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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

28 de janeiro-Dia do Portuário e Dia da Abertura dos Portos às Nações Amigas

Dia do Portuário e Dia da Abertura dos Portos às Nações Amigas

No século XIX, Napoleão Bonaparte, imperador da França, exercia seu domínio militar sobre toda a Europa. A única potência que ainda fazia frente ao seu poderio era a Inglaterra. Donos de uma poderosa frota naval, os ingleses o derrotaram na Batalha de Trafalgar, em 1805.

Para enfrentar a Inglaterra, Napoleão decretou o Bloqueio Continental, que consistia em mantê-la isolada em sua ilha, sem contato comercial com outras nações. Nenhum país poderia comercializar com a Inglaterra, sob a ameaça de represália militar francesa. Como Portugal sempre foi um dos principais parceiros comerciais da Inglaterra, não desejava respeitar o bloqueio. Assim, aconselhada pelos ingleses, a família real portuguesa mudou-se com toda a corte para o Brasil. Em 1807, logo após a partida da família real, Napoleão invadiu Portugal.

Portugal não tinha como se defender dos franceses; precisava da proteção dos ingleses. Por isso, a Inglaterra solicitou a abertura dos portos brasileiros como condição para apoiar a fuga da família, real. Portugal teve, então, de assinar um tratado que taxava em 15% as mercadorias dos navios ingleses. O imposto aplicado aos ingleses era menor que aquele aplicado às outras nações, incluído Portugal. Assim, o comércio brasileiro ficou entregue aos ingleses durante muito tempo.

Em 1808, por meio de decreto real, os portos brasileiros foram abertos a todas as nações amigas que quisessem comercializar com a Colônia, fato que foi considerado o primeiro grande passo para a independência política e econômica do Brasil, apesar do domínio inglês.

Os portuários são os profissionais que trabalham nos portos carregando mercadorias, dirigindo guindastes e empilhadeiras, movimentando contêiners dentro e fora dos navios. Entre outras atribuições, estão a fiscalização da entrada e da saída de mercadorias e passageiros dos portos. Também cuidam da manutenção dos equipamentos, da iluminação e do bom funcionamento dos modernos meios de operação portuária, bem como do controle alfandegário. Esse trabalho é muito importante, pois é por meio do porto que se faz o exercício do comércio interno e externo, que redunda em divisas para o país e melhoria das condições de vida do povo.

Fonte: www.paulinas.org.br

Para Beto Richa, federalização do Porto seria ‘retaliação política’

O governador Beto Richa (PSDB) afirmou ontem ter recebido como ”especulação” a informação de que o ministro dos Portos, Leônidas Cristino, estaria considerando uma intervenção federal no Porto de Paranaguá. O governador disse ter recorrido a vários amigos no governo federal e que, segundo eles, ”em Brasília não tem discussão alguma em relação à possível federalização do Porto”. No entanto, a Secretaria de Portos, do governo federal informou, no início desta semana, que a questão será levada pelo ministro à presidente Dilma Rousseff (PT) em reunião específica ainda sem data definida.

”(A federalização) nem faz sentido. Porque se não fizeram nenhuma intervenção ao longo dos últimos anos do governo anterior, onde no meio político era voz corrente da gestão – dizendo o mínimo – temerária do Porto, agora, com as medidas de austeridade e de moralização que vão garantir competência para a gestão do Porto, não há o menor sentido fazer isso. Se houvesse seria obviamente uma retaliação política puramente”, afirmou Beto.

A discussão sobre uma possível intervenção do governo federal retornou à pauta após a deflagração da Operação Dallas, na semana passada, pela Polícia Federal (PF) de Paranaguá. Dez pessoas foram presas por suspeita de terem cometido diversos crimes – como o desvio de grãos de um terminal ou fraudes em licitações -, entre elas o ex-superintentende da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), Daniel Lúcio Oliveira de Souza.
O Porto de Paranaguá é um dos 16 portos públicos brasileiros que estão delegados, concedidos ou têm a operação autorizada a um governo estadual ou municipal.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Portuários (Sintraport), Wilson da Silva, também não acredita na intervenção, uma vez que os problemas apontados pela PF teriam ocorrido apenas com a administração anterior do Porto de Paranaguá. Na opinião de Silva, a gestão atual é feita por pessoas que já atuavam no terminal e tem características mais técnicas.

O superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (APPA), Airton Vidal Maron, irá se reunir hoje com o ministro Cristino em Brasília. No entanto, segundo a assessoria de imprensa da autarquia, o assunto do encontro, que incluirá outros administradores de portos, será o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
vIA:fOLHA DE LONDRINA

Sindicalista acredita que mercado de trabalho crescerá no Porto de Imbituba

O presidente do Sindicato dos Estivadores de Imbituba e Laguna, Renato Gabriel Lopes, conversou com a nossa reportagem sobre as dificuldades de qualificação dos trabalhadores portuários, mas ele acredita que o mercado de trabalho vai crescer no Porto de Imbituba.

* Quem deve qualificar o trabalhador portuário?
* “Novo” Porto de Imbituba quer se apresentar ao mercado

PortoGente – Como está o Porto de Imbituba em relação a mão de obra e empregos?
Renato Gabriel Lopes – Depois que o Ogmo (Órgão Gestor de Mão de Obra) assumiu, muitos trabalhadores procuraram a qualificação profissional, mas alguns deixaram o tempo passar e hoje estão reivindicando. Alguns ficaram esperando acontecer o amanhã e esperando que um dia o Porto fosse crescer. Apostaram que o mercado de trabalho iria continuar pequeno e agora que está crescendo o trabalhador viu a importância de se qualificar e acompanhar a modernidade dos portos. Sempre existe algum entrave entre trabalhadores, operadores, Ogmo, mas sempre vamos resolvendo no dia a dia.

PortoGente - A modernização do Porto causou um choque nos trabalhadores?
Nós tínhamos um porto falido, sem aparelhamento nenhum, quem fazia tudo era a mão de obra. Tenho 31 anos de profissão e aquela situação que vivi já passou, hoje é tudo moderno. Foi demorado o investimento na mão de obra, porque primeiro se fez a lista de modernidade, foi onde deu o choque entre o trabalhador e o sistema portuário.

PortoGente - Quantos trabalhadores estão no Porto hoje?
Tínhamos 170, hoje temos 130, porque parte está em benefício do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).

PortoGente - Quais são as demandas que o sindicato tem em relação à Autoridade Portuária?
O Sindicato trabalha com convenções vencidas desde 2009. As relações do Porto deveriam estar em dia com os trabalhadores.

PortoGente - O que mais dificulta para que fechem um acordo?
Quando o governo tirou a responsabilidade de dar o reajuste para o trabalhador, ficou a falta de vontade de alguns empresários do setor. Hoje se não resolve na negociação, vai para a Justiça, que demora demais em decidir. Se a gente conseguisse colocar as convenções e contratos em dia, todos os lados ganhariam.

PortoGente - Em relação às melhorias no cais, isso traz benefícios aos portuários?
Acredito que o mercado de trabalho vai crescer para quem está e para quem vai entrar no sistema e beneficiará toda a região. Nosso objetivo é angariar o mercado de trabalho para o nosso lado.
Fonte:portogente

Porto de Salvador: projeto promete terminal moderno, mas teremos que esperar até 2013

No papel, a ideia está pronta. Mas a obra ainda não tem data para ser iniciada

A capital baiana entrou de vez no roteiro de transatlânticos, mas a infraestrutura do terminal de passageiros do Porto de Salvador não atende ao fluxo que nesta temporada vai bater todos os recordes - são esperados 350 mil pessoas. De olho na Copa de 2014, a Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) prevê uma ampla reforma que mudaria o cenário do Comércio e traria um fim definitivo à desordem e ao assédio que os turistas têm que enfrentar ao desembarcar na cidade.

O projeto, que, segundo o presidente da Codeba, José Muniz, será inaugurada no dia 13 de maio de 2013, quando o Porto completa 100 anos de fundação, terá investimento de R$36 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Copa para a construção de uma nova estação de passageiros. Além disso, está prevista a criação de um centro gastronômico que seria financiada com R$ 30 milhões da iniciativa privada.

No papel, a ideia está pronta. Mas a obra ainda não tem data para ser iniciada. “Trabalho de trás para frente. Meu prazo é 13 de maio de 2013. Só garanto que nesse dia a fita será cortada”, disse Muniz, ontem, durante a assinatura do Protocolo de Intenções em parceria com a Secretaria Extraordinária para Assuntos da Copa do Mundo (Secopa).

Enquanto o atual terminal de passageiros tem apenas 300 metros quadrados, a nova estação marítima contará com 4,2 mil metros quadrados.

Além da nova estação, o Armazém I será transformado em terminal turístico, com lojas de artesanato, restaurantes e áreas de lazer. A área, com 2,4 mil metros quadrados, terá pavimentos térreo e superior, com fachadas abertas em grandes vidraças e o visual da Baía de Todos os Santos como pano de fundo.

O terminal turístico será construído e administrado pela iniciativa privada. A empresa que vencer a licitação - ainda sem data definida - vai pagar mensalidade à Codeba.

Os pontos contemplados pelo projeto básico da Codeba foram motivos de queixas do presidente do Sindicato das Empresas de Turismo da Bahia (Sindetur), Luiz Augusto Costa, na edição de ontem do CORREIO. “Não devemos nada a ninguém no quesito atracagem. Mas o maior problema é o terminal. Está faltando conforto, banheiros e até lojas de souvenires”, apontou.

Reforma do porto tem que acompanhar um ordenamento e revitalização do entorno

Para Pedro Galvão, presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagem na Bahia (Abav-Ba), o projeto tem montante de recursos insuficiente. “Já tem quatro anos que se fala desse projeto e nada. É pouco dinheiro para a infra estrutura necessária”. Galvão também pondera que a reforma do porto tem que acompanhar um ordenamento e revitalização do entorno. “Aquele entorno é terrível para a nossa imagem. O turista cruzeirista passa poucas horas aqui, mas só retorna se tiver uma boa imagem de segurança, limpeza e organização”.

Transalvador promete fiscalização
Se depender do novo superintendente da Transalvador, a diminuição do exagerado assédio de donos de vans a turistas no Terminal Marítimo é uma questão de tempo. Depois de assumir o cargo na terça-feira, o administrador Alberto Gordilho prometeu intensificar a fiscalização no entorno de onde atracam os transatlânticos que chegam na capital.

O superintendente disse que não pode impedir que os clandestinos ofertem seus serviços defronte ao terminal, mas pode, sim, proibir que as vans, kombis e carros particulares que não estão autorizados para fazer turismo circulem nas ruas.

“Depois que o turista entra no veículo, podemos mandar o carro parar e cobrar a documentação para exercer aquela atividade”, afirmou Gordilho. Para ele, se bem feita, essa fiscalização coibiria o assédio que ocorre antes, no desembarque do passageiro. “Quando ele perceber que a fiscalização está intensa, deixa de ir para frente do porto procurar passageiro”, acredita.

Quanto ao trânsito caótico que se forma na Avenida da França, o superintendente disse que a solução é manter longe os clandestinos, já que o estacionamento dos credenciados já estaria disciplinado. “Você viu que os que estão liberados para atuar ficam enfileirados e estão devidamente disciplinados, né?”.

Por fim, Gordilho conclama o turista a ajudar, pedindo para que evitem os clandestinos. “Optar por pessoas descredenciadas é incentivar a prática. Eu não pego clandestino, nunca peguei. Prefiro pagar um pouco mais caro a me aventurar”, afirma.

Fonte: Correio da Bahia

2º Seminário Internacional o Mundo dos Trabalhadores e Seus Arquivos

Entre 30, 31 de março e 1º abril acontece no Rio de Janeiro o 2º Seminário Internacional o Mundo dos Trabalhadores e seus Arquivos. Clique aqui para fazer sua inscrição.

O encontro visa realizar debates sobre os documentos reunidos pelos arquivos operários, rurais, sindicais e populares, bem como sobre as particularidades que envolvem o tratamento desses acervos, constituindo-se em um fórum privilegiado para a transferência de informações e o incentivo à recuperação e à preservação dos arquivos dos trabalhadores e suas organizações.

O evento contará com a participação de conferencistas e especialistas nacionais e internacionais que debaterão, a partir de diversas perspectivas disciplinares, temas de interesse no âmbito dos arquivos dos trabalhadores da cidade e do campo. Esses arquivos têm relevância por também preservarem documentos de grande importância para o conhecimento das formas de resistência ao regime militar brasileiro e para o processo de redemocratização e construção da história recente do país.

Público: Profissionais com atuação nos âmbitos dos arquivos e centros de documentação operários, rurais, sindicais e dos movimentos sociais. Dirigentes e militantes sindicais e populares. Profissionais de arquivos públicos e privados que mantêm sob sua guarda acervos de organizações dos trabalhadores da cidade e do campo. Arquivistas, historiadores, cientistas políticos e sociais, documentalistas, bibliotecários e estudantes interessados na temática.

Clique aqui para conhecer a programação.

Serviço
2º Seminário Internacional o Mundo dos Trabalhadores e seus Arquivos – Memória e Resistência
Período: 30 e 31 de março e 1º de abril de 2011
Local: Arquivo Nacional – Praça da República, 173 - Rio de Janeiro – RJ

COMUNICAÇÕES
Também estão abertas, até o dia 28 de fevereiro, as inscrições para apresentação de comunicações. Clique aqui para ler as normas.

MINICURSOS
Para participar dos minicursos é necessário acessar a ficha de inscrições. Clique aqui para ler.

1 – Introdução a organização de centros de documentação e memória
2 – Identificação de tipologias documentais em acervos dos trabalhadores

São 50 vagas por minicursos e deverá ser feita uma pré-inscrição. Após a confirmação da inscrição, que será feita por e-mail, deverá ser paga uma taxa de R$ 20,00 por minicurso.

Mostra de filmes: Documentários sobre os trabalhadores e a resistência

Taxa de Inscrição: 25/01 a 28/02/ 2011: R$ 50,00
01/03 a 25/03 2011: R$ 70,00

As informações para pagamento constam na ficha de inscrição

Promoção: Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Arquivo Nacional do Brasil

Comissão Organizadora:

• Arquivo de Memória Operária do Rio de Janeiro da Universidade Federal do Rio de Janeiro

• Centro de Documentação e Memória Sindical da CUT

• Centro de Documentação e Memória da Universidade Estadual Paulista

• Memorial da Justiça do Trabalho do Rio Grande do Sul

• Centro de Referências das Lutas Políticas no Brasil (1964 - 1985) - Memórias Reveladas

• Núcleo de Documentação dos Movimentos Sociais da Universidade Federal de Pernambuco

• Núcleo de Pesquisa, Documentação e Referências sobre Movimentos Sociais e Políticas Públicas no Campo da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Informações: Centro de Documentação e Memória Sindical da CUT
Telefones: (11) 2108-9213 e 2108-9247
E-mail: cedoc@cut.org.br