resende (PMDB), 85% do valor do comércio exterior brasileiro são movimentados por meio dos portos nacionais. Segundo ele, o volume de carga no Brasil quase dobrou nos últimos 12 anos, passando de 340 milhões de toneladas para 620 milhões de toneladas.
O deputado observa que 38 navios estão enfileirados na Baía de São Marcos a espera de vagas para carregar no Porto do Itaqui. "Cada navio parado provoca um prejuízo diário de US$ 100 mil aos empresários do setor", afirma.
Stênio Resende calcula que, no final das contas, o prejuízo para a toda a frota de navios parados chega a um total de US$ 3 milhões por dia. "Precisamos saber até que ponto tudo isso atinge o Estado do Maranhão", assinala.
Resende sabe que, no Maranhão, o Complexo Portuário de São Luís - Porto do Itaqui, Porto da Alumar e o Terminal Marítimo Ponta da Madeira - compete em movimentação com importantes portos de alto volume operacional no Brasil.
No ano de 2009, a estimativa de movimentação de cargas no Complexo Portuário de São Luís foi de 104 milhões de toneladas. "Este volume foi superior ao do Porto de Santos, que registrou 82 milhões de toneladas no mesmo período", observa o deputado.
Convidados
Foram convidados a participar do seminário a governadora do Maranhão Roseana Sarney (PMDB), o secretário dos Portos, Leônidas Cristino, e o diretor da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), engenheiro Fernando Fialho, e o diretor da Emap, Paulo Forçatti.
Também foram convidados o diretor do Departamento Hidroviário de São Paulo, Frederico Bussiner, o presidente da Associação Brasileira dos Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli e o presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), Luiz Antonio Fayet.
Autor: Cláudio Brito Agência Assembleia
quinta-feira, 17 de março de 2011
Cristino assina amanhã OS para dragagem em Itajaí
O ministro dos Portos, Leônidas Cristino, assina amanhã (18) a Ordem de Serviço para o início das obras da dragagem de aprofundamento do porto de Itajaí. O evento ocorrerá às 9h, no auditório do porto.
Cristino visita hoje (17) e amanhã os portos de Imbituba, São Francisco do Sul, Navegantes e Itajaí, dando continuidade à ação de vistoria de toda a infraestrutura portuária nacional, proposta no início de sua gestão.
Cristino visita hoje (17) e amanhã os portos de Imbituba, São Francisco do Sul, Navegantes e Itajaí, dando continuidade à ação de vistoria de toda a infraestrutura portuária nacional, proposta no início de sua gestão.
Com Informações: PortoseNavios- Da Redação
Porto de Paranaguá volta a liberar chegada de caminhões
A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa) recomeçou nesta quarta-feira a liberar senhas para caminhões que transportam a safra de grãos voltarem a deixar os armazéns dos exportadores em direção ao terminal paranaense. A liberação de senhas estava interrompida desde o dia 9, primeiro em razão da fila que tinha se formado ao longo do acostamento da BR-277 e, depois, devido às chuvas que derrubaram pontes e provocaram deslizamento de terra sobre a pista.
Segundo a Appa, as senhas serão liberadas de forma gradativa, conforme a necessidade do estoque nos armazéns do porto. O maior problema enfrentado pelos caminhoneiros fica entre os quilômetros 26 e 29 da BR-277, em razão de problemas estruturais em uma ponte. Nesse local, os carros precisam se deslocar um a um pela única pista que permite passagem. A subida e a descida são alternadas.
No fim da tarde, havia filas de caminhões entre os quilômetros 50 e 58, antes da Serra do Mar, e entre os quilômetros 61 e 68, antes da praça de pedágio. A liberação era feita gradativamente para comboios de 50 caminhões cada vez. De acordo com o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas (Setcepar), cerca de três mil caminhões circularam em direção a Paranaguá nesta terça-feira, nos dois sentidos. Esse volume é 48% da movimentação normal da safra.
O recomeço do transporte da safra, ainda que de forma lenta, pode ajudar os produtores e cooperativas que já começavam a ficar preocupados com o armazenamento dos grãos. O maior problema era sentido nas regiões oeste, centro-oeste e sudoeste do Paraná, onde a colheita já ultrapassa 70%. De acordo com o coordenador técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), Robson Mafioletti, o Estado tem capacidade para 25,5 milhões de toneladas, dos quais 55% estão em cooperativas.
"Se houvesse um fluxo normal não teríamos problemas este ano", acredita Mafioletti. De uma safra prevista de cerca de 31 milhões de toneladas, aproximadamente 22 milhões entram no primeiro semestre. Mas nos armazéns já há produto de safras anteriores. Por isso a interrupção do transporte para Paranaguá preocupa. "A situação tem que se resolver o quanto antes, senão dá gargalo", disse o coordenador da Ocepar.
Os trens da América Latina Logística (ALL), que também estavam impedidos de descer ao litoral desde sexta-feira passada, em razão de problemas causados pelas chuvas, voltaram a fazer o transporte hoje, segundo a assessoria de comunicação da empresa. Os trens levam cerca de 30% da safra. Além disso, o tempo permaneceu bom no litoral do Paraná, garantindo que os embarques de grãos em navios fossem feitos normalmente.
Nos últimos dias, em razão da chuva, eram embarcadas, em média, 25 mil toneladas, o que representa 25% da capacidade diária. Ontem, com a melhora do tempo, já foi possível embarcar 48,6 mil toneladas. De acordo com a assessoria da Appa, dois navios de soja e um de milho estão sendo carregados hoje. Ao largo, 24 navios aguardavam a vez para atracar no cais e carregar granéis. Todos estão dentro do prazo de contratação.
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