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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Entenda o que o PIB representa para o País e a população

O Produto Interno Bruto (PIB) representa a soma das riquezas geradas pelo conjunto dos mais diversos setores no País. Ele mede a diferença entre o custo de se produzir e o que se obtém como fruto dessa produção, o chamado valor agregado. O indicador é composto por itens como consumo das famílias e despesas do governo, informações sobre as exportações e importações, além dos investimentos (formação fixa de capital bruto).

A economista Beatriz David, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), explica que os números revelados por meio do PIB têm impacto no cotidiano da população de um país. Segundo ela, o caminho indicado por eles reflete na qualidade de vida de uma nação. Ela destaca, no entanto, que os efeitos não ocorrem de maneira imediata, mas indicam uma conjuntura que pode ser propícia ou não ao bem-estar da população.

"Se o PIB aponta expansão da economia, isso tem influência sobre o bem-estar da população. Quando o país está crescendo, as pessoas vão sentir os efeitos, não de forma igualitária, porque isso vai depender da estrutura produtiva e de como o cidadão está inserido, mas a qualidade de vida aumenta, porque, quanto mais se produz, a tendência é que mais empregos sejam gerados, que os preços diminuam e que haja mais disponibilidade de produtos no mercado. Então isso significa não apenas mais renda para gastar, mas também mais produtos disponíveis para compra", explicou.

Além disso, a professora da Uerj cita a melhoria da qualidade dos atendimentos, tanto por empresas privadas como pelo próprio governo. "As empresas e o governo arrecadam mais, então podem melhorar seus atendimentos e os serviços prestados à população", ressaltou.
Ela destacou, no entanto, que o PIB não é capaz de captar todas as riquezas geradas no país, porque, para fazer o cálculo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) leva em consideração apenas as atividades legalizadas. Já as informais não são absorvidas em sua totalidade pela metodologia aplicada.

O PIB é divulgado trimestralmente e, quando aponta geração de riqueza inferior à observada no levantamento anterior, indica retração da economia. Quando esse movimento ocorre por dois trimestres consecutivos, é considerada recessão técnica.

Agência Brasil de Noticias

Ministro dos Portos anuncia conclusão de três obras de dragagem

Mais três importantes obras da Secretaria Especial de Portos da Presidência da República (SEP) estão concluídas dentro do Programa Nacional de Dragagem (PND).

Segundo comunicado da pasta, foram terminados os trabalhos de aprofundamento em Itaguaí (2ª. fase), no Rio de Janeiro, e em Aratu e Salvador, na Bahia. Os três portos já deverão operar nos próximos dias com a nova profundidade.

O aprofundamento do canal de acesso ao terminal portuário de Itaguaí, iniciadas em agosto deste ano, foram concluídas no final de novembro. Duas dragas de origem belga (as maiores em operação no País) participaram do processo de retirada de cerca de 5 milhões de metros cúbicos de sedimento. O volume corresponde a aproximadamente 850 mil caminhões lotados que, se colocados em fila, cobririam cinco vezes a distância entre São Paulo e Brasília.

Com a obra, a profundidade do Porto de Itaguaí passa de 14,5 metros para 17,5 metros, possibilitando reduzir em um terço o tempo de atracação. A dragagem, que teve investimentos de R$ 79,9 milhões, corresponde à continuação da execução do aprofundamento do canal, iniciada em 2009.

Já nos portos de Aratu e Salvador, o volume dragado corresponde a 4,134 milhões de metros cúbicos. Com investimentos de R$ 99 milhões, em cinco meses de trabalho foram aprofundados os canais e alargadas as bacias de evolução dos portos baianos.

O PND, criado com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), já conta com a maioria de suas obras realizadas. Com a conclusão de mais essas três, já somam sete os serviços de dragagem terminados: Recife (PE), Rio Grande (RS), Itaguaí - 1ª. fase (RJ), Angra dos Reis (RJ), Itaguaí - 2ª. fase (RJ), Aratu (BA) e Salvador (BA).
Por A Tribuna On-line

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

PSB fica com ministérios da Integração

Partido ainda briga por mais pastas, mas tem poucas chances de conseguir mais espaço

Gabriel Mestieri, do R7, em Brasília
O PSB deve indicar os ministros da Integração Nacional e dos Portos, mantendo com a presidente eleita Dilma Rousseff o mesmo número de pastas que tinha no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Devido ao crescimento de sua bancada na Câmara e ao número de Estados governados pelo partido e ao fato de Ciro Gomes ter desistido de concorrer à Presidência, o PSB reivindica uma participação maior no governo Dilma.

Com Lula, o PSB tem a Secretaria de Portos, que tem status de ministério, e a pasta de Ciência e Tecnologia. O partido também comandou a Integração Nacional por algum tempo, mas a perdeu para o PMDB no meio do segundo mandato de Lula. Agora, com Dilma, retomará essa pasta, mas vai abrir mão do Ministério de Ciência e Tecnologia, que deve ficar nas mãos do petista Aloizio Mercadante.

A troca interessa ao partido, que ficará com um ministério de maior porte e com grande influência no Nordeste, onde está a maioria dos governadores da legenda, mas integrantes da sigla consideram que o PSB deveria ter um papel ainda maior no governo Dilma.

Nomes

Na Integração Nacional, o novo ministro deve ser o atual secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho (PSB). A indicação dele foi levada a Dilma pelo governador do Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, de quem Coelho é secretário estadual.

Antes do início de um encontro dos seis governadores eleitos e reeleitos do PSB, em Brasília, o governador eleito do Espírito Santo, Renato Casagrande, aprovou a indicação de Bezerra Coelho.
- É um bom nome, nome do nosso presidente, do Estado de Pernambuco, nome que representa bem o Nordeste e vai representar o país todo.

Já para os Portos, o nome ainda está sendo definido. A presidente queria fazer mudanças na pasta, juntando a administração dos portos com os aeroportos – hoje na Defesa – possivelmente criando um novo ministério. Entretanto, segundo o R7 apurou, a alteração, caso aconteça, não será logo no início do seu governo.

Com Integração e Portos bem encaminhados, o PSB via em Turismo a oportunidade para a terceira pasta do partido, mas a vaga deve ficar com o PMDB.

Além das indicações diretas do partido, os governadores do PSB no Nordeste apoiam a indicação do senador petista eleito pelo Piauí, Wellington Dias, para o Desenvolvimento Agrário.

Apesar da intensa negociação nos bastidores pelos cargos, oficialmente os governadores ainda preferem adotar um tom de cautela. Em entrevistas durante o encontro, Eduardo Campos (Pernambuco), Cid Gomes (Ceará) e Renato Casagrande (Espírito Santo) disseram que querem ajudar Dilma e que a decisão final sobre o ministério é dela.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Iniciativa privada investirá R$ 32 bilhões nos portos, nos próximos cinco anos

Nos próximos cinco anos, a iniciativa privada investirá R$ 32 bilhões em todos os portos brasileiros. A previsão é do ministro dos Portos, Pedro Brito, em participação no programa de rádio “Bom dia, ministro”, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), no dia 2 último.


Brito também foi perguntado sobre a desburocratização das ações nos portos brasileiros com a implantação do projeto Porto sem Papel, que estará totalmente implementado nos portos de Vitória, Santos e Rio de Janeiro, em 2011. O projeto prevê que os dados dos navios sejam transmitidos a 20 milhas da costa brasileira por meio de uma janela informatizada para que todos os órgãos de fiscalização tenham acesso.


A Secretaria de Portos (SEP) espera reduzir de cinco para um dia e meio o tempo de liberação dos navios e aumentar a rotatividade das embarcações. “Reduz a burocracia e custos e dá mais segurança do ponto de vista do combate aos ilícitos, como também da pirataria”, avaliou.


Veja abaixo a entrevista do ministro.







Fonte: PortoGente

Portuários que atuam em Portocel entram em greve

Os cerca de 300 portuários que atuam no Terminal Especializado de Barra do Riacho (Portocel), em Aracruz, Norte do Estado, entram em greve nesta terça-feira, dia 7 de dezembro, a partir das 7 horas, por tempo indeterminado.

O impasse entre o Sindicato Unificado da Orla Portuária (Suport-ES), que representa os portuários, e a Portocel, é em decorrência da terceirização dos trabalhos no terminal, que devem ser executados por portuários registrados ou cadastrados no Órgão Gestor de Mão de Obra Avulsa (Ogmo), ou empregados na empresa, conforme consta no artigo 45 da Lei 8.630/93 (Lei dos Portos).

O Suport-ES encaminhou à Portocel um ofício manifestando repúdio à terceirização adotada pela empresa e informou sobre a paralisação.

A categoria já está em estado de greve desde o último dia 12, após decisão dos trabalhadores em assembleia.

O Suport-ES está aberto à negociação, caso a empresa queira discutir o assunto. Uma audiência está marcada para esta terça-feira, às 11 horas, na Junta de Conciliação de Aracruz, na tentativa de um entendimento.

Entenda o caso

Desde o dia 8 de novembro, a empresa passou a entregar também o trabalho de deslonamento de carga a terceiros, o que é inadmissível. Além disso, a abertura de vagões para descarga de celulose e a manutenção dos equipamentos também estão sendo realizadas por trabalhadores de empresas terceirizadas, que acabam “roubando” de quem é de direito mais de 30 postos de trabalho de avulsos e empregados em Portocel.

Os terceirizados também ficam prejudicados, uma vez que trabalham em turnos maiores, de 12 horas, recebem salários bem menores, e não têm as conquistas dos benefícios sociais que os empregados e avulsos têm.

A Portocel ainda contratou mais terceiros após fechar acordo do Programa de Participação nos Resultados (PPR) com o sindicato. As negociações do acordo acabaram se estendendo por conta da insistência da empresa em contratar “terceiros permanentes” para atuar no terminal. No entanto, depois recuou e, só assim, foi assinada a ata da reunião do dia 1º de junho, como segue:

“O Suport-ES registra que, na área do trabalho portuário previsto na Lei 8.630/93 e Convenção 137 da OIT, não é possível a execução de atividades portuárias por trabalhadores temporários ou mesmo a terceirização dos serviços por empresas que não sejam pré-qualificadas como operadora portuária, conforme previsão do artigo 8º da Lei 8.630/93, e, de qualquer forma, a execução das atividades portuárias com trabalhadores não vinculados diretamente à Portocel ou avulsos requisitados pelo Ogmo. Ressalva, por fim, que a assinatura deste Acordo Coletivo não significa aceitação de qualquer terceirização de serviços realizados pela Portocel, resguardando o direito de protestar, judicial e extrajudicialmente, a prática em referência.”

Com informações: assessoria de comunicação: www.suport-es.org.br