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terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Reunião sobre regularização ambiental dos portos acontece nesta terça

Será realizada nesta terça-feira, a primeira reunião do grupo de trabalho responsável pela regularização ambiental dos portos de Paranguá e Antonina. O grupo foi instituído na última semana em encontro entre o superintendente dos complexos, Airton Vidal Maron, o secretário do Meio Ambiente, Jonel Nazareno Iurk, o presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Luiz Tarcísio Mossato Pinto e o diretor de Gestão de Bacias Hidrográficas do Instituto das Águas do Paraná, Everton Costa Souza.

A comissão é formada por membros dos órgãos envolvidos em sua formação, além de representante da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMA).

Segundo o diretor técnico da Appa, Paulinho Dalmaz, a ação principal do grupo será auxiliar o complexo na regularização ambiental junto ao Ibama.

A primeira ação a ser executada pelo grupo é adequar o Plano de Emergência Individual (PEI), necessário para atender a resolução 398/08 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que trata de incidentes de poluição e vazamentos em águas sob jurisdição nacional. A Appa entregou o PEI ao Instituto Ambiental ainda em 2010, obedecendo o cronograma de prazos e exigências estipuladas no Termo de Compromisso firmado entre os dois órgãos no final de julho do ano passado.

Também foram entregues o Relatório de Controle Ambiental (RCA) e o Plano de Controle Ambiental (PCA). O Ibama se pronunciou sobre os documentos entregues pela Appa e solicitou algumas readequações que precisam ser feitas até o final de fevereiro. Os documentos são necessários para que a Appa obtenha a licença de operação junto ao Ibama.

Fonte:Jornal A Tribuna

Governo do RS vai dinamizar hidrovia Estrela-Porto Alegre, garante Beto Albuquerque

O secretário de Infraestrutura e Logística do Estado do Rio Grande do Sul, Beto Albuquerque, expõe ao PortoGente as medidas emergenciais que o governo gaúcho irá adotar para superar gargalos logísticos, como a duplicação de rodovias, a dinamização de hidrovias e garantir que o Porto do Rio Grande seja o “hub port” do Mercosul.
PortoGente - Quais os principais gargalos de infraestrutura que a Secretaria já identificou no estado?
Beto Albuquerque - Existem muitos gargalos de infraestrutura no Rio Grande do Sul a serem enfrentados. O principal deles é o rodoviário. Hoje o estado tem 12 mil quilômetros de rodovias, mas apenas 396 quilômetros das vias estão duplicadas e cerca de 75% do escoamento da carga passa pelo modal rodoviário. Precisamos duplicar rodovias como a ERS-118, na Região Metropolitana; a ERS-324 (Passo Fundo/Marau/Casca); a ERS-342 (Cruz Alta/Ijuí) e a ERS/453 (Bento Gonçalves/Farroupilha), entre outras. Também há 105 municípios ainda sem acesso asfáltico, o que é inaceitável. No plano nacional, vamos cuidar para que sejam executadas as duplicações da BR-116 (Porto Alegre/Pelotas), da BR-290 (Guaíba/Pântano Grande) e BR-386 (Tabaí/Estrela).
PortoGente - Quais medidas emergenciais serão tomadas?O governador Tarso Genro já enviou algumas cartas-consulta para garantirmos financiabilidade, seja no BID, Bird ou BNDES. Esses recursos são necessários para a montagem de um projeto estruturante para o estado, em que as rodovias farão parte, para que possamos responder às nossas necessidades. Essas são as providências iniciais que estamos tomando.

Porto de Porto Alegre é um potencial inexplorado
PortoGente - Como será tratada a questão portuária gaúcha?
A política adotada pelo governo será de revitalização dos portos e hidrovias e promoção da intermodalidade no setor dos transportes. Vamos dinamizar e investir na hidrovia Estrela/Porto Alegre/Pelotas/Rio Grande, aumentar a profundidade para 20 pés e executar a sinalização para navegação noturna. Outra meta é ampliar o plano de negócios para os portos de Porto Alegre, Pelotas e Rio Grande.
PortoGente - Como o senhor irá conduzir a política portuária gaúcha e a relação com a SEP?
Vamos ser parceiros do Governo Federal em todos os níveis. A SEP (Secretaria de Portos), que no governo Lula era conduzida pelo Pedro Brito, do PSB, e hoje pelo Leônidas Cristino, deverá ter um papel importante para consolidarmos o Porto do Rio Grande como o porto do Mercosul.
Fonte:Portogente

Portos baianos já apresentam resultados positivos depois da dragagem

O presidente da Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), José Muniz Rebouças, fez questão de apresentar pessoalmente ao ministro dos Portos, Leônidas Cristino, o balanço dos portos baianos dos últimos anos, que ele credita aos investimentos realizados pela Secretaria de Portos (SEP).
As obras de dragagem que aprofundaram o canal de navegação para 15 metros nos portos de Aratu e Salvador terminaram em dezembro de 2010. A nova profundidade já apresentou grandes resultados como a movimentação de cargas no próprio mês de dezembro. A expansão do terminal de contêineres e a repotencialização dos equipamentos em Aratu foram alguns dos outros investimentos feitos, no ano passado, para ampliar a infraestrutura dos portos públicos baianos. Um misto de investimento público e privado.
O presidente da Codeba, José Muniz Rebouças, faz
apresentação para integrantes da Secretaria de Portos

Com recursos da segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), a SEP ampliará o Quebra Mar, que irá viabilizar a implantação de um novo Terminal para Contêineres, junto ao cais de Água de Meninos (o terminal será investimento privado), além da adaptação do Armazém para Terminal Marítimo de Passageiros, com recursos da ordem de R$ 36 milhões do PAC Copa.

Em conversa com o governador baiano, Jaques Wagner, na última semana, o ministro Leônidas ressaltou a expectativa para o lançamento do Edital de Licitação para a elaboração do Projeto Executivo para a construção do Porto Sul em Ilhéus, ao sudeste do estado.

Fonte:Portogente

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Advogada não consegue comprovar contrato verbal em ação de honorários de R$ 400 mil
Uma única testemunha confirmou a participação na reunião em que o contrato teria sido pactuado verbalmente. Isso não foi suficiente para que a advogada comprovasse o ajuste de contrato de prestação de serviços, diante da fragilidade da prova documental. Esse foi o teor da decisao da Justiça do Trabalho do Distrito Federal que a advogada tentou, mas não conseguiu reformar na Oitava Turma do Tribunal Superior do Trabalho.
A advogada pleiteou honorários advocatícios, alegando que firmou contrato verbal com o réu para prestação de serviços de advocacia perante o Ministério dos Transportes com vistas a obter decisão favorável a realizar imediata licitação do Berço 905 do Terminal Portuário de Vitória. Segundo ela, os honorários foram contratados da seguinte forma: a) R$100 mil a titulo de pró-labore, a serem pagos de imediato; b) R$300 mil reais caso fosse obtida decisão favorável do Ministério dos Transportes; e c) um percentual sobre a eventual vantagem econômica obtida para fins de acompanhamento do procedimento licitatório e da eventual execução contratual.
Na contestação, porém, o réu negou a contratação e a prestação dos serviços alegados pela autora, asseverando que não existe prova documental desse pacto. Em primeira instância, os pedidos foram julgados improcedentes, porque a autora não apresentou contrato escrito, conforme exigência dos artigos 54, inciso V, da Lei 8.906/94 (Estatuto da OAB) e 35 do Código de Ética e Disciplina da OAB. A advogada, então, recorreu ao Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (DF/TO), que negou provimento ao recurso ordinário.
Segundo o TRT/DF, apesar de ser perfeitamente possível a pactuação verbal dos honorários advocatícios, a comprovação de sua ocorrência deve ser "de forma cristalina". Registrou, ainda, que, considerando que o réu negou a contratação e a prestação dos serviços, o ônus probatório da existência do contrato verbal de honorários advocatícios incumbia à autora, conforme estabelecem os artigos 818 da CLT e 333, I, do CPC. A advogada, porém, segundo o Regional, não se desincumbiu a contento da tarefa.
Ao examinar a documentação, o TRT verificou que a formulação do pedido ao ministro dos Transportes para a abertura da licitação do Berço 905, no porto de Vitória/ES, foi feita no nome da própria advogada, não fazendo menção ao nome do réu ou de suas empresas; o parecer da assessoria jurídica do Ministério dos Transportes e o despacho do ministro dos Transportes não fazem referência e não vinculam diretamente o réu ou suas empresas - além disso, outras empresas também já haviam solicitado a abertura da licitação, conforme dito pela primeira testemunha indicada pela autora, consultora jurídica do Ministério dos Transportes, não sendo possível vincular a decisão tomada pelo ministro dos Transportes à petição da advogada.
Em relação a uma nota fiscal, unilateralmente emitida pelo escritório de advocacia da autora, o Regional considerou que o documento não serve ao fim pretendido. Quanto a cópia de email e de contas telefônicas também não demonstram o pacto afirmado pela autora. No que se refere a depoimentos de testemunhas, somente um afirmou ter participado da reunião para estabelecer a prestação de serviços.
O Tribunal Regional julgou que não havia como deferir a pretensão da advogada em razão da fragilidade da prova documental produzida por ela e "da impossibilidade de se admitir, no âmbito civil, prova exclusivamente testemunhal para a prova dos contratos que excedam o décuplo do maior salário mínimo vigente no país", conforme o que dispõe o artigo 401 do CPC. Assim, entendeu ser irrepreensível a sentença que julgou improcedente a ação de cobrança.
Recurso de revista
A advogada recorreu ao TST alegando a inaplicabilidade do artigo 401 do CPC no âmbito da Justiça do Trabalho - seja nas reclamações referentes às relações de emprego, seja nas de trabalho - e que esse artigo do CPC somente se aplica quando inexiste prova testemunhal. Argumentou, também, que a desconsideração da prova testemunhal existente, ainda que frágil, revela má aplicação da lei. Nesse sentido, indicou, na decisão regional, violação dos artigos 5º, LIV, da Constituição Federal, 769 da CLT e 401 do CPC, e apontou divergência jurisprudencial.
Para a ministra Dora Maria da Costa, relatora do recurso de revista na Oitava Turma, a decisão do Tribunal do Trabalho do DF se encontra devidamente fundamentada. O Regional, conforme verificou a relatora, examinou a controvérsia sob a ótica de um contrato de natureza civil e concluiu pela aplicabilidade do artigo 401 do CPC. Nesse contexto, afirmou a ministra, "não se vislumbra violação do artigo 769 da CLT". Quanto ao artigo 5º, LIV, da Constituição Federal, continuou a relatora em seu voto, "não restou violado, porque trata do devido processo legal, plenamente assegurado na presente hipótese".
Em relação à divergência jurisprudencial, a ministra Dora considerou os dois julgados inservíveis para o caso em questão. Especificamente quanto ao artigo 401 do CPC, a relatora não observou sua violação literal. A Oitava Turma, então, por maioria, vencido o ministro Márcio Eurico Vitral Amaro, não conheceu do recurso de revista. (RR - 22100-96.2006.5.10.0013)
Fonte:Tribunal Superior do Trabalho

Codesp divulga período de inscrição para concurso público

As inscrições para o novo concurso público da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) poderão ser feitas a partirdo próximo dia 31. O prazo terminará no dia 1º de março.

A data prevista para aplicação das provas é 17 de abril e a classificação final dos candidatos deve sair no dia 20 de maio.

No total, serão abertas 138 vagas em 26 cargos, para os níveis Fundamental, Médio e Superior. Essas informações constam do edital do concurso, que estará disponível a partir desta sexta-feira no site da Fundação Vunesp (www.vunesp.com.br) e da autoridade portuária (www.portodesantos.com.br).
Desta vez, a Fundação Vunesp foi a empresa contratada paraorganizar e aplicar as provas.

Os candidatos que concluíram o Ensino Fundamental podem disputar as vagas de operador portuário. Para quem concluiu o Ensino Médio, as oportunidades são para exercer a função de Guarda Portuário.

Cursos técnicos são exigidos para vagas de Técnico em Serviços Portuários, Técnico em Manutenção Portuária e Técnico em Enfermagem do Trabalho. As vagas que exigem Ensino Superior são de Especialista Portuário 1 e 2.

Os salários são de R$ 601,03 (nível fundamental),R$782,32 (nível médio), R$ 953,33 e R$ 1.052,38 (nível médio - técnico), R$ 2.647,67 e R$ 3.128,89 (nível superior).
Os rendimentos são acrescidos de vale-refeição no valor de R$610,50 (com parcela de contribuição do empregado de 1% do salário base), assistência médica (com participação do empregado) e seguro de vida.

Este será o segundo concurso público que a Docas fará em menos de dois anos. Antes mesmo da realização das provas do primeiro concurso, em maio do ano passado, o presidente da Autoridade Portuária, José Roberto Correia Serra, anunciou com exclusividade para A Tribuna a intenção de promover outro processo seletivo. A idéia era lançar o edital ainda em 2010, mas a legislação eleitoral impediu o plano.

O primeiro concurso, organizado pela Fundação Getúlio Vargas, teve mais de 16,5 mil inscritos. Foram abertas 150 vagas, mas apenas 101 candidatos foram aprovados. O cargo mais disputado, Técnico em Serviços Portuários, teve 204 candidatos inscritos por vaga, seguido por Técnico em Comunicação Social(Publicidade e Propaganda), que teve 171 candidatos na disputa por uma vaga.Os aprovados começaram a ser convocados em agosto.

Alguns cargos não foram preenchidos no último concurso. As vagas para Médico doTrabalho, Analista de Comércio Exterior e Operador de VTMIS (Vessel Traffic Management and Information System, sistema de informação e monitoramento de tráfego marítimo) não tiveram aprovados.

Todos os cargos estão disponíveis neste processo seletivo. As taxas de inscrição variam entre R$ 30,00 (nível fundamental), R$40,00 (nível médio-técnico) e R$ 70,00 (nível superior).
Fonte:A Tribuna