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quinta-feira, 24 de março de 2011

Governo inicia estudo para melhorar gestão portuária

Rio Grande do Norte será o precursor da ação que deve durar três anos.

Com o objetivo de implementar a gestão por resultados nas Companhias Docas de 18 portos brasileiros, a Secretaria de Portos (SEP) vai iniciar um levantamento para revisar custos, profissionalizar ações e estruturar o planejamento do setor portuário no Brasil. A iniciativa está prevista no Decreto Lei 6.413 publicado em 25 de março de 2008.
O projeto piloto será realizado na Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern) e terá duração de 36 meses. De acordo com a SEP, o Governo Federal vai investir R$ 2 milhões no diagnóstico do porto potiguar.

Após esse levantamento, a SEP pretende reorganizar a estratégia de gestão e de processos internos, profissionalizando os trabalhadores, reduzindo custos e aprimorando a movimentação de cargas. “O aprimoramento da mão-de-obra é imprescindível para a evolução tecnológica dos procedimentos de movimentação das cargas, assim como para o receptivo de pessoas quando tratamos dos navios de cruzeiros marítimos”, avaliou o secretário executivo da Federação Nacional das Empresas de Navegação Marítima, Fluvial, Lacustre e de Tráfego Portuário (Fenavega), Marcos Soares.

Ele defende, também, a reformulação administrativa das Companhias Docas. “Muitas são totalmente obsoletas e emperradas em razão de procedimentos contenciosos que lhes impedem a tomada de decisões dinâmicas que mercado exige”, ponderou.

CustosO coordenador-geral de avaliação de desempenho da Secretaria dos Portos, Jorge Ernesto Sanchéz Ruiz, explica que as mudanças vão afetar também a política de cargos e salários de funcionários e as tarifas praticadas pelos portos. “O sistema de cobranças tarifárias tem sido reajustado por inércia ao longo do tempo, mas sem vincular os custos de uma atividade ao que se cobra das empresas. Com a revisão dos valores, teremos tarifas baseadas em custos mais razoáveis e eficientes”, destacou.

Érica Abe
Redação CNT

Imbituba é alternativa para “bug” logístico do País, defende administrador do porto catarinense

Foto: Eduardo Oliveira



O administrador do Porto de Imbituba (SC), Jeziel Pamato de Souza, não poupa elogios ao ministro dos Portos, Leônidas Cristino, que esteve no porto catarinense no último dia 17. “É um engenheiro e um político interessado e comprometido com os planos logísticos do País”.

Mesmo sendo sinceros, os elogios têm endereço certo: “estamos contando com sua gestão para que as obras de dragagem e os investimentos em logística continuem. Temos certeza que, para isso, ele considera Santa Catarina um Estado estratégico e sabe do potencial do Porto de Imbituba para impulsionar o comércio exterior brasileiro”.

Uma das prioridades de Souza junto ao ministro é garantir a liberação de recursos para a dragagem de aprofundamento do Porto de Imbituba. Ele acredita que Imbituba esteja em vantagem com relação a outros portos brasileiros que estariam sobrecarregados e sem condições naturais para receber grandes navios.


“Nós temos capacidade de crescer com pouca demanda de investimentos. A dragagem de aprofundamento do Porto de Imbituba para 15 metros, por exemplo, é uma das mais rápidas e baratas de todas as obras de dragagem do País. Nosso objetivo junto à SEP é fazer com que esta obra ocorra o mais breve possível, para que também honremos com os recentes investimentos de R$ 283 milhões, por parte da iniciativa privada, que gerou a construção de um cais de 660m de comprimento por 50m de largura, além da compra de dois portêineres Super Post Panamax”.
ConvencimentoJeziel Pamato de Souza na busca de garantir investimentos para o porto que movimenta atualmente 10 milhões de toneladas/330 mil TEUs vem mantendo contato constante com os parlamentares de Santa Catarina no Congresso Nacional a fim de que incluam Imbituba como prioridade dos ministérios dos Transportes e dos Portos.

“Sabemos de todo o potencial que esta fronteira possui para servir de alternativa ao "bug logístico" que o Brasil enfrenta nos últimos anos. Difundir esta informação de forma técnica e qualificada a todos os atores que podem influenciar no crescimento do Porto de Imbituba é nossa obrigação”.


Fonte: PortoGente

Vera Gasparetto de Florianópolis/SC

SEP contrata centro de análises da Marinha para ação de combate à pandemia nos portos

Da SEP
Para desenvolver um sistema de saúde de controle à pandemia nos portos brasileiros, a Secretaria de Portos (SEP) firmou um acordo de cooperação com o Centro de Análises de Sistemas Navais da Marinha do Brasil (CASNAV), no valor de R$ 310 mil, liberados pelo Governo Federal, considerando a necessidade em se cumprir o disposto no Plano Brasileiro de Preparação para Enfrentamento de Pandemia, elaborado pelo Grupo Executivo Interministerial (GEI).

O Programa de Responsabilidade do Departamento de Modernização e Revitalização Portuária da SEP irá realizar a sua primeira capacitação de operacionalização ainda este mês. Os portos serão divididos em quatro grupos, iniciando as atividades propostas por Fortaleza, Belém, Vila do Conde, Itaqui, Suape e Recife. O primeiro grupo receberá do CASNAV o treinamento necessário para a aplicabilidade do sistema na Sala de Situação do Porto de Fortaleza, no dia 31, das 8h às 18h. Os demais grupos serão atendidos nos dias 28 de abril, 19 de maio e 09 de junho.

Segundo o Departamento de Modernização da SEP, o sistema irá subsidiar as autoridades portuárias no acompanhamento e registro das ocorrências de casos suspeitos de pandemia. Essa ação permitirá, aos portos brasileiros e à SEP, o gerenciamento automatizado e integrado das ações previstas no Plano Específico dos Portos e no Protocolo estabelecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

quarta-feira, 23 de março de 2011

Documentação errada causa 24% dos atrasos na movimentação de contêineres

Porto de Santos
Documentação errada causa 24% dos atrasos na movimentação de contêineres
Fernanda Balbino

Uma parcela de 24% dos contêineres que ficam além do tempo necessário em terminais do Porto de Santos tem erros na documentação enviada por agentes de importação e despachantes aduaneiros. O dado foi apresentado na última terça-feira, pelo diretor-superintendente da companhia de navegação Hamburg Süd, Julian Thomas, em reunião no Comitê de usuários dos Portos e Aeroportos do Estado de São Paulo (Comus), na Capital.
Nesses casos, a demora na estadia dos contêineres é causada por divergências nos dados da documentação da carga.O processo de importação deve obedecer uma série de exigências burocráticas e administrativas, que são avaliadas pela Receita Federal. Porém, quando existe algum problema envolvendo a descrição da carga, ela fica retida até que o impasse seja esclarecido.


Confira a matéria completa na edição desta quarta-feira, em A Tribuna

Ampliação da capacidade dos portos reduziria o custo logístico

Autor: CNA
Com o aumento da capacidade operacional dos portos da região do Arco Norte do País, os produtores rurais do Norte, Nordeste e Centro-Oeste teriam seu custo logístico amplamente reduzido para levar sua produção de grãos a estes terminais portuários, pois teriam mais alternativas para escoar a safra. A avaliação é do vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e presidente da Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Ramos Torres de Melo Filho, que discutiu o tema durante encontro nesta segunda-feira (21/3) com o ministro titular do Mapa, Wagner Rossi.
Segundo Torres de Melo, esta é uma das prioridades da CNA e da Câmara Temática apresentadas ao ministro, com o objetivo de desafogar a demanda de carga que chega aos portos do Sul e Sudeste do País, por onde são exportados 83,5% do volume de soja e milho vendido para outros países. Embora respondam por 52% da produção dos dois grãos, as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que teriam o escoamento facilitado com o pleno funcionamento dos portos do Arco Norte, embarcam apenas 16,5% da safra destes produtos para o exterior. Desta forma, reforçou o vice-presidente da CNA, são necessários mais investimentos. “Viemos mostrar ao ministro que nossos problemas estão fora da porteira e ele apoiou a nossa causa, pois sabe da necessidade de se ter uma boa logística”, enfatizou. "Os investimentos nos portos vão estimular a melhoria das estradas e ferrovias", completou.
No encontro, também foram apresentados dados que mostram que os custos logísticos no Brasil são bem superiores a outros países. Levar a safra de grãos da fazenda até o porto no País pode custar, em média, até US$ 84 por tonelada. Nos Estados Unidos, este valor é de US$ 21. “Se tivéssemos os custos equivalentes aos dos Estados Unidos, o produtor rural poderia ganhar de R$ 5 a R$ 6 a mais por saco de soja”, disse o consultor de Logística e Infraestrutura da CNA, Luiz Antônio Fayet, que também participou da reunião.
Ele também lembrou que no município de Sorriso (MT) há casos em que um produtor de soja em 2007 gastava, em média, 52% do valor de comercialização da saca para levar a produção até o porto de Paranaguá (PR).O exemplo citado pelo consultor da CNA reflete a falta de alternativas e a dificuldade para escoar a produção devido a falta de investimentos no corredor da região do Arco Norte, que abrange os portos de Itaqui (MA), Vila do Conde (PA), Santarém (PA), Porto Velho (RO) e Itacoatiara (AM), entre outros.

Fonte: http://www.sonoticias.com.br