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terça-feira, 31 de maio de 2011

Autoridades de Rio Grande buscam parceria com portos da Argentina e Uruguai

Rio Grande, Montevidéu e Buenos Aires têm em seus territórios três dos portos dos mais importantes da América do Sul. E desde o final do mês passado, as autoridades destes três terminais estudam a criação de uma parceria que permita a integração logística entre eles. A intenção é desenvolver uma complementaridade com os portos dos países vizinhos, ao invés de uma competição por cargas.

A sistemática pretendida é de que os navios que partem do Uruguai e Argentina com carga incompleta, a partir da assinatura do acordo, possam realizar o preenchimento da mercadoria no Porto do Rio Grande, visto que este possui um canal de acesso mais profundo que a entrada do Rio da Prata. Da mesma forma que os navios com destino aos outros países, podem desembarcar, anteriormente, parte da carga no porto-riograndino.

De acordo com o superintendente do Porto do Rio Grande, Dirceu Lopes, a complementaridade poderá resultar em um crescimento de até 35% no volume de cargas movimentadas. Além disso, a interação também permite a consolidação do porto gaúcho como rota de mercadorias que não costumam passar pelo Brasil antes de chegar na Argentina e Uruguai.

“É preciso incluir nessa proposta todos os envolvidos no setor, como importadores e exportadores, armadores e operadores portuários. Já o transporte das cargas entre os portos, poderia ser designada às autoridades portuárias através de sistemas informatizados”, explicou Lopes.

As questões envolvendo a complementaridade dos portos devem ser debatidas em um encontro entre as administrações portuárias, que está sendo planejado para agosto, em Montevidéu. Os presidentes do Porto do Rio Grande e da Administración Nacional de Puertos (ANP) do Uruguai, Alberto Díaz Acosta, já conversaram sobre o assunto em São Paulo e se mostraram favoráveis ao acordo.

Vale lembrar que, após a conclusão da dragagem de aprofundamento, o Porto do Rio Grande prevê para 2013 ou 2014 movimentar até 50 milhões de toneladas por ano. Em 2011, o total deve ser de 35 milhões de toneladas.

Texto publicado em 31 de Maio de 2011 da Reportagem Portogente

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Após acidente, Sindicato afirma que já havia alertado para riscos no Porto de Itajaí

Há seis meses, um contêiner se desprendeu e caiu sobre um trabalhador


O presidente do Sindicato dos Arrumadores do Porto de Itajaí, Ricardo Alexandre de Freitas, afirma que já havia alertado sobre o risco que os trabalhadores estavam correndo. Neste domingo, Marcos José Belleti, 48 anos morreu ao ser atingido por um contêiner, durante o descarregamento de um navio. No momento do acidente, ele fazia a conferência de lacres e sua presença não teria sido percebida pelo operador do guindaste que movimentava a carga.

Segundo Ricardo, a iluminação do porto é insuficiente para garantir a segurança:


— Chegamos a fazer uma operação padrão há um mês para exigir melhorias. Os trabalhadores têm coletes refletivos. Se houvesse luz suficiente, o operador do guindaste teria visto o conferente e o acidente poderia ter sido evitado.


Ele diz, ainda, que outro acidente de trabalho durante a operação de descarregamento de navios já tinha sido registrado há seis meses. Freitas afirma que uma peça que une os contêineres se desprendeu e caiu sobre um trabalhador.


— Ele teve lesões sérias e ficou vários dias no UTI. Já pedimos que os trabalhadores não sejam mais obrigados a ficar embaixo dos portêineres (guindastes).


A Intersindical Portuária também já havia se manifestado pedindo providências em relação à iluminação do Porto de Itajaí. O presidente da entidade, Laerte Miranda Filho, disse que, em março, foi entregue uma denúncia ao Ministério Público do Trabalho.


— A falta de luminosidade gera muitos problemas, principalmente para quem trabalha de madrugada. Já sabíamos que poderia acontecer um acidente — afirma Filho.


A morte de Belleti será investigada pela Polícia Civil de Itajaí. Imagens das câmeras de segurança do porto deverão ser solicitadas para esclarecer o que aconteceu.Superintendência analisará causas de acidente.


A Superintendência do Porto de Itajaí vai fazer uma reunião para analisar as circunstâncias do acidente que vitimou o conferente marcos José Belleti. O objetivo é identificar possíveis falhas na operação.Quanto à luminosidade na área dos berços de atracação, o superintendente Antônio Ayres dos Santos disse que não tem nenhum levantamento recente.


Segundo ele, havia questionamentos quanto à falta de luz por causa da altura dos empilhamentos de contêineres, que causava sombras. Mas a situação já teria sido resolvida.A APM Terminals informou, por meio de assessoria de imprensa, que a empresa obedece normas internacionais de segurança e que as causas do acidente serão investigadas.


Fonte: Diário Catarinense
Fonte: Diário Catarinense/Dagmara Spautz

Santa Catarina inaugura novo terminal portuário

Santa Catarina começa a operar nesta semana seu sexto porto, forçando a concorrência com Paranaguá e Antonina, no Paraná, e consolidando seu perfil portuário. O porto de Itapoá, no litoral Norte do estado, é tocado pela iniciativa privada e tem foco na exportação de cargas em contêineres. Por causa de sua localização, deve atrair parte das empresas paranaenses que hoje exportam e importam via Paranaguá, que fica especialmente congestionado na época da safra de grãos.


Itapoá terá capacidade inicial para movimentar cerca de 300 mil contêineres por ano - pouco mais da metade do que passa pelo porto de Itajaí, o maior do estado. “Paranaguá evoluiu muito, mas o problema lá é o excesso de mercadorias”, afirma o presidente do Sindicato da Indústria de Produtos Avícolas do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins.


Segundo ele, o Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP, também da iniciativa privada) - uma das unidades do porto de Paranaguá - tem boa estrutura, mas sofre com o excesso de demanda. O TCP já se prepara para a concorrência e vai investir R$ 180 milhões para ampliar em 70% a capacidade de movimentação de contêineres. As obras dependem de licença ambiental, mas o plano é concluí-las até o fim de 2012.


Itapoá também coloca em dúvida o modelo de investimento público no setor portuário. “A iniciativa privada é mais competitiva. É melhor negociar com eles”, afirma Martins. Para Silvio dos Santos, consultor do Laboratório de Transportes da Universidade Federal de Santa Catarina, a diferença é que a iniciativa privada “tem urgência”.Provocado pela expansão do estado vizinho, o governo do Paraná pretende estimular o investimento privado no setor portuário, e está discutindo uma nova lei de parcerias público-privadas.


“O empresariado hoje tem recursos e quer investir”, afirma o secretário de infraestrutura do Paraná, José Richa Filho. Para ele, conseguir recursos do Tesouro estadual é difícil devido à concorrência com outras áreas.

Fonte: Jornal do Comércio - RS

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Vitória busca estreitar relações com porto francês



De A Tribuna On-line

De 13 a 18 de junho, dois representantes do Porto de Vitória, Marco Aurélio Marçal e Marcus Breciani, visitarão Dunkerque, cidade portuária localizada no norte da França. O objetivo da viagem é aumentar as relações comercias com a Europa, e discutir a criação de uma linha comercial direta entre os dois portos.

Essa possível parceria entre as duas cidades portuárias pode alavancar o projeto Exporta + Marítimo, que visa simplificar as exportações de produtos de pequenas empresas com valor de até 50 mil dólares e sem limitação de peso, e que aguarda aprovação do Governo Federal. A ideia do projeto é “exportar sem burocracia”.


“Produtos já estão sendo analisados para saber se são aceitos no mercado francês, pois acreditamos na aprovação do Exporta + Marítimo pela sua importância comercial para o país”, frisa Marco Aurélio Marçal, coordenador de Marketing da Companhia Docas do Espírito Santo (Codesa). “Pretendemos sedimentar e estreitar ainda mais a relação com Dunkerque, criando assim espaço para os produtos capixabas”, completa.


Marçal é engenheiro e pós-graduado em Comércio Internacional e Logística. Breciani é engenheiro.

Ministro dos Portos conhece estrutura portuária de Barcelona e Roma



Composta por 55 pessoas, Cristino lidera a maior Missão Oficial do setor portuário nacional
O ministro dos Portos, Leônidas Cristino, iniciou esta semana sua primeira missão internacional com representantes do setor portuário brasileiro e europeu. Organizadas pelo Ministério das Relações Exteriores, as visitas têm por objetivo promover oportunidades de investimentos no setor brasileiro e conhecer as demais estruturas logísticas dos países da Europa.

No último dia 23, Cristino conheceu o Porto de Barcelona (Espanha), primeiro porto de cruzeiros da Europa e o quarto do mundo. Com sete terminais marítimos, dedicados exclusivamente aos cruzeiros, o terminal consegue atender à demanda de seis mil passageiros por dia. Além do turismo, os outros 31 terminais especializados em diversos tipos de mercadorias viabilizam, hoje, 116 linhas marítimas, operadas por 118 armadores.


De acordo com o ministro, este modelo atende bem à demanda do Brasil, que opera cargas e recebe turistas em Portos como Santos (São Paulo), Rio de Janeiro, Fortaleza (Ceará) e Salvador (Bahia). Ele ressaltou durante o encontro que o investimento de quase R$ 1 bilhão para atender o evento da Copa de 2014, em sete portos, juntamente com os investimentos já realizados em dragagem, ampliação de cais e novos berços, classificarão os portos brasileiros como portos de múltiplo uso.


Nesta quinta-feira (26), em Roma (Itália), Cristino fez uma explanação para uma plateia com aproximadamente 200 pessoas, entre empresários italianos e brasileiros e embaixadores. Apresentou todos os projetos da Secretaria de Portos (SEP) e listou áreas de possíveis investimentos privados.


Na parte da tarde, no Ministério das Infraestruturas e dos Transportes da República Italiana, Leônidas Cristino assinou o Memorando de Entendimentos entre a SEP e o Governo Italiano, sobre a cooperação bilateral no setor de portos marítimos, a fim de ampliar e aprofundar estudos nos setores de portos marítimos e logística.


Planejamento, dragagem, informatização do sistema, desenvolvimento de plataforma de comércio eletrônico nos portos, capacitação de recursos humanos, controle e segurança da navegação, são temas que serão abordados pelo grupo de trabalho que será criado para a discussão destas questões por meio de encontros, seminários ou conferências.
No ato da assinatura, o ministro Leônidas Cristino convidou a delegação italiana para uma visita aos portos brasileiros.


Parecida com nossa estrutura, a Itália também possui 8.500 mil quilômetros de costa e movimentou, no último ano, cerca de 780 milhões e toneladas. Preocupada em mudar sua matriz de transporte, sendo feita em sua maioria por rodovias, o país acredita que este é o momento de uma grande parceria com o governo brasileiro, que tem melhorado muito em movimentação e investimentos tanto do Governo Federal, quanto do setor privado no setor portuário.


As informações são da Assessoria de Imprensa da SEP

Foto: Divulação