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quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Trabalhador portuário terá novo perfil: com informática e inglês

O Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo), de Imbituba, administra uma carteira de 330 profissionais. A diretora-executiva do órgão, Zilá Gil, fala das perspectivas de trabalho no porto catarinense e como os jovens podem ingressar na atividade portuária. O novo trabalhador portuário deverá saber informática e inglês, por exemplo, explica.

* Quem deve qualificar o trabalhador portuário?
* “Novo” Porto de Imbituba quer se apresentar ao mercado

PortoGente - Qual será o cenário para o profissional portuário nos próximos 10 anos considerando os investimentos que estão em curso no Porto de Imbituba?
Zilá Gil - Temos uma expectativa bastante otimista, uma vez que, com os investimentos e desenvolvimento do Porto, muitos jovens terão oportunidade no mercado de trabalho, voltado à área portuária. Quando falo voltado para a área portuária não estou falando somente de trabalhador portuário avulso, mas de outros profissionais de área técnica que os terminais irão necessitar, tais como técnico em eletro-mecânica, calderaria, tornearia, profissão voltada a conserto e manutenção de contêineres. Quanto ao ingresso de novos profissionais no sistema portuário para cadastro no Ogmo, é eminente e será por processo seletivo, onde o grau de escolaridade é um dos fatores importantes.

PortoGente - O que um jovem precisa saber para se tornar um profissional portuário, quais as habilidades e qualificações necessárias e o que esperar da profissão?
O profissional portuário para entrar no sistema precisa de um perfil diferente do daquele que já está no sistema. O tema trabalho portuário é pouco debatido. Poucos autores escrevem sobre o tema, mas acredito que o jovem deve buscar seu aperfeiçoamento, pois o mercado cada vez mais exige conhecimentos nas diversas profissões. O jovem deve se preparar para ser um profissional portuário, além do ensino médio completo, habilidades em informática, conhecimento em idiomas, ou seja, deve-se ir além do que a profissão exige, pois temos um leque de funções que irão requerer conhecimentos específicos. Com a modernidade, os equipamentos para manuseio de cargas exigem que o profissional tenha o mínimo conhecimento em informática e inglês.

Fonte:portogente

Porto de Salvador se prepara para a Copa 2014

A Companhia Docas do Estado da Bahia (Bahia) também está em ritmo de Copa 2014. Foi assinado, nesta quarta-feira (26), um Protocolo de Intenções com a Secretaria Especial da Copa 2014 (Secopa) para realizar melhorias no Porto de Salvador.

O objetivo do Protocolo é a cooperação técnico-científica entre as instituições, visando o desenvolvimento de projetos e atividades voltadas à preparação da Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014 no Estado da Bahia.

A revitalização do Porto de Salvador, que adaptará o Armazém em um Terminal Marítimo de Passageiros, prevê investimento de R$ 36 milhões. O projeto realizará uma reestruturação portuária, através da modernização, qualificando a infraestrutura, permitindo melhor assistência aos turistas com o novo terminal de passageiros.

Diretores da ANTAQ e Codern discutem criação de novo porto próximo ao porto de Natal

O diretor da ANTAQ Tiago Lima, o diretor-presidente da Codern Emerson Fernandes e o diretor técnico-comercial Hanna Safieh discutiram, em reunião no dia 14 de janeiro, a construção de um novo porto numa área disponível de 8,7 Km², localizada na margem esquerda do rio Pontengi, em frente ao porto de Natal.
O novo porto disporá de três pátios para contêineres (vazios, de importação e de exportação), todos com tomadas para contêineres frigorificados. O projeto de construção prevê um Plano de Compensação Ambiental numa área a ser definida conjuntamente com as autoridades ambientais do Rio Grande do Norte. Estabelece ainda um compromisso da Codern de realizar suas operações portuárias com o máximo de controle ambiental e respeito à legislação em vigor.
Para a execução da obra, será necessário solicitar ao governo do Estado a emissão de um decreto governamental que declare a referida área de utilidade pública, sem outra alternativa de localização. Em seguida a Secretaria de Portos analisará o projeto dentro dos parâmetros da política pública para o setor, a viabilidade da construção do Porto ou ainda o estabelecimento de nova poligonal com a inclusão da margem esquerda do Rio Potengi na área do porto organizado.
Para atender à demanda de movimentação de carga do estado, será preciso realizar uma nova dragagem de aprofundamento e alargamento do canal de acesso e de sua bacia de evolução, alcançando a profundidade de 17m, com largura do canal de 120m e largura da bacia de evolução de 120m.
Os diretores discutiram também os investimentos do PAC no terminal Ilha de Areia Branca, o Termisa, que faz parte do Porto organizado de Natal. As obras de ampliação do terminal salineiro encontram-se bastante adiantadas, o que possibilitará dobrar a capacidade de movimentação de sal no terminal. O sal da região é importante insumo para a indústria química e farmacêutica do Brasil.

Assessoria de Comunicação Social/ANTAQ

Obras não aliviam gargalo logístico em ano de safra recorde

De acordo com estudo da Famato, o transporte dos grãos por hidrovia reduziria os custos em 70% na comparação ao rodoviário, e por ferrovia seriam 35% menores

Os produtores brasileiros iniciaram neste mês a colheita de uma safra recorde, de 149,41 milhões de toneladas de grãos, e mais uma vez a chamada eficiência da porteira para dentro não encontrará correspondência do lado de fora. No momento de escoar a produção, eles encontrarão pela frente os já conhecidos desafios logísticos, apesar das várias obras de infraestrutura anunciadas nos últimos anos, em especial para a região Centro-Oeste, maior produtora do País. De acordo com estudo da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), o transporte dos grãos por hidrovia reduziria os custos em 70%; por ferrovia seriam 35% menores. Mas, nesta safra, o estado, maior produtor nacional de soja, continuará a escoar 90% da colheita por via rodoviária.

No sistema rodoviário há várias obras de recapeamento e duplicação concluídas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, assim como em outros estados; outras estão em andamento. Mas ainda que as condições das estradas melhorem, o deslocamento por caminhão em longas distâncias - no caso mais de mil quilômetros até os portos de Paranaguá e Santos - é caro e ineficiente. “Os problemas de escoamento da safra do Centro-Oeste vão continuar. A melhora das estradas por si só não garante ganho de eficiência no transporte dos grãos. O modal rodoviário é antieconômico”, avalia Bruno Batista, diretor-executivo da Confederação Nacional dos Transportes (CNT).

Modais de transporte mais eficientes ainda são uma realidade longínqua. Pequena parte da produção de Mato Grosso, por exemplo, sai pelas hidrovias Paraná-Tietê, Rio Madeira e Araguaia; nas ferrovias, parcela da produção do sul do estado sai pelos trilhos da Ferronorte. A Ferrovia de Integração Centro-Oeste (Fico), entre Goiás, Mato Grosso e Rondônia, ainda não passou da fase de projeto.

“Vemos que, de fato, há um esforço para recuperar as estradas. Mas em épocas de chuva, como agora, os buracos surgem com uma rapidez maior que a capacidade de tapá-los. O problema é que continuamos sem alternativas”, explica Marcos da Rosa, coordenador da comissão de logística da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja). Ele, que também é produtor da região de Canarana, paga, em média, US$ 120,00 por tonelada para levar a oleaginosa até o Porto de Paranaguá. Para se ter uma ideia do que isso representa, em dezembro passado o preço médio da soja brasileira vendida ao mercado externo era de US$ 498,00 por tonelada, de acordo com a Secretaria de Comércio Exterior.

Dados da Associação Nacional dos Usuários dos Transportes de Carga (Anut) mostram que a precariedade do transporte faz com que o produtor brasileiro tenha uma desvantagem de US$ 74,00 por tonelada, na comparação com os norte-americanos e argentinos; somados frete ao porto (US$ 71,00) com despesas portuárias (US$ 3,00). Enquanto na Argentina as distâncias favorecem o transporte rodoviário, nos Estados Unidos as grandes distâncias são vencidas com uso de ferrovias e das hidrovias.
Recursos são insuficientes

De acordo com dados da mais recente prestação de contas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, em Mato Grosso, o investimento previsto em logística de transporte entre 2007 e 2010 somou R$ 2,516 bilhões; em Mato Grosso do Sul, R$ 1,602 bilhão; em Goiás, R$ 3,058 bilhões. No Pará, ligação entre a produção do Centro-Oeste e os portos do Norte, o investimento previsto somou R$ 2,77 bilhões. O percentual de aplicação desses recursos varia, mas, em que pese o montante dos recursos, as obras, no estágio em que estão, vão apagar incêndio.

“Tivemos poucos avanços até agora. São necessários mais portos, mais terminais, mais ferrovias. Com os 30 mil km de ferrovias que estão aí, e nem tudo está em operação, não dá. E isso não se recupera em um ano ou dois”, resume a consultora Elizabeth Chagas, especialista em logística.

Ela avalia que o governo, com as obras recentes, corre atrás do prejuízo após anos de subinvestimento em logística e infraestrutura e lembra: com o País em crescimento, a agricultura concorre por transporte com os outros setores da economia, o que pressiona todo o sistema de escoamento da produção nacional. “Os gargalos estão aí do mesmo jeito.”
Faltam silos apropriados para os grãos

No setor de armazenagem os problemas não são menores. Há falta de silos apropriados para cada tipo de grãos, a despeito de a capacidade estática da Companhia Nacional de Abastecimento ser de quase 138 milhões de toneladas. Estimativas informais são de que o déficit beira os 60 milhões de toneladas. “Para a soja, por exemplo, os armazéns não são apropriados”, diz Marcos de Rosa, da Aprosoja. É por isso, observou, que 30% da produção do Estado fica “estocada” sobre caminhões nas filas de embarque dos portos na época do escoamento. Ele também lembra a situação dos produtores de milho, que colheram uma grande safra no ano passado. Muitos deixarão o grão ao léu por não ter onde armazená-lo.
Dragagem de portos é problema

Se o transporte até as vias de exportação é precário, os terminais portuários não têm ficado atrás. Um dos problemas mais prementes é a dragagem, o afundamento dos canais para que grandes navios possam ser carregados em sua totalidade. Semana passada, por exemplo, o Terminal Graneleiro do Guarujá (TGG), no Porto de Santos, recebeu um navio com capacidade para carregar 190 mil toneladas de milho, o capesize Leonidas Warrior, mas só pôde embarcar 112 mil toneladas porque o canal de navegação de Santos precisaria ter uma profundidade de 17 metros, mas tem apenas 13,3 metros. Apenas em 2014 o canal será aprofundado para 17 metros.

Em Paranaguá não é diferente. O porto anunciou uma dragagem emergencial dos berços de atracação, ao custo R$ 2,5 milhões, que deverá estar pronta em fevereiro. Mas a dragagem de manutenção do Canal da Galheta, da bacia de evolução do Porto de Paranaguá e de aprofundamento dos canais, ao custo de outros R$ 152 milhões, ficará para pelo menos 2012.

Fonte: Jornal do Commercio (RS)

Novo Ministro de Portos anuncia investimentos em Natal e término da dragagem

O Ministro da Secretaria de Portos (SEP), Leônidas Cristino, recém empossado, recebeu ontem (26/01), em Brasília, o Presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte, Emerson Fernandes, para conhecer, detalhar e estabelecer prazos para as obras nos portos de Natal e Areia Branca. O Governo Federal já investiu, por meio da SEP, o valor de R$349 milhões e irá beneficiar em mais R$ 162 milhões com obras previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC-2) e (PAC-Copa).

Atualmente a SEP realiza a obra de dragagem de aprofundamento do Porto de Natal, no valor de R$ 41,2 milhões, que deverá ser finalizada em março deste ano (prazo estipulado em reunião de hoje). O Porto, que operava com a profundidade de -9 metros, irá operar, em breve, com -12,5 metros. Isso significa um aumento em 30% na eficiência e na capacidade do complexo portuário.

Outro empreendimento previsto é a ampliação e a adequação do Terminal Salineiro, também de responsabilidade desta Secretaria de Portos. Obra no valor de R$ 280 milhões.

Segundo o Ministro, o Estado também foi contemplado no PAC-2 com a obra de dragagem de acesso ao Terminal Salineiro. Com a profundidade futura de -17 metros, o Porto-Ilha poderá aumentar em muito a sua capacidade de movimentação. Leônidas garantiu que esses investimentos irão dotar a indústria salineira da infraestrutura necessária para competir com os exportadores chilenos, detentores de parcela significativa do mercado de sal.

Contemplado também pelo PAC-Copa, injetado nos portos de cidades que irão sediar a Copa de 2014, o investimento de R$ 53,7 milhões servirá para adaptar o antigo frigorífico e galpão em um Terminal Marítimo de Passageiros, além de aumento de cais e pavimentação/urbanização de área portuária.

Vale ressaltar que a obra de repotencialização do sistema de atracação, que consiste na implantação de dois novos dolfins de atracação e armação, no valor de R$ 27 milhões, foi concluída em abril de 2008. Essa obra já permite o recebimento de navios de aproximadamente 75 mil toneladas, sendo que, no passado, o permitido era de apenas 35 mil toneladas.

Fonte: Tribuna do Norte (RN)/Assessoria de Imprensa da SEP