




Portuários, filiados a Federação Nacional dos Portuários (FNP), prometem paralisar as atividades, caso não recebam esclarecimentos do governo federal sobre as concessões a iniciativa privada dos portos públicos.
Em reunião nesta terça-feira (21), com presidentes de sindicatos filiados, a Federação aprovou um calendário de mobilizações para pressionar o governo.
As atividades iniciarão com assembleias regionais, plenária das três federações representante dos trabalhadores – Federação Nacional dos Portuários (FNP), Federação Nacional dos conferentes e consertadores de carga e descarga, vigias portuários, trabalhadores de bloco, arrumadores e armadores de navios, nas atividades portuárias (Fenccovib) e Federação Nacional dos Estivadores (FNE) –, ato público em Brasília com trabalhadores de todos os estados e paralisação nacional por 24 horas, se os trabalhadores não forem ouvidos.
Os portuários criticam a falta de transparência na condução do plano de logística para os portos. Enquanto, os empresários foram ouvidos pelo governo na elaboração do pacote, desde o início deste ano, as três federações representantes dos trabalhadores vêm tentando audiências no governo a fim de obter informações sobre os possíveis impactos das medidas dos pacotes de concessão para os trabalhadores, no entanto, não obtiveram resposta.
Portus
A categoria também planeja uma mobilização nacional em Defesa do Portus, previdência completar dos portuários. O Portus encontra-se sob intervenção desde agosto de 2011, no início deste mês, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) renovou por mais 105 dias a intervenção.
O fundo tem dificuldades para pagar os benefícios dos participantes devido à inadimplência das empresas patrocinadoras [companhias Docas]. No total, o fundo é credor de dívida de aproximadamente R$ 4 bilhões, sendo R$ 1,2 bilhão devido pela União, referente à retirada de patrocínio da extinta Portobrás.
Fonte: Comunicação da FNP

Portuários do Rio de Janeiro do Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Portuários dos Portos do Estado Do Rio de Janeiro (S.T.S.P.P.E.R.J), filiado a Federação Nacional dos Portuários (FNP), estão em estado de greve. A categoria reivindica o reenquadramento no plano de cargos e salários de trabalhadores que foram prejudicados quando em 2009 a Companhia Docas do Rio de Janeiro (CDRJ) refez o plano de cargos e salários, ignorando o já existente e igualando empregados novos e antigos.
Nesta segunda-feira (21), a categoria participou de uma mobilização junto a União Nacional das Associações dos Participantes dos Portos em repudio à CDRJ por não cumprir o ACT 2011/2012, como o plano de cargos e salários e pela terceirização da guarda portuária. Os portuários também reivindicam o pagamento da dívida do Portus, previdência complementar dos portuários.
Ao julgar dissídio de greve, em que a CDRJ pedia a suspensão da paralisação dos portuários, a justiça propôs à empresa a criação do plano de cargos e salários, conforme cláusula 35ª do acordo coletivo de 2011/2012, que estabeleceu uma comissão para discutir o novo enquadramento. O prazo para o cumprimento da proposta é até 30 de agosto, quando haverá uma nova audiência para tratar sobre o assunto.
Fonte: Comunicação da FNP
Fonte: AssCom Sindogeesp
A Federação Nacional dos Portuários (FNP) realiza reunião com representantes da categoria de vários estados, em Brasília, nos dias 21 e 22 de agosto (terça e quarta-feira). O encontro é para debater sobre como os portuários vão se mobilizar diante das medidas do governo federal para os portos públicos.
Divulga-se para o final deste mês o lançamento do pacote para os portos que pode resultar em concessão de portos públicos a iniciativa privada.
A Federação, enquanto entidade representante dos trabalhadores portuários, tentou diversas vezes audiências com o governo, a fim de obter esclarecimentos sobre os reflexos de tal política para a gestão dos portos e trabalhadores portuários, no entanto, a categoria não foi ouvida pelo governo.
Além das políticas governamentais para o setor portuário, será pauta do encontro a data-base 2012/2013 e 2011/2012, esta última se encerrou no último dia 1º de junho, sem que as negociações fossem concluídas, provocando perdas salariais para os trabalhadores.
O Portus, previdência complementar dos portuários, também fará parte do debate. O Portus tem dificuldades para pagar os benefícios dos participantes devido à inadimplência das empresas patrocinadoras [companhias Docas]. No total, o fundo é credor de dívida de aproximadamente R$ 4 bilhões, sendo R$ 1,2 bilhão devido pela União, referente à retirada de patrocínio da extinta Portobrás.
No último dia 13, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) prorrogou por mais 105 dias a intervenção no Portus, a contar a partir do próximo dia 18, as prorrogações anteriores foram de 180 dias.
A reunião será na sede da Federação Nacional dos Portuários (FNP) a partir de 9h30min no endereço SDS-Venâncio IV salas 210/212.
Assessoria de Comunicação da FNP